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Hoje na Praia do Norte, na Nazaré, milhares de pessoas juntaram-se para ver as ondas gigantes e o distanciamento social não foi respeitado. Muitas pessoas não utilizaram a máscara e por isso mesmo junta-se agora a nós o comandante local da Polícia Marítima, precisamente da Nazaré, José Henriques. Bom dia, qual é o ponto de situação que faz neste momento?

O dia começou bem cedo, com um grande fluxo de pessoas e esta vinda de pessoas foi uma vinda espontânea, não se trata de um evento, portanto foi espontânea. A determinada altura, por volta das 10h, nós fizemos uma reunião aqui com as entidades intervenientes, a Autoridade Marítima Nacional, a Polícia Marítima local, a PSP, os bombeiros voluntários, a Proteção Civil municipal e a Câmara Municipal, e nós decidimos fechar o acesso pedonal a esta área aqui. Refiro que o acesso rodoviário desde ontem que estava dado e portanto o acesso rodoviário não foi possível fazer. E assim iniciámos o controle das pessoas, ao mesmo tempo que avançávamos relativamente às normas relacionadas com a pandemia, manter o distanciamento e o uso da máscara, um processo esse que desde o início nós temos vindo a fazer. E neste momento aquilo que eu posso dizer é que estão muito menos pessoas, eu diria que devem estar menos de um terço das pessoas que estavam de manhã, e que os meios humanos que se encontram aqui a atuar, Polícia Marítima, PSP e pessoas da Câmara Municipal, levaram isto a este ponto. Ou seja, nós conseguimos que as pessoas desmobilizassem e com a desmobilização, que começassem a cumprir o normativo neste âmbito da pandemia.

No fundo, foram apanhados prevenidos.

Sim, no fundo, neste registo, deste quantitativo.

Quantas pessoas tiveram hoje durante a manhã?

Eu diria-lhe uns milhares. É difícil, mas eu diria uns milhares. Foram mesmo muitas pessoas.

E depois acabaram por ter de expulsar algumas pessoas que estavam a ver as ondas gigantes?

Eu não utilizaria a palavra expulsar. Nós não expulsamos. Ao serem alertadas para o uso da máscara e para manter o distanciamento, e ainda existe outra preocupação que, como capitão de Porto, a Autoridade Marítima tem, e a preocupação são as pessoas juntas à falésia, e esta preocupação já antes da pandemia existia. Esta é uma preocupação muito grande, para além daquilo que está a acontecer no mar. Estes dois fatores, as pessoas saírem, afastarem-se das falésias e dispersarem para que mantenham a distância e usarem a máscara, fez com que as pessoas começassem a desmobilizar. Entretanto, as condições do mar também baixaram. Quer dizer, com isto, já não estamos aqui com as ondas como estavam, mas ainda estão surfistas na água. Todos estes fatores, mas principalmente a ação dos agentes que estão no terreno, fizeram com que as pessoas dispersassem. Não foram expulsas, as pessoas dispersaram.