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O podcast Rota dos Saberes e Sabores está de regresso para mais um episódio, com o apoio da Região dos Vinhos Verdes. Neste episódio, queremos falar sobre o turismo de natureza, uma vez que esta região é possuidora de paisagens muito diversas e de enorme beleza. É por isso natural que muitos agentes utilizem todo este conjunto de belezas naturais em prol do seu trabalho. É o caso de cada vez mais produtores de Vinho Verde, que fazem uma gestão e divulgação da natureza que envolve as suas propriedades, melhorando muito as ofertas de enoturismo de qualidade. Como tal, hoje comigo tenho Mónica Pinto, da Quinta de Santa Cristina, António Roquete, da Quinta do Meal, e Ana Silva, do Solar das Bolsas, que nos vão ajudar a compreender melhor esta forma de fazer turismo no nosso país. Mónica, eu começo por si. Vocês na Quinta de Santa Cristina, em Celorico de Basto, têm várias ofertas de enoturismo muito completas. Como é que envolvem a natureza do vosso projeto, que também inclui visitas às vinhas, à produção do vinho, às vezes até nas vindimas a pisa a pé? Como é que vocês envolvem toda a natureza no vosso projeto de enoturismo?
Olá, antes de mais, quero agradecer ao José Silva por nos dar a conhecer a nossa região dos Vinhos Verdes e em especial a Quinta de Santa Cristina, que é por aqui que estamos a falar. Espero que os ouvintes que estão connosco fiquem a conhecer melhor o nosso território, os nossos costumes e uma vontade de conhecer melhor e nos visitar, que é esse o objetivo. Relativamente à pergunta que o Zé me fez, nas nossas visitas, nós vamos à vinha, onde explicamos as diversas castas, diversos tipos de condução. Também explicamos um bocadinho do nosso território, dos nossos solos, para ver qual é a importância que esta envolvência toda provoca nos nossos vinhos. Porque a nossa região, como nós estamos um bocadinho mais encostados ali a Trás-os-Montes, ao Douro, faz com que os vinhos também sejam um bocadinho diferentes da parte litoral.
Disse que faz com que os vinhos sejam diferentes, mas diferentes em que sentido? Ou seja, como é que vocês podem explicar ao enoturista essa diferença?
Nós estamos num território em que estamos rodeados por serras. Temos a Serra do Alvão, temos a Serra do Marão, a Serra da Cabreira atrás, em Cabeceiras, e isso faz com que ali haja um microclima, em que faz com que os vinhos não tenham a parte marítima e que com essas diferenças de temperatura durante o dia e durante a noite, que a diferença de temperatura é muito grande, faz com que haja um teor alcoólico um bocadinho maior. As maturações são muito rápidas e faz com que os vinhos, além de terem um bocadinho mais de álcool, também tenham um bocadinho de complexidade. Ao mostrar a nossa região através das nossas visitas, porque também temos outro tipo de visitas, temos através do buggy, em que podem ver a região. Temos as figas, temos muita natureza de serra. E ao visitar através das nossas caminhadas, também ficam a conhecer a parte das árvores, o tipo de árvores que temos, a flora. Até podem ver alguns animais selvagens, como por exemplo as perdizes, os coelhos, e poder desfrutar um bocadinho dessa natureza que temos ali também o rio Tâmega, em que também fazemos canoeing e rafting através dos nossos parceiros. E depois fazem um desfrutar também da natureza que nós temos. Na parte da vinificação, podem ver todo o processo da produção do vinho e aí provar no final os nossos vinhos, que é o que eu dizia, que são um bocadinho diferentes da parte litoral.
Falou também, e muito bem, Mónica, na natureza, portanto, no contacto com a natureza. Que importância é que tem para os turistas que vos visitam o conhecimento da natureza da região?
