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Sejam bem-vindos, ouvintes da Rádio Observador. Começa aqui mais um Sem Falta, Noite Europeia. Continuamos a acompanhar a prestação das equipes portuguesas nesta prova e hoje tivemos uma boa notícia. O Futebol Clube do Porto, que já tinha a qualificação garantida, consegue também o primeiro lugar no grupo após bater o Atlético de Madrid em sexta jornada deste grupo B. Vamos analisar os casos de arbitragem. Para isso contamos com o nosso áudio-árbitro, o Pedro Henriques. Pedro, bem-vindo.
Boa noite.
Boa noite. Pedro, como dupla de arbitragem tivemos árbitro principal Daniel Orsato e o videoárbitro, e aqui tu referenciaste bem, o Massimiliano Irrati, este videoárbitro que mais daqui a pouco, quando analisarmos os lances, vamos certamente falar dele. Para esta partida, ao minuto cinco, e é aqui que vamos começar, há o gol do Futebol Clube do Porto, em que numa primeira fase Taremi marca, mas no decorrer da jogada perguntou-se se poderia ou não haver fora de jogo e também é isso que eu te questiono, se efetivamente o gol é legal ou não.
Gol legal do Futebol Clube do Porto. Dois momentos para análise. O momento do passe do PP para Evanilson, não havia fora de jogo. O Evanilson tinha mais do que dois adversários entre ele e a linha de baliza e depois na assistência que é feita de Evanilson para Taremi, que aparece ao segundo posto a marcar o gol, também nesse momento o Taremi tem dois adversários entre a linha de baliza e por isso, gol legal, não há qualquer irregularidade ou fora de jogo, nem no passe PP para Evanilson, nem na assistência de Evanilson para Taremi.
Gol legal, primeiro gol da equipe do Futebol Clube do Porto. Passado cinco minutos deste lance, ao minuto 10, temos um choque entre João Félix e PP. Na sequência deste lance, PP fica muito queixoso e Daniel Orsato deixou a jogada prosseguir, não mostrou nenhum cartão amarelo. No teu entender, havia aqui motivo para algum cartão?
Sim, cartão amarelo, livre direto, ficou por assinalar e cartão amarelo para o João Félix. O João Félix não para o seu movimento e de forma intencional e deliberada vai ao choque, ainda por cima fecha bem o peito, coloca os braços à frente e acaba por acertar em cheio ali no externo do jogador do Futebol Clube do Porto e, portanto, um complemento claramente antidesportivo, cartão amarelo fica por mostrar.
Depois chegamos ao minuto 32, provavelmente um dos lances capitais desta partida, até porque passa despercebido numa primeira fase. Há um toque de Zaidu dentro da área, o jogador do Atlético de Madrid, se não estou em erro, o Correa, até reclama o pontapé de pênalti. O que é certo é que Daniel Orsato deixa jogar e também não tivemos a intervenção de Massimiliano Irrati. Pedro, neste lance aqui, o que aconteceu?
Para mim, fica por assinalar um pontapé de pênalti a favor do Atlético de Madrid. O Zaidu tenta chegar à bola com a perna direita, não toca na bola e é com a perna esquerda que varre autenticamente a perna direita do seu adversário. Portanto, dá-lhe ali um pontapé na parte de trás da perna, faz levantar os pés do chão e é um lance que não tem intencionalidade, mas aqui não conta a intencionalidade para efeitos técnicos. Ficou mesmo um pontapé de pênalti por assinalar. Difícil para o árbitro, porque numa primeira análise é difícil ver estes lances, fica a ideia de apenas contato nas costas, mas é um lance para o videoárbitro atuar e este para mim é claro e óbvio. Portanto, pênalti fica por assinalar a favor do Atlético de Madrid.
Aqui erro principalmente de Massimiliano Irrati, o videoárbitro, que não auxiliou Daniel Orsato. Um pontapé de pênalti por assinalar a favor da equipe do Atlético de Madrid. Minuto 39, primeiro cartão amarelo do jogo é para Grujić. O cartão é bem mostrado, Pedro?
Sim, é tal situação. O Grujić arma o braço, deixa o braço direito para trás e acerta ali entre a zona do pescoço e da cara de Ángel Correa e, portanto, cartão amarelo por este complemento desportivo.
Passado três minutos, ao minuto 42, há novo cartão amarelo. Esta foi para um jogador do Atlético de Madrid, Reinildo Mandava, quem vê o cartão.
Também agora sobre o Otávio, bem mostrado, é uma entrada de sola, pisar o peito do pé do Otávio. O árbitro deu na ocasião a lei da vantagem, e bem, e depois na primeira interrupção de jogo deu o cartão amarelo. Portanto, boa decisão técnica e disciplinar.
