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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa russa e ucraniana. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, para já muito boa noite. Vamos começar com destaques da imprensa ucraniana e com mais uma das notícias que marcou o dia. As aplicações de alerta da Ucrânia e Rússia foram atingidas por ciberataques.
Desta forma, as aplicações transmitiram às populações falsos avisos sobre ameaças nucleares e químicas, ataques aéreos e até confrontos urbanos. Em causa estarão ciberataques lançados contra os sistemas de aviso de ambos os países. De acordo com o Kyiv Independent, na Ucrânia, o sistema de alerta de ataques aéreos foi alvo de um ciberataque ao final do dia de domingo. Pouco depois dos alertas, a Força Aérea Ucraniana admitiu a existência de um ciberataque lançado pela Rússia. Já a Rússia anunciou na madrugada desta segunda-feira que a aplicação oficial de alertas de emergência também sofreu um ataque cibernético massivo, que fez com que o sistema enviasse avisos sobre falsos ataques aéreos e ameaças nucleares. A falsa notificação da aplicação, recebida pela população civil russa, indicava o lançamento de ogivas nucleares em todas as regiões do país. A população foi mesmo aconselhada a criar reservas de mantimentos para um período de três semanas e também a abrigar-se.
E os Estados Unidos apoiam o restabelecimento da venda de gás russo à Europa através da Ucrânia.
A notícia foi inicialmente divulgada pelo Wall Street Journal, que dá conta de que a medida faria parte das negociações destinadas a garantir um cessar-fogo energético ainda antes do inverno. A ideia terá sido apresentada pelos enviados especiais norte-americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, durante as viagens a Moscovo e a Kiev, em setembro. De acordo com os negociadores, o regresso da Rússia ao mercado europeu de gás natural criaria um forte incentivo para que o presidente Vladimir Putin concordasse com o cessar-fogo energético na guerra na Ucrânia. A medida envolveria a venda de gás russo através de um intermediário norte-americano, de forma a contornar as sanções europeias. Além de permitir à Rússia voltar a exportar gás para a Europa, a medida poderia também criar uma oportunidade de negócios para investidores norte-americanos. A utilização da rede de gasodutos que liga a Rússia à Europa, passando pela Ucrânia e partindo dos campos de gás de Urengoy, na Sibéria, também proporcionaria a Kiev a tão necessária receita proveniente das taxas de trânsito. O Kyiv Independent cita fontes da União Europeia que afirmam ao jornal que é improvável que a União Europeia aceite tal proposta dos Estados Unidos.
Laura, pelo menos 24 pessoas morreram na sequência de ataques russos a uma escola ucraniana.
A escola estava a ser usada para distribuição de ajuda humanitária. Dezoito pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência de dois ataques aéreos. A denúncia foi feita por Volodymyr Zelensky, que nas redes sociais afirma que as operações de resgate e de localização de sobreviventes são extremamente difíceis e acusa também a Rússia de ter conhecimento do uso da escola para fins humanitários. O presidente ucraniano lamenta ainda que a Rússia procure mais mortes depois de terem sido dados passos em direção à paz na operação humanitária conjunta em Oleshky e pede uma resposta forte e dura da comunidade internacional.
E a Ucrânia lança um ataque contra uma instalação petrolífera em Samara, na Rússia.
Vários drones ucranianos atingiram esta madrugada uma instalação petrolífera a quase 900 km da fronteira entre os dois países. É o que avança o Kyiv Independent, que cita dois canais de monitorização da guerra. O ataque foi dirigido à estação linear de produção e expedição de Samara, que fica na cidade de Prosvet. A instalação é um importante nó na rede de oleodutos da Rússia, constituído por estações de bombeamento de petróleo, tanques e estações de mistura. De acordo com o Estado-Maior da Ucrânia, a estação mistura petróleo da Sibéria e de outras regiões produtoras de petróleo da Rússia para produzir combustível para as Forças Armadas russas. Há cerca de um mês, a Ucrânia lançou um ataque contra esta mesma instalação.
São então os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.