É isso mesmo, é conhecer todos os nossos costumes, porque aquela zona é muito serra. As Terras de Basto é uma região com muita vinha e ao ver a paisagem, os nossos clientes assim o dizem, através das serras, que gostam muito e veem os nossos costumes e acho que isso faz com que a alimentação, que depois ao provar também através das nossas provas, veem um bocadinho também a broa de milho, os queijos, os enchidos, desfrutar essa harmonização com os nossos vinhos, o tipo de vinhos que nós temos.
Esse contacto é importante, e já disse que os vossos turistas, os vossos visitantes transmitem-vos essas sensações. Até que ponto é que eles, os turistas, depois de irem, podem partilhar? Acha que eles partilham o contacto com a natureza quando vos visitam, que depois, posteriormente, partilham, divulgam?
Sim, nós temos alguns clientes que não vêm uma vez, mas sim várias vezes, o que nos agrada bastante. Isso quer dizer que estamos a fazer um bom acompanhamento e eles a quererem vir mais vezes ao nosso território. E depois também há outros que sim, que partilham e que dizem que alguns amigos estiveram lá e que lhes transmitiram Esse conhecimento. Por exemplo, nós temos algumas experiências, já falei dos buggies para conhecer um pouco essa região, mas também temos, por exemplo, a experiência de plantação de videira, em que eles podem fazer a plantação e depois podem vir conhecer o crescimento dessa mesma videira, porque eles deixam uma mensagem e depois mais tarde poder ver como é que a videira está a evoluir em termos de crescimento.
Isso é muito engraçado, é muito interessante. E vocês vão continuar com este tipo de experiências? Vão continuar com esta oferta variada que falou daqui para frente?
Sim, é esse o nosso objetivo. Normalmente tentamos ter eventos diferentes durante todo o ano. Queremos abranger diferentes tipos de público, desde os mais novinhos, temos escolas primárias a virem visitar-nos. Principalmente essas crianças que são do território. Eu acho que as escolas querem também dar-lhes a conhecer os costumes da região, não perder esses costumes. Depois vêm as escolas em termos universitários, em que são acompanhados pelo nosso enólogo, que é o Jorge Sousa Pinto, não queria deixar de dizer. Nessas experiências damos um pouco mais de coisas técnicas. E depois também temos, por exemplo, o Enólogo por um Dia, em que eles podem desfrutar, saber misturar, fazer um blend com as nossas castas autóctones, como o Azal, como Trajadora, como Alvarinho, como Batoca, em que nós primoramos essa casta que não é tão conhecida, mas que nós temos muito carinho por ela.
Muito bem, isso são experiências muito interessantes. Já agora uma pergunta, que eu não sei se consegue responder é: vai haver novidades? E se vai haver, já se pode revelar?
Sim. Nós acabamos um projeto que nós tínhamos uma sala pequena e que tínhamos muita pena que muitas vezes tínhamos um grupo um pouco maior do que 20 pessoas, e no inverno era muito difícil pô-los dentro de portas, com o tempo agreste que temos no inverno. E então fizemos um salão para 150 pessoas, em que podemos colocar um grupo maior e em que podemos fazer muitas outras atividades, como eventos corporativos, como casamentos. As vindimas muitas vezes vêm em grupos grandes, e então não conseguíamos fazê-los, porque a nossa experiência de vindimas é com refeição. Quando é um grupo maior, era um pouco difícil pô-los dentro de portas se estivesse a chover, que muitas vezes isso acontece. Estamos a crescer nessa área, estamos também a ter mais conhecimento nesses eventos um pouco maiores. Estamos sempre a pensar em novas coisas e então vamos fazer um pouco mais para turismo rural. Queremos ter uma parte de alojamento e aí já será um pouco diferente. Será outro tema, outra área, mas sempre tudo no intuito de conhecer o território e dessas pessoas que ficarem nesse alojamento meterem mãos à obra na parte da agricultura.
Muito bem, boas novidades, vamos aguardar e esperar que isso seja divulgado António Roquete, no caso da Quinta do Amial, vocês têm margem do rio Lima com várias possibilidades de passeios. Que tipo de abordagem é que fazem desse conjunto paisagístico?
