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O Rally de Portugal volta a ter público. Isto era uma notícia que já esperavam? Se não esperavam, já tinham manifestado também essa intenção de ter público na Fórmula 1 no fim de semana passado, mas não foi possível. Agora é possível para o Rally de Portugal.

Nós apresentámos um plano de contingência à Direção-Geral de Saúde, plano esse que foi aprovado pela própria Direção-Geral de Saúde, em que se contempla, no fundo, haver entre 25% a 30% de público nas zonas que são controladas por nós e que efetivamente é possível controlar esse número de pessoas, porque são bilhetes pagos, como é caso de várias especiais e de vários sítios como Lousada, como Baltar, como o Porto, como várias especiais que nós podemos controlar. Em relação ao resto, temos o apoio da Guarda Nacional Republicana para que possa controlar o público de maneira a que não haja aquelas enchentes dos anos anteriores e que o público possa estar mais espaçado. E é isso que confiamos, confiamos nos adeptos portugueses para que se possa fazer um rally seguro e sem grandes problemas.

Portanto, esse público com bilhetes comprados não estará em todas as etapas, é em sítios específicos, é isso?

É, porque nós no Rally de Portugal temos só três ou quatro sítios na zona de espetáculos e mais em dois sítios onde vendemos bilhetes. Os outros todos é estrada aberta e, portanto, não temos hipótese nenhuma de controlar as pessoas que vão estar, obviamente, sempre dentro dos limites de segurança. E este ano vamos reforçar nessas zonas, onde habitualmente há mais gente, de poder distanciá-las, de poder estarem mais afastadas umas das outras, de serem menos. E aí temos tido a colaboração de um plano de contingência que estamos a fazer juntamente com a Guarda Nacional Republicana e que se o público aderir a isso, vai tudo correr bem com certeza.

A Direção-Geral da Saúde dá esta luz verde, diz que era inevitável quase não haver público no rally e que as pessoas iriam acabar na mesma por ir. Portanto, defende esse princípio de precaução, mas deixam para a parte da organização essa necessidade de sensibilizar a população e também estar articulada com as forças de segurança. O Rally de Portugal tem essa característica que também estamos a falar agora, que há muitas zonas em que o público está ao ar livre, portanto, é mais difícil controlar as pessoas. Qual é que é mesmo o plano, a articulação com as autoridades?

Quando nós fizemos a Baixa de Portalegre em novembro do ano passado, em que estávamos praticamente a entrar no pico da terceira vaga do coronavírus, também tivemos exatamente o mesmo problema em relação ao público com a Direção-Geral de Saúde, que nos autorizou parte do público, porque aquilo era mais difícil controlar, que era uma prova em linha de 400 quilómetros. Não é como esta, que tem etapas que arrancam de um lado e vêm ao mesmo sítio, como se fosse uma almequer. Mas na etapa da Baixa de Portalegre era completamente diferente, era muito mais difícil, que eram 400 quilómetros em linha. E conseguimos, e o público aderiu, e o público comportou-se bem, o público espaçou-se, o público não esteve, no prólogo não esteve ninguém, como aqui há zonas que não vamos ter ninguém. E, portanto, estamos confiantes de que o público vai perceber que é um ano atípico e que portanto para o ano voltaremos a ter o Rally de Portugal de há anos.

E também vai ser essa a mensagem que vão estar a passar para as pessoas.

Claro. Não só vamos ter essa mensagem que vamos começar a passar para as pessoas na próxima semana, como a caminho das próprias classificativas, vamos distribuir informação às pessoas para que as pessoas percebam que não podem estar em cima umas das outras, que têm que garantir segurança, enfim, todas as medidas da Direção-Geral de Saúde, nós já as conhecemos todos muito bem.

Estávamos a falar há pouco destes 20 a 30% do público. Isto em termos de números representa quantas pessoas?

Isto é assim, depende muito dos sítios onde estamos a falar, porque no fundo a percentagem é uma pessoa por cada oito metros quadrados. O que é preciso é que as pessoas, porque há sítios enormíssimos, mas o problema depois é que as pessoas em 80% do percurso não está ninguém e depois em 20% do percurso está tudo apinhado uns em cima dos outros. O que nós pretendemos é exatamente que as pessoas se estendam ao longo do percurso para que não haja concentração de gente num sítio determinado. E como as etapas do Rally Portugal, felizmente, têm vários acessos e várias maneiras de chegar para poderem vir sem estarem todos em cima uns dos outros, portanto, vai ser mais fácil distancar as pessoas.