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Ontem, no discurso, na hora da verdade, não foi tão concreto nesta medida. Disse que vai aumentar os salários de entrada na carreira dos docentes. Pedro Barreiras, pergunto-lhe como é que olha para estas declarações de Pedro Nuno Santos?

Aquilo que nos foi permitido e possível perceber das últimas declarações de Pedro Nuno Santos é que há uma única medida concreta em relação à valorização da carreira, que passa por esse aumento da remuneração numa fase inicial. Isto está muito ligado àquilo que tem sido a prática do atual governo, do aumento do salário mínimo, sem que haja depois a devida consequência dos restantes níveis salariais. Ao aumentarmos a remuneração no início de carreira, obviamente que é positivo, mas importa também perceber o que vai acontecer aos restantes escalões da carreira. Ou seja, esta remuneração adicional ou aumento da remuneração numa fase inicial deverá empurrar também os restantes índices remuneratórios ao longo de toda a carreira e assim será uma medida obviamente justa. Quanto à recuperação do tempo de serviço, em que nada tem vindo a ser dito nos últimos tempos, eu recordo que a FNE enviou para todos os partidos uma declaração de compromisso pré-eleitoral, onde precisamente pedíamos a cada um dos partidos que confirmassem a sua disponibilidade para, no caso dos professores, recuperarem o tempo de serviço que esteve congelado. Até à data, só recebemos a confirmação e a concordância do partido PAN. Recebemos e temos agendada uma reunião com o PCP para dia 12 e os restantes partidos ainda não nos fizeram chegar a informação dessa concordância, nem tão pouco pedido de reunião. Sobre esta questão, é curioso perceber aquilo que têm sido os ziguezaguear de Pedro Nuno Santos em relação a esta matéria, porque ouvimo-lo dizer que os professores iriam recuperar, caso ele fosse ser eleito primeiro-ministro, o tempo de serviço. Depois, num segundo momento, percebemos que tinha pedido à UTAO dados que permitam perceber a capacidade financeira para essa recuperação e já depois, no momento em que foi eleito secretário-geral do Partido Socialista, recusou-se a fazer qualquer tipo de consideração. Portanto, importa que cada um dos partidos que no dia 10 de março se apresente às eleições, diga claramente sobre esta matéria o que é que pretende fazer.