É algo que se destaca e que é central. Isso, numa perspectiva de produção de vinho, tem uma influência enorme. Historicamente, o rio, além de ser uma fonte de vida, podia haver pesca, mas era também um meio de transporte, era onde o vinho era transportado para poder ser comercializado. E tem esta perspectiva da componente de atividade da natureza, uma paisagem extraordinária que conecta a montanha ao mar. Eu diria mesmo que é central. Estar no vale do rio Lima, estar na margem do rio, é uma das principais características da Quinta do Amial.
E como é que os turistas reagem a esse conjunto paisagístico, ou seja, essa integração na Quinta do Amial? Em princípio, vão à quinta mais por causa do vinho.
Exatamente.
Como é que eles reagem?
Ficam obviamente surpreendidos pela beleza, pelo cenário, pelo enquadramento, pela frescura que transmite, mas às vezes até ainda antes de perceberem bem que estamos tão perto da margem do rio, caminhando pela zona edificada da quinta, ouve-se o barulho da água a correr, porque há ali uns pequenos rápidos na zona onde nós estamos e o barulho chama logo a atenção. Mas as pessoas ficam surpreendidas, e depois faz parte também da oferta, ou seja, de um conjunto de atividades que se podem fazer à beira rio. Eu diria que ficam muito bem surpreendidas e agradadas.
É uma grande mais-valia da Quinta do Amial. Mas a Quinta do Amial tem também uma pequena unidade hoteleira integrada no conjunto das vinhas e bosques. Que tipo de turistas é que vos procuram mais?
O turismo nesta região eu acho que tem imenso potencial, mas ainda não está ao nível de, por exemplo, outras regiões, como o Douro. É interessante, obviamente, que a principal razão para quem nos procura e passa tempo connosco está bastante ligado ao vinho, mas são pessoas que querem estar mais próximas da natureza, querem estar em contacto com a natureza, querem usar aquilo também como um retiro, estarem sossegados, estarem isolados, confortáveis, a descansar. Uma boa percentagem, eu diria que mais de metade dos nossos clientes, são portugueses e temos bastantes clientes norte-americanos e holandeses, mas isso também é por causa de umas agências que são nossos parceiros, que trabalham muito esse mercado.
Vocês ali estão muito perto de Ponte Lima. Notam que também há turistas ou caminheiros que fazem os Caminhos de Santiago e que vos procuram?
Não tanto. As pessoas que procuram esse tipo de atividades é mais pelo desporto. Há muitas pessoas que fazem o Caminho de Santiago, não tanto pela parte religiosa ou espiritual, mas mais pela atividade física em si, de contacto com a natureza. Mas não costumamos ter muitas pessoas que fazem o Caminho de Santiago, mais pessoas que gostam de fazer exercício na natureza, isso sim, passam bastantes.
Vocês recebem muitos turistas também que ficam a dormir, que utilizam a vossa unidade hoteleira. Aquilo que oferecem a esses turistas, em termos de provas de vinhos, de visitas, também está disponível para um turista passante?
Sim, claramente. Aliás, quem mais utiliza esse tipo de atividades, essa oferta, são clientes que não são hóspedes. Mas sim, temos os vinhos todos da quinta disponíveis para prova e fazemos uma visita à adega e às vinhas e explicamos o processo. E dependendo da altura do ano, há a possibilidade de ver mais coisas a acontecer ou não, dependendo da fase em que estamos e o que está a acontecer na vinha.
António, há cada vez mais pessoas, turistas, portugueses ou estrangeiros, interessados nesta questão dos vinhos. Ou seja, não só provar e comprar, mas também saber como é que se fazem.
Sim, o essencial de como é que o processo acontece, as pessoas já sabem. E depois prestam atenção e valorizam os detalhes, que no fundo, são as coisas que diferenciam cada vinho. E nós explicamos bem na Quinta do Amial. Nós usamos só a casta Loureiro, que é uma casta que tem ali o seu solar, mas que apresenta várias expressões diferentes, seja através da abordagem à técnica de vinificação, seja através do tipo de solo onde estão. E depois poder perceber isso no território e depois perceber isso no copo, as pessoas encontram um exercício muito interessante.