Já na segunda parte, ao minuto 48, há um livre a favor do Futebol Clube do Porto, com cartão amarelo para Savić, num lance em que Zaidu acaba por sair mesmo lesionado. O cartão amarelo aqui é bem mostrado, Pedro?
Sim, é uma rasteira, mas ao mesmo tempo um pisão no peito do pé do Zaidu e, portanto, esta dupla falta, por assim dizer. O mais importante é que a entrada em si é toda ela negligente, não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato e cartão amarelo bem mostrado, e livre direto, obviamente.
Minuto 55, ficou-se a pedir um pontapé de pênalti a favor do Porto por uma eventual mão de Griezmann. Tinha razão aqui a equipe portista?
Não obstante ter havido mão, para mim, sem motivo para pontapé de pênalti. O Taremi salta bem alto e ao saltar bem alto e com os pés numa zona até quase proibida no sentido da altura, faz com que o jogador Griezmann tivesse tentado encolher os braços e proteger-se ele próprio. E é neste momento em que ele encolhe os braços para se proteger do salto do Taremi que acaba por levar com a bola na mão. E é mesmo a bola que vai à mão e não a mão que vai à bola, por isso boa decisão de não ter sido assinado pontapé de pênalti.
Entretanto, ao minuto 67, o Atlético de Madrid marca, mas Daniel Orsato acaba por assinalar uma falta no início dessa jogada sobre Galeno. Deixou o lance prosseguir e depois, sim, apitou depois da bola ter entrado. Decisão correta do árbitro italiano?
Sim, decisão correta, o gol é bem anulado. O árbitro podia ter interrompido logo no momento em que há a infração do De Paul sobre o Galeno, porque o Galeno chega primeiro à bola e vai com o pé de lateral e o De Paul chega depois e pontapeia com a biqueira da bota a parte lateral do pé e, portanto, faz falta e é isso que faz com que o Atlético de Madrid tenha ganho a posse de bola. O árbitro, mesmo assim, porque considerou que já estava próximo da finalização, deixou a bola seguir até o fim. A bola entrou na baliza e apitou de imediato, mas de qualquer maneira nem necessitava de o fazer, mas o mais importante é que o gol, e podia ser importante, a partir do 67, um gol nesta altura, foi bem anulado, porque realmente a maneira como o Atlético de Madrid ganhou ou recuperou esta bola foi em falta sobre o Galeno e, portanto, boa decisão.
Decisão correta da equipe de arbitragem. Terminamos ao minuto 69, dois cartões amarelos, um para cada lado, Fábio Cardoso e De Paul. Decisão acertada aqui, Pedro?
Sim, foi na sequência deste lance, porque o Galeno ficou no chão, teve que ser assistido, depois houve a intervenção do vídeo-árbitro para confirmar toda esta situação. E, portanto, para dizer que sim, cartão amarelo, porque o Fábio Cardoso teve ali um comportamento antidesportivo com o Depolo, o Depolo em relação a ele, e nestas situações houve inclusive ajuntamento. E quando há ajuntamentos provocados por ações dos jogadores de cada equipe, o que se tem que fazer é exatamente isto, mostrar o cartão amarelo a esses dois jogadores que potenciaram este ajuntamento. Portanto, comportamentos antidesportivos bem penalizados.
Fazemos a avaliação final e global também de Daniele Orsato, juntamente com Massimiliano Irrati, mas mais como o principal, o Daniele Orsato. Que nota tu, no global, lhe vais dar, Pedro Henriques?
Vou dar nota cinco, embora seja positiva, é baixa, porque o erro que existe e o erro do pênalti a favor do Atlético de Madrid acaba por ter influência nesta nota. É certo que há uma decisão muito importante de anular o gol ao Atlético de Madrid, porque realmente também houve falta sobre o Galeno, e aí esteve bem o árbitro, mas esta situação que nós aqui falamos no minuto 32 necessitava da intervenção do vídeo, o árbitro não teve, e por isso vou dar uma nota que é positiva, porque acaba por não ter impacto propriamente dito naquilo que possa ter sido o resultado, mas é um erro. E um erro de pênalti, neste caso, mais de vídeo-árbitro do que árbitro, penalizado com nota cinco. Isto é positivo, mas positivo bastante baixo. Nota cinco.
Num lance em que estaria ainda 1 x 0 para o Futebol Clube do Porto, poderia ter feito diferença também no resultado final. Nota cinco para o árbitro italiano Daniele Orsato, aqui pelo nosso áudio árbitro Pedro Henriques, neste jogo que terminou com vitória de 2 x 1 por parte do Futebol Clube do Porto sobre o Atlético de Madrid. Pedro, obrigado.
Obrigado, até já.
Até já.