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Dia 27 de outubro, Elon Musk entrou na sede do Twitter com um lavatório nas mãos e o mundo nunca mais foi o mesmo. Mas nem tudo correu às mil maravilhas para o homem mais rico do mundo. Elon Musk despediu de imediato os principais elementos da administração e anunciou que milhares de funcionários iriam seguir o mesmo destino. O Twitter acabaria por perder metade dos principais parceiros e o novo sistema de verificação de contas, que vendia selos de garantia a €8, fracassou logo nos primeiros dias, com contas falsas de personalidades como LeBron James ou até mesmo de Jesus Cristo. Casos que fizeram muitos antever a morte da plataforma, mas o economista Filipe Garcia tem mais reticências.
Sinceramente, não espero que seja nem o fim do Twitter, nem nada que se pareça.
O fim não está garantido, mas o caos é evidente. No entanto, Filipe Garcia vê esta confusão como uma parte do modo de trabalho de Elon Musk.
Eu creio que Elon Musk faz muita coisa por tentativa e erro. Apesar da sua genialidade para um conjunto de negócios, que acho que é indiscutível, ainda está um bocadinho à procura do modelo a seguir.
Entre as dúvidas, o despedimento de milhares de funcionários já é uma certeza, mas Filipe Garcia explica que esta decisão não é exclusiva do Twitter.
Já temos notado avisos de despedimentos por parte da Google, da HP, da Coinbase, da Salesforce, da Snap, que são empresas líder, e devemos olhar pra elas como um farol daquilo que são as preocupações em termos econômicos.
Se Elon Musk vai continuar a iluminar o farol do Twitter, só o tempo dirá. Até lá, a verdade é que a plataforma atingiu recordes históricos com mais utilizadores do que nunca.