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Carolina Carvalho, muito boa tarde. Bem-vinda à tarde em direto.

Olá, obrigada.

Vamos ao nosso termómetro. Começamos pelo quente, onde está Linda Evangelista, uma figura da moda e da beleza dos anos 90.

Verdade. Ela é capa desta semana da revista People e dá uma entrevista na qual fala sobre a intervenção estética que a deixou brutalmente desfigurada, e a descrição é dela. Linda Evangelista já não consegue viver com a sua dor e está preparada para contar a sua história. É a primeira vez que se deixa fotografar desde há anos.

Há uns meses, partilhou na conta do Instagram uma experiência má com tratamentos estéticos. Tratamentos que não correram nada bem.

Nada bem, Judite. Foi em setembro do ano passado. A modelo tem estado afastada da vida pública há cinco anos, numa espécie de reclusão, porque se submeteu a um tratamento que a People explica ser não invasivo e uma alternativa à lipoaspiração. Chama-se CoolSculpting e implica congelar gordura no corpo de forma a reduzir essa mesma gordura. Mas como explicou no post, Linda Evangelista, a operação terá feito o oposto do que foi prometido e desenvolveu uma reação adversa. É uma consequência rara, acontece a menos de 1% das pessoas que fazem o tratamento e a ex-manequim disse que não foi avisada deste risco.

E pelo que vemos, não resultou, não é?

Nada. Acabou antes por fazer duas cirurgias corretivas, pagas por ela. Teve de usar roupas de compressão, uma cinta e mesmo assim o problema voltou. Linda diz que até afetou a postura. Já não consegue ter os braços esticados ao lado do corpo, porque a reação traduz-se em inchaços rígidos que lhe dificultam a mobilidade.

Na América processa-se toda a gente, por tudo e por nada. Ela não processou ninguém por causa disto?

Ela pôs um processo judicial à empresa responsável pelo tratamento, em setembro do ano passado, e pediu 50 milhões de dólares, cerca de 44 milhões de euros, porque diz que ficou impedida de trabalhar.

A Linda Evangelista é tão linda. Nos anos 90, estava a me lembrar dela no videoclipe do George Michael, não é?

Sim. Tem várias atrizes, várias modelos, não é?

Supermodelo.

Supermodelo.

CoolSculpting implica congelar gordura no corpo. Eu não quero imaginar mais sobre este tratamento. Vamos ao morno. No morno está Sarah Jessica Parker.

Olha, agora que a série "And Just Like That" acabou, especula-se sobre uma segunda temporada. Segundo o chefe de conteúdos da HBO e da HBO Max, Casey Bloys, escreveu esta quarta-feira: a decisão está do lado de Sarah Jessica Parker e de Michael Patrick King, o realizador e argumentista. Bloys acha que haverá uma segunda temporada e diz que esta primeira correu really well.

Correu a série? Eu não vi, mas fiquei com a ideia de que não correu nada well. Entretanto, para os fãs, resta-lhes rever a série.

Ou então ver um documentário sobre a realização desta série, disponível na plataforma de streaming, e que também conta com uma série de entrevistas.

E valerá a pena mais uma temporada?

Segundo o site Deadline, esta série teve a melhor estreia de uma série na HBO Max. E a verdade é que desde o arranque foi assunto de notícias pelos mais variados motivos.

Isso é verdade, confirmo.

Nem todos muito espetaculares.

Nem todos muito bons.

Havia aquela coisa da passadeira, que matou alguém.

A passadeira matou o Big. Porque o Big, entretanto, viu-se envolvido em suspeitas de abusos, aqueles casos que obrigam a matar, normalmente, personagens para elas não continuarem nas séries.

"And Just Like That", série que segue a "Sex and the City", também em destaque no nosso termómetro. Já no frio, não podia deixar de ser. Príncipe André está no frio do nosso termómetro.

Cá está ele novamente. Parece que cada passo que o príncipe dá, se torna num novo problema para a família real. Agora que chegou a um acordo para resolver o caso das acusações de abuso sexual, no valor de pouco mais de 14 milhões de euros, coloca-se a dúvida sobre como será pago.

Já sabemos, vai ser a mamã, a rainha a ajudar, claro.

Mãe de trocínio.

A mãe de trocínio.

É verdade, mas embora Isabel II vá dar uma ajuda, há quem esteja preocupado com a possibilidade de se usarem fundos públicos. Em declaração à BBC Two, um deputado trabalhista, Andy McDonald, garantiu que levará ao Parlamento a discussão sobre o pagamento do acordo, porque se trata, como diz o próprio, de uma enorme soma de dinheiro e entende ser necessário saber de onde vem.

Eu acho que a rainha ainda vai ter de fazer poupanças na festa do jubileu ou vai começar a vender as sobremesas.

Ah, aquelas sobremesas.

Aquela coisa do concurso das sobremesas, vai andar de porta em porta.

É só disso que a gente se interessa, no fundo.

Na sobremesa.

Esperemos que na festa do jubileu ela não vá cortar, porque preparam-se grandes celebrações. Mas segundo o Times, Isabel II tem uma carteira de investimentos e propriedades privados e, além disso, recebe do governo um único pagamento anual, que se chama Sovereign Grant, para cobrir os deveres reais e a manutenção de propriedades, como os castelos e os palácios.

E não deve ser um condomínio nada barato. Tem o seu próprio orçamento dado então pelo Estado, para sua inteira gestão.

Orçamento esse que no ano passado teve o valor de 85,9 milhões de libras, o que equivale mais ou menos a 102 milhões de euros. E dá aproximadamente £1,29 por cada pessoa no Reino Unido, cerca de €1,50. Entretanto, vale a pena referir que o príncipe Carlos já recuperou da Covid-19 e já regressou à sua agenda de atos públicos.

Muito bem. Welcome back, Charles. Sempre bom estar informado sobre a agenda pública do Prince Charles.

A gente nunca sabe quando é que nos podemos encontrar por aí.

Ou já o podem convidar, ele agora já pode vir.

Sim, ele e o seu certificado de recuperação.

Sim, tem de ter.

Está lá de bom da vida? Carlos, anda cá, senta-te aqui e fala um bocadinho connosco. Conta lá ao teu irmão.

Do lado bom da vida, que chega já de seguida à Rádio Observador. Por isso fechamos o termómetro de hoje com a Carolina Carvalho. Obrigado por estas notícias. Até amanhã.

Obrigada.