Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
À 29ª jornada, o Sporting foi até casa do Estrela da Amadora vencer por uma bola a zero, num jogo que teve apito inicial às 20h30. Apito inicial dado por David Silva, o árbitro desta partida. Pedro Henriques, bem-vindo mais uma vez ao "Sem Falta". Vamos analisar este jogo. Logo ao minuto 10, queixavam-se de um eventual pênalti cometido por Langa, na área do Estrela da Amadora, os homens do Sporting. Resta saber se havia motivos para tal.
Boa decisão. É na área do Estrela, obviamente, o Bruno Langa em situação defensiva, estica a sua perna direita e toca na bola com o pé, não rasteirando, neste caso concreto, o Fresnedas, e que até cortou a esfera para a linha de baliza. Portanto, foi pontapé de canto e não havia motivo para pontapé de pênalti. Boa decisão.
Houve depois, ao minuto 19, um dos lances que marcará certamente este encontro, Pedro. Muitas dificuldades nas imagens que nos foram chegando. Nenhuma delas propriamente esclarecedora, mas agora que já passou o jogo e já tiveste acesso a todas as imagens, vamos saber se havia pênalti sobre Stoica, do Estrela da Amadora, na área do Sporting, num lance que gerou muita reclamação por parte dos tricolores.
Pênalti de televisão. Depois de ver todos os lancezinhos que fui compilando, isto é, as repetições, foram dadas várias, e tentar perceber, para já é uma carga nas costas sem bola. Ali a questão é a diferença entre o que é um contacto quando os jogadores se movimentam, e era um bocadinho nisso que eu estava, embora um bocadinho desconfiado, quando falei no direto, e aquilo que é muitas vezes o jogador não parar o seu movimento e usar o corpo carregando nas costas o adversário, ainda por cima sem bola. Porque as cargas, para já para serem corretas, têm que ser com o ombro contra igual região do corpo e têm que ser numa perspetiva sempre na disputa de bola ou com a bola a uma distância chamada jogável. No meu tempo, a lei dizia que era cerca de três metros, eles retiraram essa medida, mas obviamente que aquela bola vem do ar e, portanto, não está a ser disputada. Depois aqui a dúvida era se era o jogador do Estrela que estava a ganhar posição em relação ao adversário, se até estava a recuar. E depois com pormenor, a ver as repetições, por isso é que eu digo que é de televisão, fico com a ideia, e resta essa a minha ideia final, que o Fresnedas acaba por carregar sem bola, fora a tempo, nas costas o Stoica, levando com que ele fosse mesmo ao chão e, portanto, retirou-o da jogada. E por isso, não sendo um lance fácil, porque ainda por cima é um cruzamento e a bola não está lá, é uma molhada, vamos dizer assim, eu vou dar como má decisão e, portanto, pontapé de pênalti a favor do Estrela, que fica por assinalar.
Fica por marcar um pênalti a favor do Estrela, num lance a envolver Ivan Fresnedas e Stoica, na área, ao minuto 19. Temos depois, ao minuto 45 mais dois, o primeiro amarelo do jogo, que foi para Janssen, da Estrela da Amadora, dois minutos para lá do tempo regulamentar da primeira parte.
Sim, e bem mostrado. O Janssen acaba por chegar tarde, entrar fora de tempo e ao esticar a perna esquerda, acabou por acertar com o pé esquerdo no tornozelo/perna, vamos dizer tornozelo/perna, que é já um bocadinho acima do tornozelo direito do Houlman e, portanto, é uma entrada dura, negligente, que foi bem sancionada disciplinarmente.
Ao minuto 50, mais uma reclamação de pênalti na área do Sporting por parte dos homens do Estrela da Amadora, desta feita por uma eventual falta sobre Dué. Havia motivos para isso?
Não, Dué sobre o Luís Soares.
Dué sobre o Luís Soares. Então é o contrário. Reclamavam os homens do Sporting um pênalti.
Exatamente.
Na área do Sporting. Então esse é o caso deste minuto.
Exatamente. E é um lance em que o Soares ficou na área a queixar-se do pé.
Aquele remate.
Exatamente.
