Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E é por isso, Carla, que tenho aqui comigo o comandante do esquadrão de subsuperfície da Marinha Portuguesa, o comandante Batista Pereira. Comandante, deixe-me perguntar, estava há pouco a falar-nos de boas notícias. Voltaram a ser ouvidos sons esta noite, as batidas que ouvimos na quarta-feira.
Bom dia, Rádio Observador. Sim, é verdade, esta noite voltaram a ouvir-se batidas. Nós não temos ainda a informação exatamente se foram batidas com a mesma cadência do dia anterior, mas estamos a observar isso neste momento, juntamente com a estrutura que está no local. Seja como for, sim, havendo ruído daquele local, vindo não exatamente dos destroços do Titanic, são boas notícias.
E essas batidas, apesar de não podermos afirmar com certeza, apontarão para sons feitos pelos tripulantes deste submarino.
Eu não vejo outra hipótese, João, senão elas serem batidas vindas dos cinco tripulantes do Titan.
Deixe-me perguntar-lhe também, comandante, como é que a Marinha Portuguesa está a acompanhar a situação aqui no Alfete? Vemos alguns quadros, um mapa com uma luz vermelha a apontar o sítio onde o submarino desapareceu. Como é que se faz este acompanhamento aqui tão longe?
Muito bem. A Esquadrilha de Subsuperfície é responsável por toda a atividade no mundo subaquático português, na zona econômica exclusiva portuguesa e no mar territorial português. Tudo o que se passa debaixo d'água, nós monitorizamos a partir daqui e isso dá-nos a conectividade, a ligação a outras estruturas. Portanto, as estruturas NATO, nós pertencemos a um grupo NATO, o ISMERLO, International Submarine Escape and Rescue.
É o que conseguimos ver ali.
É o que conseguimos ver. O que se está a ver é a página da internet. Obviamente, é uma página relativamente segura, porque tem login e password, mas é uma estrutura que nós acompanhamos em permanente. Não é por hoje estarem aqui que nós fazemos este acompanhamento. Nós estamos permanentemente a fazer este acompanhamento.
24 horas por dia.
24 horas por dia, porque há inúmeras atividades que podem colidir com a atividade militar dos submarinos. E nós fazemos este trabalho permanentemente.
Deixe-me perguntar-lhe também, temos estas boas notícias de se terem voltado a ouvir barulhos, as tais batidas. No entanto, as reservas de oxigênio estão a esgotar-se. Vinte horas era o último ponto de situação oficial. Pelas contas, assim de cabeça, será oxigênio até às 11h00 da manhã, hora portuguesa. Quais são as hipóteses de serem resgatados com vida os tripulantes desta missão?
As 96 horas são uma hora de referência, não são uma hora obrigatoriamente fixa e totalmente fechada. Depende muito do comportamento dos tripulantes, depende do conhecimento que eles próprios têm da plataforma e do sistema que faz a fixação de CO₂. Está lá a bordo o dono da empresa, da Ocean Gate, e que esteve intimamente ligado à construção do próprio veículo. Eu estou convencido que nós estamos a falar aqui de mais de 30 a 40 horas, pelo menos.
Vamos ainda ter boas notícias até o final do dia?
Eu espero que sim, que tenhamos boas notícias até o final do dia, até porque está no local já o navio francês, o L'Atalante, com um ROV pesado, Victor, que vai conseguir fazer este mergulho. Ele deve estar a iniciar o mergulho nas próximas horas e eu espero sinceramente que o Victor consiga detetar o Titan, percebermos a situação em que ele se encontra e como é que vamos tirá-lo lá de baixo.