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"Guerra Traduzida" da Rádio Observador. Passamos agora à revista. Em destaque, a imprensa russa: a Rússia ressalva que Donald Trump vai continuar no poder e a definir a política externa depois das eleições intercalares.

O Kremlin recordou nesta segunda-feira que, independentemente do resultado das eleições intercalares nos Estados Unidos, o presidente norte-americano vai continuar no cargo, a partir do qual pode definir a política externa do país. As declarações são do porta-voz presidencial da Rússia. Na conferência de imprensa diária, Dmitry Peskov salienta que as eleições são um assunto interno dos Estados Unidos, mas admite que, tal como o resto do mundo, a Rússia vai acompanhar atentamente a votação desta terça-feira. Nas últimas semanas, tem-se especulado que uma derrota republicana nas eleições poderia provocar uma reviravolta na política externa de Donald Trump, que tem intensificado ultimamente as críticas ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

A Alemanha pede restrições de vistos a atletas russos depois do levantamento das sanções desportivas.

O governo alemão critica a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto de permitir o regresso da Rússia às competições internacionais e pede restrições em matéria de emissão de vistos para atletas russos. Em conferência de imprensa, o porta-voz do governo alemão recordou hoje que, desde o início da guerra contra a Ucrânia, o Executivo alemão defende, no seio do grupo de Estados-membros do espaço Schengen, uma política de vistos uniformemente restritiva em relação à Rússia. Em causa está também a possibilidade de participação de Moscovo no Mundial de Hóquei no Gelo, que acontece na Alemanha em 2027. O porta-voz adianta ainda que o governo reafirmou esta posição na sequência da tentativa falhada de ataque com um drone carregado de explosivos contra um avião ucraniano no aeroporto de Leipzig, em agosto.

E lá o Kremlin afirma que o cessar-fogo na cidade de Olenski foi concluído sem qualquer violação.

A Rússia e a Ucrânia anunciaram na passada terça-feira o cessar-fogo de maior duração e alcance desde o início da guerra e que contou com a mediação da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. A trégua localizada foi acordada para evacuar a população civil que ainda estava na cidade e para fazer chegar ajuda humanitária aos que decidiram permanecer na localidade ocupada pela Rússia logo no início da guerra, apesar do bloqueio a que esteve sujeita esta cidade durante meses devido aos conflitos. De acordo com o Moscow Times, a comissária russa para os direitos humanos garante que tudo decorreu conforme o previsto nesta trégua e adianta que estão em andamento agora discussões para garantir a entrega regular de ajuda humanitária aos civis que continuam no local. Ao mesmo tempo, os militares ucranianos acusam as forças russas de terem usado este cessar-fogo humanitário de seis dias para fortalecer as posições no terreno.

A "Guerra Traduzida" fica por aí ou por aqui. Então está de regresso amanhã.