Meio voleio.
Exatamente. Portanto, para mim, pênalti de televisão, e vão dois. O Dué estica a perna direita, entra de sola, não toca na bola, e este aspeto é muito importante. E depois há aqui esta questão: bem, mas quem é que acerta em quem? Porque realmente ele ao aparecer de sola e fazer o chamado pé em riste, o Luís Soares, como chega primeiro, tem que pontapear e, portanto, não consegue parar o pé. Mas o facto é que acaba por levar com a sola do pé do Dué, porque ele esticou completamente a perna, chegou tarde, chegou fora a tempo, não acertou na bola e, no fundo, faz o chamado pé em riste. Ora, o pé em riste, na lei, é punido com livre direto, chamado jogo perigoso, mas para isso é preciso que não haja contacto. A partir do momento em que tu fazes pé em riste ou que fazes o jogo perigoso e promoves o contacto no teu adversário, entras nos livres diretos. Aliás, o que diferencia os livres indiretos dos livres diretos é que os indiretos, as obstruções sem bola, o jogo perigoso, etc, é sempre sem contacto. A partir do momento que há contacto, entramos noutra área ou pontapeias o adversário, ou rasteiras, o que quer que seja. E neste caso concreto, este jogo perigoso, pé em riste com contacto, é punido com livre direto, sendo na área, era castigo máximo. Não é um lance fácil, porque em movimento normal, se é que o árbitro se apercebeu de toda a sua envolvência, fica a ideia que vão os dois, digamos, de pé para a bola e que o contacto aparentemente será normal na disputa de bola. Com a repetição, fica tudo mais simples, no meu ponto de vista, de se perceber que há mesmo um pé em riste, um jogador que não chega lá e apresenta a sola e acaba mesmo por acertar com os pitões no pé do Soares e, portanto, para mim, mais um pênalti, neste caso, de televisão.
Recordo que ao minuto 19, o Pedro também considera que fica um pênalti por marcar a favor do Estrela da Amadora. Agora ao minuto 50, também um a favor do Sporting. Ambos pênaltis, na consideração do Pedro, de televisão. Temos depois ao minuto 56, Pedro, na tua opinião, a falta de um amarelo para Vayanides, do Sporting, que rendeu Ivan Fresneda na segunda parte.
É aquele lance, não sei se se recordam, que o Rodrigo Pinho fica perto da área, no chão, com a bola completamente na posse do Estrela. Neste caso, conforme estavam a atacar no corredor esquerdo, e depois a bola andou por ali, etc, até que quando o Sporting recuperou a bola, o árbitro interrompeu ainda em zona defensiva, portanto, o Sporting recupera a bola em zona defensiva para ir-se abeirar do estado do Rodrigo Pinho. Com as repetições, o que é que se vê? Vê-se que o Vayanides, é sempre muito difícil nós dizermos se é um jogador que choca sem querer, se é o adversário que até se coloca lá à frente, mas há uma repetição por trás da baliza que me parece mais evidente. E o mais evidente significa que o Vayanides podia claramente não ir contra as costas do Rodrigo Pinho e ao fazer, fá-lo com alguma intenção. Nós não podemos pôr na cabeça dos jogadores e dizer que há intenção, portanto, se há uma forma De eu dizer que eu acho que é muito deliberado aquele ir no sentido das costas do adversário e dar-lhe ali um cheirinho, desculpem a expressão.
Está tudo sentido, é muito holística a expressão.
É isso, exatamente. O árbitro não tem hipótese de ver, porque realmente o lance não está lá, mas analisando o lance, para mim, seria livre direto e cartão amarelo.
E ao minuto 57, aquilo que já começa a ser um quadro dentro da nossa liga, já foram várias as queixas de outros clubes relativamente à postura de Uhmann com os árbitros, e hoje voltou a haver uma espécie de calor.
