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Temos conosco André Pestana, líder do STOP. Pergunto-lhe, André Pestana, como é que olha para estas declarações?

Estas declarações, nós contextualizamo-las na situação pré-eleitoral em que vivemos. Não só pessoas ligadas ao PS, como é público, também pessoas ligadas ao PSD têm agora, nas últimas semanas, mudado a sua posição, nomeadamente relativamente ao tempo de serviço. E de facto, é como alguns colegas diziam na concentração que tivemos à frente do Parlamento, parece que é uma Black Friday eleitoral, em que todos tentam cativar o voto dos profissionais de educação, mas de facto é basicamente mais uma promessa eleitoralista, ou pelo menos é assim que entendemos. Se não for, obviamente, o que peca é por tardia, porque nós sempre defendemos isso. O ministro sabe que o STOP ajudou a potenciar a maior luta de sempre na educação em Portugal desde 9 de dezembro, em que uma das reivindicações, não era a única, era precisamente a contagem do tempo de serviço e realmente estranhamos que só agora, quando há eleições antecipadas, é que diga algo que durante todos estes longos meses não tenha dito. Mas de facto, por isso é que nós achamos que é uma posição eleitoralista.