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Este é o som do Três Toques, que além da rádio, também pode acompanhar nas redes sociais ou no site do Observador. Vamos à pergunta do dia: qual o primeiro clube que Griezmann
O António.
O António.
O António.
O To Griezmann.
O avô era de Paços de Ferreira.
O To Griezmann. Representou na Liga Espanhola.
O avô era de Paços de Ferreira?
Era.
É mesmo? Pensei que estavas a brincar.
Não, estou a falar sério. É o que ele diz, pelo menos. É o que dizem os jornais.
Antoine?
Antoine.
Griezmann?
Griezmann. Há ali influências bascas, portuguesas, no nome nosso.
Deve ser de Estrasburgo.
É, fica ali perto. E agora já dei uma pista.
Qual foi? Estava a pensar.
Estavas distraída, não é?
Estava distraída a olhar para o José Manuel. Eu acho que o José Manuel sabe esta. O José Manuel veio aqui ao reforços. Trouxe o José Manuel para me ajudar.
Foi no clube em que ele fez a formação e depois começou logo.
Foi no Atlético.
Atlético de Bilbao?
Olha, eu disse Atlético, mas não me lembro.
Basco, ela falou do País Basco, exatamente.
Atlético de Bilbao. Eu digo Atlético de Bilbao.
Atlético de Bilbao.
Há algum clube em Santander ou não? Ou em San Sebastián? Vamos ver.
Em San Sebastián há um. Deve haver mais do que um.
Eu tenho meio ponto por dizer Atlético. Estava a pensar noutro, mas não faz mal.
Eu não sei se é verdade.
A carinha do Bruno. Fazes bem.
Já vamos saber. Mas já se conhece o motivo para a reforma antecipada de A.J. Griffin?
A.J. Griffin.
Boa.
Muito bem.
Falámos dele, foi semana passada ou ainda não?
Há duas semanas.
Há duas? Paulo, se seguires a tua deixa, vais perceber quem é. Eu também não sabia, mas acaba lá de dizer.
Não, é aquele jogador da NBA que abandonou o jogo aos 21 anos.
Não, reformou-se.
Reformou-se, sim. Deixou o basquete. Falámos dele aqui. Agora fiquei na dúvida se foi na semana passada ou passado. Foi na semana passada. Já perdi a noção do tempo. Publicamente, não eram conhecidas as razões para este abandono inesperado do filho de um antigo jogador da NBA, também. Falou-se em razões pessoais, havia rumores de que se tratava de um problema de saúde, mas agora já se sabe por que A.J. Griffin acabou a carreira aos 21 anos. Foi por Jesus.
Não, foi Jorge.
Não, Jorge.
Jorge não teve influência nenhuma.
É mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas estas duas mãos?
As duas, se for só uma, não vale. Griffin anunciou num vídeo publicado nas redes sociais que deixou o basquetebol para seguir Jesus. Ele, que ia jogar pelos Houston Rockets, disse que isto pode parecer uma derrota aos olhos do mundo, aos olhos das outras pessoas, mas que estava muito empolgado por dizer sim, um sim convicto a Jesus e abraçar o ministério cristão. Perde-se um basquetebolista, ganha-se um pastor.
E olha que abraçar o ministério cristão não é fácil.
É melhor do que alguns ministérios, o Ministério da Segurança Social.
Por exemplo.
Para já, Jesus: um, NBA: zero. Não, três, têm que ser três, porque e os pontos?
Vamos a outro adeus ao desporto, mas este é mais esperado.