Certo. Aqui a questão é que o título para a descrição deste lance e pondo a fotografia é: ambos errados. Porque obviamente que o Uhmann, e as pessoas queriam focar-se muito no fato de o Uhmann ter esticado o braço direito e empurrado, não é empurrado de forma ostensiva, mas tirado o árbitro de cima dele. Portanto, um comportamento incorreto, porque os jogadores não podem ter este tipo de contato. Uma coisa é levantar os jogadores do chão, dar aquela palmadinha que às vezes dá, o cumprimento, etc., que depois, curiosamente, eles vêm se cumprimentar mais à frente. Agora, o jogador também faz esta questão de esticar o braço direito para empurrar o árbitro para trás, porque o árbitro foi falar em cima dele, e isto não pode acontecer. Portanto, o árbitro proporcionou toda esta circunstância. Eu não vou dizer que é cartão amarelo para o Uhmann, na perspectiva de que também acho que é muito injusto. Um jogador que tem alguém a falar em cima dele e que quer distância, obviamente, é normal também colocar a mão para que ele não se aproxime. Portanto, o árbitro acaba por potenciar, através de uma postura errada fisicamente, no sentido de se aproximar demasiado do jogador do Sporting, que o jogador do Sporting tivesse este tipo de reação. É lógico que a reação é também de advertência, mas aqui o que seria correto era amarelo para o árbitro e amarelo para o jogador. Ora, o jogador não pode mostrar amarelos ao árbitro, ninguém pode mostrar cartões amarelos ao árbitro, e é por isso que eu estou a tentar passar esta mensagem, não vou dizer se é ou não é cartão amarelo, vou dizer o seguinte: ambos estão errados. O árbitro não se deve aproximar tanto do jogador para falar, porque não estamos a falar de uma situação normal, estamos a falar de uma situação de conflito, e portanto, ele não pode ir ali cara a cara. E também, obviamente, que o Uhmann não pode, ainda por cima sendo capitão, e esta é que é a questão sempre mais grave, ter este tipo de comportamento físico, que é: "Toma lá um empurrãozinho ligeiro, tu não te podes aproximar de mim".
À parte o comportamento físico, ressalta também às vezes um comportamento que parece de alguma arrogância na maneira como se dirige àquele que é a autoridade na partida.
Sabes, se isto fosse uma situação muito isolada, se calhar nem estávamos a dar grande importância. O problema é que o Uhmann tem vindo a acumular muitas situações de protesto, contestação. Depois, no outro dia também não se exprimiu, no meu ponto de vista, de forma mais correta, e se calhar não se exprimiu, porque ainda não domina completamente a língua, quando ele disse que aprendia a falar português para poder falar com os árbitros. Ora, um jogador quando vai para onde quer que seja, não vai aprender para falar com os árbitros. Vai aprender para se integrar na sociedade, no clube, tudo e mais alguma coisa. E depois, como consequência, sendo capitão, isso vai-lhe facilitar, neste caso, o diálogo específico em relação a uma equipa de arbitragem. Agora, não pode dizer: "Vou aprender para falar com os árbitros". E é um pouquinho esta imagem que está muito a carregar o Uhmann e depois começa a ser potenciada. E portanto, por um lado, há razões, porque realmente o Uhmann nem sempre tem a atitude mais correta em termos de postura verbal e obviamente postura física, mas depois também há o exagerar no carregar no Uhmann, porque qualquer coisa que ele faça, já estão lá os holofotes todos para dizer: "Pois, lá está ele a fazer mais do mesmo". Eu acho é que todos deviam evitar isto, o Uhmann devia ter mais cuidado e, neste caso, o árbitro, sabendo ainda por cima que este jogador, porque os árbitros conhecem os jogadores, tem normalmente este tipo de maior complicação, devia ter este cuidado na sua body language, na sua aproximação, na forma como falava com o jogador, na abordagem que teve e, sobretudo, não deixar potenciar esta situação, que se fores ver e vais agora às redes sociais, vais-te aperceber que mais do que qualquer lance técnico do jogo, é este que está neste momento a carregar e vai ver as televisões em rodapé o que está a passar neste momento.
E ao minuto 70, temos novo lance na área do Sporting. Ora Max era Urru, numa espécie de carrinho com o braço apoiado no chão, acaba por desviar a bola e pareceu-me que foi com o braço, mas não tive essas referências, Pedro. Viste tudo.
Mas sem pênalti. É a chamada mão de apoio. Após o remate do Jovane, a bola vai ao braço direito do Max Era Uzu, que está a ir com o seu braço na direção do solo, em apoio à sua queda. Ora, os jogadores quando estão em queda têm sempre este direito, e parece que a expressão é um bocado estranha, mas é mesmo isso, direito de apoiar a mão no solo, sobretudo quando esse apoio é na vertical. Ele até tem o cuidado de quando dá o remate, ter as duas mãos atrás das costas para não dar a tal voluntaria. Quando dá o remate, ele projeta o corpo para frente, apoia o seu braço direito na perspectiva da queda, porque mandou os pés para frente, lá está, para dar o corpo às balas, como se costuma dizer, e é quando está a apoiar o braço que leva com a bola. E esta é mesmo a expressão correta, leva com a bola. Isto é um atenuante que está bem discriminado na lei 12, no sentido de não é para penalizar, neste caso, correto não haver pênalti.
Ao minuto 87 temos novo amarelo, desta feita para Rui Silva, por perda de tempo.
Está tudo dito, perdeu tempo na marcação a colocar a bola no pontapé de baliza e o árbitro mostrou o cartão amarelo.
Ao minuto 89, ainda amarelo para Encada do Estrela da Amadora.
Sim, é aquele lance com o Max Era Uzu, em que o árbitro não considerou nada no sentido de haver nenhuma irregularidade. Penso que até o recomeço era com lançamento, não quero estar a mentir. E depois ficou, porque a televisão não mostra tudo, passou para outras coisas e depois só se vê o árbitro a correr para o Encada e para o Max Era Uzu para mostrar amarelo ao Encada. Portanto, eu deduzo que ele ao ter ficado ali com o Max Era Uzu na discussão, terá tido algum comportamento, quer físico, quer verbal, que o árbitro se apercebeu e considerou antidesportivo.
Estava também junto deles e fora da imagem o fiscal de linha, provavelmente poderá ter sido.
Poderá ter sido o árbitro assistente também, que estando mais próximo, ouviu ou percebeu-se alguma coisa e que terá dado a indicação. Portanto, eu este lance, até porque não temos imagens perfeitas, vou dar como o tal comportamento incorreto, antidesportivo do Encada em relação ao Max Era Uzu e que foi penalizado com cartão amarelo.
Ao minuto 90 temos, Pedro, o último lance deste encontro, um amarelo para Van Odjonk, da equipa do Estrela da Amadora.
Sim, e é bem mostrado, porque é uma bola metida em profundidade para o ataque do Estrela e o Van Odjonk acaba por se desinteressar completamente da bola, sabendo que a bola ia cair ali e vai com a mão esquerda à zona do pescoço do Debaste, empurrando claramente o Debaste para o chão, comportamento incorreto, bem sancionado disciplinarmente.
Pedro, para fechar este "Sem Falta", que nota merece David Silva nesta vitória sofrida do Sporting em casa do Estrela da Amadora por uma bola a zero? Depois de dois pênaltis de televisão, não é?
Exatamente. Para mim, com dois pênaltis de televisão por assinalar, e acho que este pode ser o título para o nosso "Sem Falta", porque são mesmo dois pênaltis. Acho que faltou aqui a ajuda daquilo que era muito importante, que era o vídeo ao árbitro. Eu vou dar nota negativa, nota 4. São lances muito difíceis para um árbitro em terreno de jogo. Percebo que se calhar o VAR, baseado naquilo que é o ser ou não ser claro e óbvio, por não serem lances tão abertos quanto isso, possa ter, baseado nesse protocolo, não ter feito a sua intervenção. O problema é que eu acho que são duas situações para pênalti que não foram sancionadas, não foram assinaladas e, portanto, para mim, nota negativa, nota 4.
Nota 4 para David Silva, o árbitro que apitou nesta 29ª jornada o Estrela da Amadora 0, Sporting 1. Pedro Henriques, para esta 29ª jornada, temos novo encontro marcado já este domingo.
Amanhã.
Vamos acompanhar Benfica e Nacional e também o Estoril e Porto. Um grande abraço.