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Quando falo, descubro mais sobre me. E quando escuto, compreendo mais os outros. Mas quer abra a boca ou preste atenção, tenho cada vez mais a certeza de que somos todos malucos. Olá, minha boa gente. Boa semana, primeiro de tudo. Segundo, muito obrigado por estarem desse lado, quer nestes episódios intermédios, quer no "Somos Todos Malucos", quer no "Homens de Uma Certa Idade", quer por tudo aquilo que eu faço e que vocês vão acompanhando. E também, uma grande notícia, que eu já sabia, mas que vocês não sabiam, que está de regresso o meu espetáculo "Volto Já", depois de uma breve pausa, por causa de outros projetos. Vamos voltar à turnê, que vai durar possivelmente até o fim do ano. Este espetáculo, "Volto Já", é um espetáculo de stand-up sobre o meu medo da morte. Quem já assistiu aos meus espetáculos sabe que eles têm sempre uma vertente muito real da minha vida. E tomem atenção: dia 11 de abril, Viseu, Ala Magna do IPV. E depois dia 18 de abril, no Casino da Figueira. Estão todas as datas em antonioraminhos.pt, mas já em abril, nas próximas semanas, são já estes dois. Grande probabilidade dos bilhetes esgotarem, felizmente. Mas avisem a malta que está em Viseu, avisem a malta que está em Figueira. Se vocês estão perto da Figueira da Foz, por exemplo, fui a Coimbra. Malta, não fiquem à espera que eu volte a Coimbra, vão à Figueira da Foz, se calhar ali também Aveiro, malta de Aveiro, porque há muitas salas que eu não sei se vou conseguir ir, por várias razões. E no site antonioraminhos.pt está lá tudo. Estão lá essas informações todas e também as datas, que vamos estar sempre acrescentando datas, portanto, estejam atentos. E juntem-se a esta viagem que eu tenho feito e que tem sido muito gratificante. Acho que tem sido o espetáculo que tem tido o melhor feedback e que eu sinto também mais à vontade com todos os medos que, apesar de ser comédia, esta porcaria me envolve. É engraçado. O tema de hoje não tem nada a ver com isto, por acaso, mas tem a ver com algo superatual e que vocês provavelmente ouviram também nas minhas páginas. Foi uma miúda das redes sociais que resolveu falar sobre aquilo que já muita gente também, de certa maneira, referiu, que os antidepressivos só fazem mal, que não se deve tomar antidepressivos, que não há depressões, que as pessoas curam as depressões é com bom tempo e com luta, e que se têm é que fazer coisas. Mas sobretudo, caiu nesta falácia, neste erro de falar sobre os antidepressivos. Eu já abordei este tema aqui e gostava de voltar a abordar de uma maneira mais completa e de experiência completamente pessoal. Eu tomei antidepressivos já várias vezes. Tomei de várias maneiras no sentido em que a primeira vez que eu tomei antidepressivos foi com os meus 26 anos e claro que eu próprio também senti o estigma. Eu já partilhei esta história, mas acho que faz sentido, muita gente não ouviu e não faz mal estar a recordar. Eu lembro que estava num psicólogo, estava a fazer terapia e o meu psicólogo foi ele próprio que disse: "Olha, nós trabalhamos com psiquiatra, com uma clínica, psiquiatria, e eu acho que era importante tu tomares medicação, porque a medicação vai ajudar-te aqui na terapia". E eu quando ouço "medicação, antidepressivos", sou maluco, como é óbvio. E eu falava até muito nisto no stand-up, eu lembro de eu estar na clínica, ou melhor, eu não era conhecido na altura e a clínica era num prédio, era o rés do chão todo de um prédio, era uma clínica só de psiquiatria. E eu estive uns 20 minutos à espera que ninguém entrasse no prédio pra eu poder entrar no prédio sem ninguém me ver. E como eu dizia, eu já fui a casas de strip com menos vergonha. E mais orgulho, tipo: "Olha eu entrar aqui pra ver mamas." Depois, eu lembro de ter entrado no consultório e tudo muito calmo. E eu olho para a sala de espera e estão lá duas pessoas e eu pensei: "Olha estes", vou chegar aqui mais o microfone, "estes também são malucos, certamente", porque aquilo era só psiquiatria, portanto, se estão pessoas ali à espera, são malucas. Ou então: "Nem sei quem estão lá, estão só na minha cabeça e eu estou já mesmo passado." Claro que o doutor João Parente, muito querido, e foi meu psiquiatra durante muitos anos, percebeu que eu estava renitente em tomar antidepressivos e veio com aquele clássico, que é óbvio, mas que nós não pensamos, que é, ele disse-me: "Se você tivesse um problema no coração e que tivesse que tomar um comprimido todos os dias, durante seis meses, um ano, dois anos ou a vida toda, eu deixaria de tomar?" E eu: "Não." "Então se o cérebro é um órgão, que tem um desequilíbrio natural, porque acontece em algumas pessoas por várias condições, várias questões, se há um desequilíbrio neuroquímico que está provado cientificamente e se há medicação que pode ajudar a estabelecer esse equilíbrio, por que não toma?" Pronto, e de certa maneira acabou por me desarmar, porque nós temos ainda uma visão muito redutora e cinematográfica dos antidepressivos. Por quê? Porque nos filmes os malucos tomam antidepressivos e tomam sempre muito nervosos. Vocês veem nos filmes eles com uma garrafa e tomam o comprimido à bruta e tipo: "Já está, vou ficar mais calmo." Antidepressivos ou ansiolíticos, tudo o que é saúde mental, é tudo à bruta. E é tudo grandes injeções, tudo à bruta, é tudo dado à bruta porque as pessoas estão desequilibradas mentalmente. Há esta imagem e depois há o desconhecido. O cérebro é, acredito eu, não sendo médico, posso estar a cometer algum erro, mas parece-me que é provavelmente dos órgãos do ser humano menos conhecido. Muito estudado, mas muito pouco conhecido. Conhecer as estruturas cerebrais e como as coisas funcionam, e conhecemos muito, por aquilo que nós sabemos da ciência. E muitos de nós assumimos o cérebro como a nossa própria identidade. Assumimos o cérebro como sendo a nossa personalidade e o cérebro é uma espécie de centralina, como nos carros, ou seja, um computador de bordo, onde nós guardamos a informação, onde a informação se processa. Portanto, há uma parte física do cérebro que, por várias razões da nossa vida e das nossas experiências, que é afetada e que se desequilibra. Olha, como eu tenho agora uma tendinite aqui e um problema no pé também, por causa dos treinos ou porque temos uma lesão ou whatever. São desequilíbrios que ocorrem no corpo. E quantas vezes nós não temos desequilíbrios numa parte do corpo, por exemplo, malta que tem problemas num joelho ou tem uma tendinite ou tem um problema num gémeo e começa a ter problemas também na anca, porque o próprio corpo começa a tentar autorregular-se e a compensar as lesões. O cérebro é um órgão que tem suas questões. E então eu tomei, sim, aos 26 anos, tomei pela primeira vez antidepressivos, eu já não me lembro o ciclo que fiz. Parei de tomar. Anos mais tarde voltei a tomar, parei de tomar. Cometi o erro comum que é muita gente que foi numa destas vezes, tipo: "ai, já não preciso, vou deixar de tomar" e deu cocó, deu asnera, como é óbvio, por não ter feito o desmame e porque na realidade precisava ainda. E tomei até há relativamente pouco tempo. Esta última vez tomei e entretanto parei outra vez, fiz o desmame e estou numa fase em que estou relativamente tranquilo. Tranquilo, porque eu tenho já muito trabalho de psicoterapia feito também, e de autoconhecimento, que me permite fazer esta gestão. E o que eu quero dizer com isso? Essas pessoas, tipo os Gustav Santos da vida e esta miúda, quando vêm com esta narrativa de que os antidepressivos fazem mal e que os antidepressivos não curam depressões. Há aqui uma grande misturada de temas. Primeiro porque estamos a partir de uma lógica de que aquilo que acontece comigo é lei para todos. Eu acredito, sinceramente, que há pessoas que não se dão bem com antidepressivos. E que já podem ter experimentado vários tipos de antidepressivos, com diferentes moléculas, que têm diferentes efeitos e efeitos secundários ou whatever, e que não se dão bem. Isto acontece. Há muitas pessoas que eu conheço, amigos que tomam, mas também pessoas que me chegam através das redes sociais, que realmente tomam antidepressivos e que os antidepressivos de alguma maneira salvaram a vida delas. Mistura-se aqui muitas coisas. A experiência pessoal de cada um não pode servir de molde para todos. E isto é o que me assusta. Na realidade, nestas pessoas, aliás, isto vai um pouco ao encontro do episódio da semana passada, se não ouviram, podem ouvir o do Intermédios da semana passada. De pessoas que por não tomarem antidepressivos e não sentirem essa necessidade ou não tomarem medicação e não sentirem essa necessidade, que vêm apresentar isso como a lei. E cada um tem a sua história. Por exemplo, a aspirina para mim faz-me zero. Eu não tomo aspirinas há anos, porque todas as vezes que eu tomei uma aspirina, eu senti zero efeitos. Não me serviu pra porra nenhuma. E, no entanto, eu não ando a gritar ao mundo: "Não tomem aspirina, que a mim só me deu dores no estômago e não me fez mais nada. Não tomem aspirina!" Tal como não ando a dizer, por exemplo, eu tomo muito pouca medicação, porque eu também evito medicação, como é óbvio. Eu evito medicação, mas não evito ao ponto de me fazer pior não tomar do que tomar. Brufens, Benurons. O Benuron também tem que sempre ser uma dosagem mais alta. Não, o Brufen. O Brufen 400, por exemplo, a mim não me serve porra nenhuma. Nada, não faz nada. E eu não ando a gritar: "Não tomem Brufens, porque olhem o que os Brufens fazem" e não sei mais o quê. Mas tenho que cuidar também quando tomo um Brufen 600, leio a bula, percebo os efeitos secundários, quando é que tenho que tomar, não sei o quê, de forma consciente. Ok, vou tomar. Se for preciso, falo com o médico, whatever Mas faço as coisas de forma consciente. E depois esta malta, que era esta miúda, esta Bárbara ou o Gustavo, que dizia uma coisa do gênero: "Os antidepressivos não curam depressões." Mas quem é que é uma pessoa, quem é este tipo pra dizer que não curam? Partindo da sua experiência, ou seja o que for, que se calhar ele nunca teve uma depressão ou nunca teve estas questões, ele ou outras pessoas, mas partem desta lógica que a sua experiência é uma lei universal. Isto é perigoso. Prestem atenção no que eu vou dizer, porque eu estou a falar do ponto de vista não científico e não médico, porque se calhar se tivesse aqui um amigo meu psiquiatra, que eu podia perguntar, e ele se calhar ia me responder de outra maneira. Mas eu também acho que os antidepressivos, por si só, podem não curar uma depressão, porque uma depressão é um trabalho multidisciplinar. Ok? Mas pode estar aqui um psiquiatra que certamente pode me dizer: "A depressão pode ser curada através de antidepressivos." Porque agora reparem o que aconteceu, por exemplo, no meu caso, que já estava num registro depressivo. Aliás, eu tenho essa tendência, mas porque eu estava a lidar com a perturbação obsessivo-compulsiva, as palavras do meu psicólogo foram muito claras e pra mim fazem muito sentido na minha vida, que é: "Vais tomar esta medicação", no meu caso, antidepressivos, "Vais tomar a sertralina para te ajudar no teu trabalho aqui." E a verdade é que foi exatamente isso que aconteceu. Eu tomei o antidepressivo, tive efeitos secundários, como aumento da ansiedade, porque depois o antidepressivo demora duas a três semanas, mais pra três do que pra duas, três semanas a ter um mínimo de efeito. Eu tive aumento da ansiedade, suor, tremores, tive essas merdas todas, a maior parte delas descritas na bula. Mas a partir daí, eu começo a sentir os efeitos do antidepressivo. E deu uma tranquilidade para que eu fosse pras minhas consultas de psicologia e entendesse aquilo que me estava a ser dito sem estar em pânico, sem estar obsessivo, e que me permitisse depois ir pra casa fazer o meu trabalho. Eu também tenho amigos e conheço pessoas que tomam antidepressivos, mas depois não alteram hábitos de vida. Isso é a mesma coisa, diria eu, que uma pessoa fraturar um pé. Nem é preciso ir mais longe. É a mesma coisa que com a minha tendinite. Eu tenho uma tendinite aqui por causa de treinar, estou sempre a fazer movimentos repetidos. Eu já fiz injeções, melhorou muito, mas como depois não tive atenção, continuei a treinar na mesma, não fiz gelo, não fiz massagens, não me protegi mais, obviamente que isto volta ao mesmo. Eu acho que há muitos casos de saúde mental, não sei se a depressão será só assim, mas conto a partir da minha história. Para mim foi importante os antidepressivos para eu ter o meu equilíbrio, para poder trabalhar, para depois fazer alguns exercícios que eu tinha que fazer em casa, que eu sentia que noutros momentos me causava pânico extremo, e eu tinha a clareza mental para entender o que estava a ser feito e para ter clareza e a própria coragem para poder fazer esses exercícios. Agora, há aqui outras questões. Acho que essa malta também mistura o que se torna perigoso aqui na medicação. É a importância das pessoas entenderem que há doenças do foro mental cuja medicação é essencial para vocês levarem uma vida normal, como um transtorno, uma perturbação bipolar, borderline, provavelmente, esquizofrenia, etc. São questões de saúde mental cuja medicação tem um papel, eu diria, e mais uma vez estou a falar do ponto de vista leigo, tem uma perspectiva de curar e estabilizar a situação. Por exemplo, há novos estudos que falam, estive a ler há pouco tempo sobre isso, sobre a importância do exercício físico na saúde mental. É muito engraçado que depois há a malta que partilha estes estudos como se fosse uma verdade absoluta. Esse é outro problema da porra das redes sociais. É partilhar-se cabeçalhos e ninguém vai ler o que é que está lá dentro. Um estudo grande, feito a partir de outros estudos, que diz que o exercício físico tem efeitos semelhantes ao dos antidepressivos. Eu fui ler e está comprovado cientificamente a importância do exercício físico, nomeadamente também na saúde mental, mas o que os estudos dizem é que sim, o exercício físico é importante, que deve ser integrado Numa lógica de multidisciplina, ou seja, não ser a única coisa, mas estar inserido num conjunto de práticas que contribui para que as pessoas melhorem o seu estado de saúde. Para além de o próprio estudo dizer que não é um estudo final, não é uma verdade absoluta e que é preciso mais dados sobre o tema. Eu acredito que a medicação por si só, e mais uma vez, do meu ponto de vista leigo e do meu conhecimento limitado, poderá não ser o único fator a fazer com que uma pessoa se cure. Mas é um fator que em alguns casos será determinante, para que se possa fazer tudo o resto. E isto para mim é a importância da medicação na saúde mental, é uma porta, uma chave para abrirmos essa porta de nós podermos mudar uma data de coisas na nossa vida. E por isso é que se calhar depois nós temos muitas pessoas que tomam antidepressivos ou outro tipo de medicação para questões de saúde mental e que não veem, ou que veem melhoras limitadas, porque hábitos têm que ser mudados. Tenho amigos meus que tomam antidepressivos, mas depois continuam a fumar, continuam a beber, dormem pouco, chateiam-se com tudo e mais alguma coisa. Não há milagres. E mesmo assim, o antidepressivo aí tem uma função e acaba por ajudar um pouco as pessoas. E se calhar por isso é que elas como se sentem melhores, não vão entrar nesse registo de querer mudar outros hábitos. Eu acho sempre perigoso é esta leitura de tudo preto e tudo branco. Ou também a leitura como se nós não tivéssemos, por exemplo, eu tomei a medicação que não me dei bem. Mas eu tenho controle no processo. E quando eu percebi que não me estava a dar bem com aquilo, a primeira coisa que eu fiz foi falar com o meu psiquiatra. Fui falar com o meu psiquiatra e disse: "Não me estou a dar bem com isto". E lembro-me que ele até disse: "Queres esperar mais um tempo para perceber?" E eu disse: "Não, não quero, eu não estou mesmo a gostar disto. Se isto são os efeitos secundários, isto está-me mesmo a deixar aqui..." E principalmente numa altura estava com muito trabalho, eu preferi não querer. E vimos alternativas. Experimentámos outra medicação e depois eventualmente acabei por falar com ele sobre o tema e tentei, sendo de uma forma consciente, ok, eu vou experimentar resolver isto sem a medicação, até que ponto é que eu consigo gerir a situação sem medicação. Eu acho que o mais importante de tudo é nós termos a noção que controlamos o processo sempre. Ou seja, temos o poder de tomar as decisões, de falarmos com o nosso médico, de dizer aquilo que achamos, de procurar uma segunda opinião, de procurar uma terceira opinião. É a mesma coisa com os psicólogos. Eu tive quatro ou cinco psicólogos, eu já falei disto. Nós temos essa liberdade e essa capacidade de controlarmos o processo. E se vocês, infelizmente, são aquelas pessoas que, para já, nenhuma medicação está a dar resultado, continuem na busca. Continuem na busca e procurem alternativas, e as alternativas podem ser através da terapia, pode ser falar com outro psiquiatra, perceber se há outro tipo de medicação. Tentem dentro das vossas possibilidades, fazer aquilo que sabem que vos faz bem, seja o desporto, seja mudar a alimentação, seja tentar criar hábitos. A nossa vida é multidisciplinar. Como dizia o Bruno Nogueira: "A vida é bué das cenas". Mas é verdade, é bué cenas. As coisas não se centram apenas num tema. E o que me irrita na merda deste tema sempre é esta malta. Eu fico irritado com isto. E eu tenho muitos amigos na área das terapias alternativas, do coaching e dessas cenas todas. E por que eles são meus amigos? Porque são escolhidos a dedo. São escolhidos a dedo no sentido de que são pessoas coerentes, são pessoas tranquilas. Aliás, uma delas foi uma das primeiras que me disse, quando eu deixei de tomar a medicação: "Tu devias voltar a tomar a medicação. Eu não sou psiquiatra, mas parece-me que te estava ajeita agora". Meu A espiritualidade e esta vida espiritual de autoconhecimento não se separa da ciência. Não tem necessariamente de estar separada da ciência. Quem separou isto foi o homem, por querer dominar o mundo, sei lá, por causa do seu ego. Curiosamente, eu acho que sinceramente, quando tens esta malta que diz: "Não tomem antidepressivos, que isso só faz mal, eu não tomo, vocês precisam. A depressão é o vosso, vocês estão separadas do vosso eu" até podem estar separadas do eu, até pode ser questões de infância para resolver, whatever. Mas independentemente disso, há transformações químicas e neurológicas a acontecerem. À mesma. Não é tudo metafísico, não é tudo espiritual. Esta separação foi feita só pelo homem. E eu já disse esta merda, é muito engraçado, porque eu dei catequese e sei estas merdas, há passagens na Bíblia que falam exatamente da importância dos médicos e dos farmacêuticos, até. Porque se calhar, já no tempo da Bíblia já havia o lobby, o lobby das farmácias, da big pharma. Naquela altura era small pharma porque ainda não havia bigs. Pronto, malta, já estou mais calmo. Acho que é isto. Digam-me o que vocês pensam sobre este tema. Venham aqui aos comentários, reflitam sobre isto, partilhem esta conversa. Se vos fizer sentido, partilhem com a malta com quem vocês tenham estas discussões às vezes. É mais apenas food for thought, comida para pensamento. Não é nada mais do que isso. Eu não sou conhecedor de nada mais além do que a minha própria experiência. E mesmo dessa eu conheço muito pouco. Muito obrigado por estarem desse lado. Quarta-feira temos um novo episódio muito interessante sobre como sobreviver a dias imperfeitos. E até para a semana. Peace. Quando falo, descubro mais sobre mim e quando escuto, compreendo mais os outros. Mas quer abra a boca ou preste atenção, tenho cada vez mais a certeza de que somos todos malucos.