Entretanto, e para finalizarmos, acha que este tipo de turismo da natureza, que vocês também praticam na Quinta do Amial, vai continuar a evoluir e por quê?
Claramente. Primeiro, porque a região é lindíssima, tem um potencial incrível. A Quinta do Amial, pela localização que tem, estamos a 30 minutos do Parque Nacional Peneda-Gerês e estamos a 30 minutos da costa atlântica. Temos um rio e uma ciclovia que passam mesmo encostados à quinta. São fatores muito atrativos para esse tipo de pessoas. A região está muito bem apetrechada ao nível de infraestruturas, ao nível das gentes também. Estas atividades todas de outdoor e de contacto com a natureza, que disponibilizamos aos nossos clientes e aos nossos hóspedes, não são necessariamente operadas por nós. Há muitos operadores, agentes na região, que prestam este tipo de serviço com alta competência, altamente profissionais, com altos conhecimentos, eu posso dar aqui alguns exemplos dos que trabalham connosco: a Montesa de Arcos de Valdevez, a Soajo Nomades da aldeia do Soajo e o Centro de Aventura de Bravães, que têm uma panóplia, têm atividades de rio, atividades de todo o terreno, bicicletas, caiaques, caminhadas, trilhos, river trekking, slides, escalada, este tipo todo de coisas estão disponíveis, coisas mais para crianças, coisas mais para adultos, e proporcionam a quem tem interesse. Esse tipo de pessoas já percebeu claramente que esta região tem imensas valências nesta área. Além das outras todas: gastronomia, os vinhos, a cultura, história, arquitetura. É um conjunto difícil de repetir e muito apelativo.
Isso que me disse dessas empresas é muito interessante. O turista pode fazer da Quinta do Amial uma base e depois partir à descoberta da região.
Exatamente. Nós quando os hóspedes nos contactam, damos uma espécie de briefing de todo o tipo de atividades que existem disponíveis e opções. Depois acrescentamos outras coisas. Por exemplo, as pessoas podem fazer uma massagem a seguir a uma atividade, ou podem dar um mergulho na piscina, ou ter uma refeição mais rústica e mais local, ou uma refeição mais evoluída, mais elaborada, ou vegetariana, por exemplo. Há uma série de conjugações que tornam a experiência muito interessante.
Muito bem. Entretanto, esses turistas, quer os que passam, quer os que ficam hospedados, compram muito vinho?
Sim, compram bastante. É muito importante para estas unidades de dimensão pequena e média de produção de vinho. As vendas diretas são, de facto, muito importantes. Nós temos noção de que a partir de um determinado volume de vendas diretas torna o negócio muito mais fácil de ser viável. E é interessante que as pessoas muitas vezes vão lá só para comprar vinho, repetem a visita só para comprar, o que é engraçado. Normalmente vêm passar férias para a região ou são mesmo da região e costumam nos visitar para fazer a sua compra.
Muito bem. Ana Silva, até que ponto é que a Rota dos Vinhos Verdes é um meio eficaz de divulgação desta região e dos seus vinhos?
Eu acho que é bastante essencial, na medida em que nós vemos, não vou dizer diariamente, mas quase, clientes que chegam cá já numa perspectiva de adquirir um dos nossos serviços de alojamento, ou de vinhos, ou de arte e vinhos, e vêm já com o conhecimento do solar de parte da rota. Ou seja, vieram a um cinema na vinha, vieram a outro tipo de atividade, têm conhecimento dos espaços que podem encontrar. E isto é muito interessante porque incentiva também a proximidade a estes espaços e, acima de tudo, uma cultura de conhecimento do vinho e até de apreciação de vinho, mas muito saudável e muito natural. Portanto, nós vemos que principalmente neste meio onde nos inserimos, que cada vez mais o vinho é visto de uma forma mais elegante. As pessoas apreciam verdadeiramente a experiência de provarem um vinho. Estamos cada vez mais a ter procura, inclusive para aniversários e para alguns eventos mais significantes na vida, que têm esta procura pela aproximação com o vinho, com o enoturismo e com a experiência que proporciona saborear bons momentos.
