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Para já vamos procurar algumas reações a estas medidas que foram anunciadas pelo governo às confederações patronais e sindicais. Recebemos neste jornal das 16:00 o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, João Alvim. Olá, boa tarde, João Alvim.

Boa tarde.

Obrigado, antes de mais, por se juntar a nós. Há condições para esta reabertura já na próxima segunda-feira, estão preparados?

Se me está a perguntar se os livreiros estão preparados?

É isso mesmo.

Os livreiros nunca deixaram de estar preparados. Nós não sabemos ainda é se há algumas condicionantes que serão para a abertura. Supõe-se que amanhã serão anunciadas essas condicionantes. Portanto, eu não lhe sei responder exatamente à pergunta que me está a fazer.

Muito bem, mas será que este curto espaço de tempo é suficiente? Ou seja, conhecemos hoje estas normas, as livrarias, por exemplo, vão abrir todas. Hoje é quarta-feira, faltam poucos dias para segunda-feira. Falta meia semana para segunda-feira. Acha que há condições neste curto espaço de tempo para reunir todas as condições para que na segunda-feira as livrarias possam estar todas de portas abertas?

Olha, em primeiro lugar, não vão abrir todas as livrarias, porque tudo que é livraria em centros comerciais não vai abrir ainda, tanto quanto eu percebo. A não ser que os centros comerciais abram também, coisa que não foi referida. Portanto, eu não lhe sei responder a essa situação.

Mas os centros comerciais não chegaram a ser fechados, continuam abertos, até porque têm supermercados, outras lojas até de primeira necessidade. Portanto, isso, em princípio, não será um problema.

Pois, eu não lhe sei responder, porque, na realidade, as lojas em supermercado têm estado todas fechadas. As únicas que têm estado abertas, que eu saiba, são a parte alimentar e eventualmente farmácias. Não sei se o resto está aberto. E é uma grande questão, porque o peso das livrarias em centros comerciais é extremamente relevante. Portanto, não sei exatamente o que é que vai abrir. Quanto ao tempo, se estão preparadas ou não para abrirem, depende das limitações e das condições que ponham. Como não foram anunciadas ainda essas condições, eu não lhe sei responder. Por exemplo, se exigirem separadores de acrílico em alguma situação. Isso será difícil de fazer de um dia para o outro, praticamente.

E portanto, será necessário mais tempo para haver essa adaptação.

Não sei, depende daquilo que forem as exigências. Até pode não haver exigências, entender-se que em determinadas situações não há necessidade deste ou daquele tipo de proteção, para além das proteções normais e correntes, como deverá ser o uso das máscaras. Mas para além dessas correntes, eu não lhe sei responder, porque não foi dito ainda, não foi anunciado ainda.

Ia perguntar-lhe se esta é uma boa notícia para o setor. Creio que há uns dias anunciaram que o setor já estava com prejuízos acima dos 20 milhões de euros. Esta é uma boa notícia para o setor?

É uma boa notícia, sem dúvida, porque o setor estava, de facto, a morrer e vai ficar muito magoado deste intervalo todo, mas todos sabemos as razões. Agora, o que era preciso era entender em que condições se abre e se podem ou não todos abrir. A questão é: eu também gostaria de assumir aquilo que me está a dizer, que os centros comerciais estão abertos e, portanto, as lojas de centros comerciais podem abrir também, mas até agora não tenho essa informação.

Muito bem, mas há de ser então nas próximas horas esclarecido acerca.

Supostamente amanhã será clarificado.

E depois a partir daí é que se preparará esta reabertura.

Exatamente. É.

Muito bem. Obrigado.

Obrigado.

Muito obrigado João Alvim, da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros