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Hoje, de Termômetro, em Risto, junta-se a nós a jornalista do Observador, Carolina Carvalho. Carolina, bem-vinda a mais um Termômetro. Vamos, desde já, começar com o quente, que é Kate Middleton, mais uma vez a disparar para a Casa Real Britânica, que tem sempre muito pra contar.

Verdade. Hoje, Kate Middleton, porque a Duquesa de Cambridge está de visita à Dinamarca. Porque nesse país há uma preocupação com o desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de infância, que passa pelo bem-estar físico e mental e pelo envolvimento da natureza. Temas a que a Duquesa se tem dedicado muito no Reino Unido.

E já que está na Dinamarca, eu espero que tenha aproveitado para visitar a Pequena Sereia, a Lego.

Nem mais. Kate chegou esta terça-feira e visitou a Universidade de Copenhague para conhecer um projeto dedicado à saúde mental infantil, encontrou-se com pais de bebês no Museu da Criança e foi ao Play Lab da Fundação Lego, onde surpreendeu toda a gente ao atrever-se num escorrega e depois disse mesmo: "No espírito do sítio onde estou, eu tinha de fazer isto."

E o espírito do sítio onde está diz-nos também que já há poucas restrições ou quase nenhuma restrição à Covid-19. Portanto, resta saber se houve uma daquelas receções reais com muita pompa e circunstância, como nos saudosos tempos pré-Covid.

Não, Vicente, nem por isso. A Duquesa foi recebida, de facto, pela Rainha Margarida e pela Princesa Mary, hoje, no Palácio Christian IX, para uma audiência, mas o dia de Kate começou cedo, na Forest Kindergarten, para conhecer um conceito de aulas ao ar livre, que se focam no desenvolvimento social e emocional das crianças, além das típicas aulas de conhecimentos acadêmicos.

Bom, isso é tudo muito bonito, mas vamos lá saber que roupas é que a Duquesa usou, porque já sabemos que esses modelitos depois se tornam virais, não é?

É verdade. E, como habitual, as senhoras da realeza procuram sempre fazer da roupa uma forma de diplomacia, além de estarem sempre na moda e lançarem tendências. E nesta viagem, talvez o destaque do guarda-roupa de Kate seja mesmo um blazer vermelho da Zara, numa nítida homenagem à bandeira dinamarquesa.

Ah, muito bem. E ainda, pela realeza britânica, desta feita não como Duquesa, não realeza também, mas com estatuto de Sir. Falamos de Elton John, que apanhou um valente susto.

Um valente susto mesmo. O músico ia viajar no seu avião privado para Nova York, em trabalho, mas teve algumas dificuldades. Ele partiu do aeroporto de Hampshire, no Reino Unido, na terça-feira de manhã, mas passada uma hora de viagem, teve de dar meia-volta e regressar para o local de onde tinha partido, por causa de uma falha hidráulica a 10 mil pés de altitude.

Isso deve meter um pouquinho de medo. Ainda por cima, está mau tempo. Tem estado muito mau tempo pra aqueles lados.

Precisamente. A aterragem não foi fácil, porque o mau tempo que tem atingido o país provocou ventos fortes e, segundo a revista Hello, só à terceira tentativa é que o piloto conseguiu, de facto, aterrar.

Isso mete medo. Totalmente.

Por essa altura, já ambulâncias, bombeiros e polícia estavam em alerta, mas está tudo bem, ninguém se magoou.

Graças a Deus. Mas o Elton John já tem 74 anos, já não vai pra novo. Portanto, eu imagino que ele deva ter ido pra casa, recuperado do susto e estar com a família.

Na verdade, não foi bem assim o resto do dia dele. Ele meteu-se noutro avião, rumou a Nova York e à noite deu um concerto em Madison Square Garden, como estava previsto, integrado na sua Farewell Yellow Brick Road Tour, nos Estados Unidos. E lá estava ele, com um casaco bordado, uns óculos brilhantes e um piano.

Então era o Elton John.

Era mesmo ele, Elton John, tocou os seus clássicos e, segundo o Daily Mail, o concerto foi um sucesso.

E pra além de I'm Still Standing, que estamos a ouvir de fundo, graças a Deus, tudo correu bem, I'm Still Landing para o nosso amigo Elton John, podia ter sido mais complicado. Vamos chegar ao frio do Termômetro de hoje, que é a Charlize Theron. Carolina, e por quê?

Porque parece que Charlize Theron e Tom Hardy não se davam nada bem nas filmagens de Mad Max: Fury Road.

Como é que é possível? Com o Tom Hardy? Não estou percebendo.

Pois, o filme é de 2015, teve 10 nomeações aos Oscars e ganhou seis estatuetas, mas talvez o mais importante seja o fato de continuar uma das sagas míticas da história do cinema.

E ficamos a saber disso por causa de um novo livro sobre o filme.

Sim, é verdade. O livro chama-se Blood, Sweat and Chrome: The Wild and True Story of Mad Max: Fury Road e foi escrito por Kyle Buchanan. Ele é repórter do New York Times e entrevistou membros do elenco e da equipe de produção. E segundo a revista Vanity Fair, que publicou um excerto deste livro, um dos temas que mais se destaca é a má relação entre Charlize Theron e Tom Hardy.

Mas por quê? Não simpatizavam um com o outro.

Que giros que eles são, não é?

Foram tão giros, aquilo tinha tudo para dar certo. Não estou percebendo.

Mas não, segundo dizem os colegas, eles têm abordagens muito diferentes à interpretação, ao seu trabalho, e o resultado foi algum choque que levou a uma relação tensa, com muitos gritos à mistura. Os relatos referem pormenores, como por exemplo, o facto de Charlize Theron não gostar de perder tempo nas filmagens, porque era mãe há pouco tempo e queria ir pra casa. Enquanto Tom Hardy, por seu lado, se atrasava constantemente para essas mesmas filmagens.

São giros que entraram em conflito. Às vezes as potências chocam uma com a outra. Fica por aqui o Termômetro de hoje. No frio, a Charlize Theron, no morno, Elton John, que graças a Deus conseguiu aterrar duas vezes para um concerto e uma de emergência que correu bem. E ainda Kate Middleton, que foi ao reino da Dinamarca. Fica por aqui o Termômetro de hoje. Está de regresso amanhã, depois das 16h30. Carolina, obrigada. Até à próxima.

Obrigada.