Muito bem. Que tipo de turistas é que vocês recebem e como é que eles descobriram a vossa casa?
Nós recebemos maioritariamente estrangeiros. O nosso tipo de turista vem muitas das vezes da América, da Suíça, dos países nórdicos. Temos também nacionalidades israelitas, que estão um bocadinho neste momento por todo o mundo, porque também possuímos o vinho kosher e isto acaba por ser uma grande forma de divulgação também para um público muito específico. Mas vemos que são clientes que nos procuram e que nos encontram através da internet, muitas das vezes também através de empresas que proporcionam experiências de atividades ligadas ao enoturismo e acabam por ter conhecimento das várias ofertas e fazem uma seleção. Muitos estão também alojados em espaços aqui à volta ou às vezes até não tão próximos. Procuram atividades como provas de vinhos, harmonizações ou outro tipo de atividades relacionadas com os vinhos e esta experiência, e acabam então por nos vir procurar. E depois também porque no Solar das Bouças temos esta junção de vinho e arte, e depois o complemento do alojamento e dos eventos. E acabamos por conseguir, junto com todas as atividades que organizamos, dar uma oferta muito completa e que atrai cada vez mais as pessoas que gostam de ter aqui uma experiência total, estar bastante relaxados e poder fazer uma experiência cultural também, ter aqui o conhecimento aliado ao turismo. E isso acaba por os atrair cada vez mais.
Vocês têm turistas que vos visitam mais que uma vez?
Temos, sim. Mesmo sendo de longa distância. Temos, sim. Aliás, nós começamos a ter, como temos os eventos e recebemos casamentos, começamos a ter também aqueles turistas, inclusive da Califórnia e de outros países bastante longe, que anualmente vêm cá marcar o aniversário de casamento, ou então quando são mais próximos, que gostam de vir cá, até porque nós temos atividades como brunch e passeios a cavalo, massagens, as próprias provas, e que acabam por vir mais que uma vez. Mas há muito este hábito, até acho bastante curioso notar cada vez mais isso, de em ocasiões especiais vir cá, ou então só para um final de tarde ou para fazerem o percurso pela vinha e irem até junto ao rio, fazerem uma prova e estarem aqui ao longo de todo o dia. Portanto, sim, está a ser criado este hábito de ver o Solar das Bouças também como um espaço cultural e de visita, e daí estarmos abertos ao público todos os dias das 9h às 18h e ser um acesso livre e gratuito.
O Solar das Bouças tem também um enorme património natural e paisagístico. Sentem que isso pode ser ou é um fator importante para a captação de turistas?
Sem dúvida. Eu posso mesmo dizer que é essencial. Aliás, nós sempre que temos alguém, mesmo que seja para uma prova, se o alojamento estiver disponível, nós mostramos também a parte do alojamento e apresentamos todo o solar. E é o que mais acaba por atrair e deslumbrar as pessoas, é esta junção da arte, da parte cultural, de estar num espaço com 300 anos, mas depois de haver um envolvimento natural, completamente calmo, silencioso, verde. A vista para o rio acaba por ser mesmo muito atrativa e esta experiência de estar a saborear um vinho ou estar a dormir num quarto e ver aqui toda a vinha e o rio em frente, sem dúvida que é o grande chavão de atração do Solar das Bouças.
Muito bem. E eu compreendo porquê. Já estive e conheço. E ainda bem que é assim. Aqui fica a ideia de que é cada vez mais importante conhecer a região dos Vinhos Verdes, as suas paisagens, a sua beleza e apreciar as suas vinhas inseridas numa natureza ainda muito genuína e até selvagem que remonta a muitos séculos atrás. Agradeço aos três por se terem juntado a mim e a si, caro ouvinte, obrigado também por nos continuar a acompanhar. Voltamos a encontrar-nos no próximo episódio da Rota dos Saberes e Sabores.