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O chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, tenente-general Marcos Serronha. Perguntava-lhe, em primeiro lugar, em que é que vai consistir esta missão no Kosovo?
Esta é uma missão no quadro de uma missão da Aliança Atlântica, da NATO, à qual foi pedido o contributo de diversos países para montar diversos centros de acolhimento. Neste caso, será um centro de acolhimento no Kosovo para refugiados afegãos. Civis afegãos que trabalharam com a NATO e que foram evacuados nos últimos dias de Cabul e neste momento estão em trânsito de diversos sítios no Médio Oriente, nomeadamente dos Emirados e do Qatar, para a Europa, e para montar diversos centros de acolhimento, neste caso no Kosovo. E Portugal dá este contributo com um destacamento de cooperação civil-militar, ao qual se vão juntar nos próximos dias também um destacamento sanitário, com dois médicos e dois enfermeiros.
Importava concretamente sobre essa missão, que disse que vai partir no espaço de poucos dias. Em que é que vai diferir desta missão militar?
Eles vão ficar juntos. O destacamento sanitário de saúde vai-se juntar a este destacamento de cooperação civil-militar para operarem juntos num campo de acolhimento no Kosovo, com o apoio de diversos países da Aliança Atlântica. Neste momento, já lá estão alguns refugiados afegãos e estima-se que esta missão dure no máximo 90 dias e o seu objetivo é dar condições de acolhimento, já na Europa, para posterior distribuição, de acordo com os critérios de distribuição que vão ser decididos ao nível político da Aliança Atlântica, da União Europeia, por diversos países, como destino final dos refugiados. É um apoio à sua vivência agora nos próximos dias nestes campos de acolhimento.
Será acima de tudo, um levantar de necessidades básicas e primárias.
É apoio de natureza humanitária, apoio de alimentação, apoio médico. Depois há também procedimentos de identificação para posterior distribuição, mas essencialmente são condições básicas de vida para as pessoas agora durante os próximos dias poderem viver até terem o seu destino final como refugiados nos diversos países de acolhimento.
Estamos a falar ao todo de uma equipa de 13 pessoas, 11 militares que partem agora e depois mais dois médicos.
Quinze, são mais quatro. No total, será um esforço de 15 militares, numa componente muito específica da panóplia do dispositivo militar da nossa contribuição para a NATO, com um destacamento de cooperação civil-militar, que essencialmente está habituado e treinado para este tipo de missões de apoio humanitário.
Só uma última pergunta: não se sabe se este grupo de refugiados, se algum vai ser distribuído para Portugal. Para já, o trabalho que vão fazer é só mesmo apoio.
É só mesmo apoio. Não está ainda. Eu pelo menos não tenho conhecimento dos critérios de distribuição. Sabemos que são umas largas centenas de cidadãos afegãos com as suas famílias e que esses critérios de distribuição hão de ser decididos depois ao nível político, mas muito provavelmente alguns deles virão parar a Portugal, como aliás, já outros cidadãos africanos que já chegaram.