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O Parlamento Europeu tem uma hierarquia entre os seus vice-presidentes. A primeira vice-presidente é a maltesa Roberta Metsola e portanto, em princípio, de acordo com as regras, cabe a ela assumir a presidência interina do Parlamento Europeu nesta fase de transição. Acontece que ela é também candidata a presidente do Parlamento Europeu nas eleições da próxima terça-feira, que já estavam marcadas e portanto, é natural que eu, como segundo vice-presidente do Parlamento Europeu, tenha que assumir responsabilidades em matéria de condução do processo eleitoral, que é naturalmente a tarefa principal que o Parlamento tem pela frente ao longo dos próximos dias. Mas que não haja dúvidas, o princípio, a regra fundamental é que é a primeira vice-presidente que assume a presidência interina e depois haverá entre nós uma articulação de funções e responsabilidades, delegações de competências e portanto, é natural que nesse quadro, eu tenha que assumir especiais responsabilidades na condução do processo eleitoral do Parlamento Europeu. A notícia do desaparecimento do David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu, é devastadora. É uma grande perda para o projeto europeu. Ele foi um excelente presidente, um grande europeu, um notável democrata e foi também um bom amigo. Eu trabalhei muito de perto com ele, na minha condição de vice-presidente do Parlamento Europeu, pertencemos à chamada Mesa ou Bureau, que faz a gestão do Parlamento Europeu. Ele era também meu camarada do grupo socialista aqui do Parlamento Europeu e trabalhamos sempre muito bem em conjunto. Ele era uma pessoa muito estimada por todos. Eu creio que o David Sassoli será sobretudo recordado por ter conseguido um feito notável, que foi manter o Parlamento Europeu permanentemente operacional ao longo da pandemia, o que não é tarefa fácil para uma instituição que reúne deputados de 27 países sujeitos às regras sanitárias, as mais diferentes, com restrições de viagens, confinamentos, mas o Parlamento Europeu esteve sempre operacional funcionando em modo remoto ou eletrônico, quando necessário, para exercer as suas funções de fiscalização política da Comissão Europeia, mas também de aprovação das medidas legislativas de resposta à crise. Portanto, eu creio que isso ficará. Aliás, disse ao David aqui há uns tempos que ele devia escrever um livro sobre essa experiência. Infelizmente, já não o poderá fazer. Mas foi também um político sempre capaz de uma palavra oportuna nos momentos difíceis do projeto europeu, em particular na construção de uma resposta a esta crise, bem diferente e melhor do que a resposta à crise anterior