Mais esperado é o de Andrés Iniesta, antigo jogador do Barcelona, da seleção espanhola, e que jogava atualmente nos Emirados Árabes Unidos. Eu até achava que ele já não jogava. E acredito que muitas pessoas também pensassem que ele já tinha metido os papéis para a reforma, mas não, ainda continuava a jogar naquele ritmo mais pausado do futebol do Médio Oriente. O futebolista de 40 anos anunciou uma conferência de imprensa para a semana que vem e tudo indica que será esse o momento do anúncio do adeus definitivo de Iniesta ao futebol, um desporto em que ganhou praticamente tudo o que há para ganhar a nível coletivo, num total de 40 títulos, entre os quais dois europeus, de seleções, quatro Champions e um Campeonato do Mundo, em que marcou o único gol da final. Foi em 2010 contra os Países Baixos. O que lhe faltou? E este é um assunto muito polêmico. Faltou-lhe uma Bola de Ouro, que muitos consideram que deveria ter recebido nesse ano de 2010, em que foi campeão do mundo, marcou esse gol da final, mas Messi ganhou a Bola de Ouro nesse ano.
Mas isto está tudo feito pelo Messi.
É o Messi.
Não é, Paulo?
É FIFA.
Se o Paulo contasse o que sabe, não saímos daqui. Temos que fazer uma reunião só com as histórias que o Paulo sabe.
De que? De futebol?
Sim, de futebol.
Vais ficar como a Branca em "A Dama".
Vamos acabar com outro adeus. Estamos de muitas despedidas. Também no futebol, este mais inesperado que o Iniesta.
Este também é um bocadinho inesperado e é também de um jogador que foi campeão do mundo, por seleções, e não ganhou a Bola de Ouro, apesar de também ser apontado como um dos favoritos no ano em que foi campeão do mundo. É Antoine Griezmann, falámos dele aqui na pergunta inicial, ainda vamos dar a resposta. E aos 33 anos, o jogador, que continua a ser um dos mais influentes no Atlético de Madrid, joga hoje no Estádio da Luz contra o Benfica, se não mesmo o mais influente. O seu rendimento garantiu-lhe um lugar praticamente de caras nas convocatórias, até no 11 da seleção francesa, ainda que de vez em quando o selecionador o pusesse a aquecer o banco. Mas Griezmann agora anunciou que já chega de seleção, a partir de agora só clube, só trabalha para o clube. O Diego Simeone, o treinador, disse: "Ainda bem", que ficou muito contente com esta decisão.
Até para não se cansar tanto.
E a pergunta é: mas por quê? Por que abandonou a seleção? A resposta não foi adiantada pelo próprio Griezmann, mas estará aqui nas companhias. Por quê? Porque os rapazes da sua criação, da sua geração, estão a sair da seleção francesa. Ou estão a sair ou já saíram. É o caso de Olivier Giroud.
Giroud.
O Giroud, que é muito Giroud, o Hugo Lloris, que é muito Lloris, e o Varane, também falámos aqui do Varane.
O Varane.
O Varane, Raphael Varane.
Não nos esqueçamos do Varane.
O Varane deixou mesmo o futebol definitivamente.
Muitas saudades dele.
Eu sei. Mas ele há de vir aqui um dia destes para matarmos todos as saudades. O Griezmann agora não deve querer ser o velhinho do grupo.
Foi afastado depois da performance.
Já disse adeus. Também há aqui a questão do selecionador nacional, Didier Deschamps, ter entregado a braçadeira de capitão a Kylian Mbappé, quando Griezmann está há mais tempo na seleção. Ele também se pode ter sentido prejudicado e disse: "Se é para estas coisas, adeus". Para a história fica o Campeonato do Mundo conquistado pela França em 2018, na Rússia, e também fica aquela final perdida no Europeu contra Portugal. Griezmann estava lá, sentiu a dor do pontapé de Eder.
A dor do pontapé de Eder. Vamos então à pergunta do dia: qual o primeiro clube que Griezmann representou na Liga Espanhola?
O José Manuel estava quase. Era Vasco.
Só tive a aproximação.
Pelo Vasco.
Já foste muito bem, José Manuel.
É a Real Sociedad.
Real Sociedad.
Realmente.
Realmente.
Mas entretanto descobri a origem portuguesa dele. O doutor Google é muito ajudador. Portanto, ele é neto de um português que era futebolista do Paços Ferreira.
Exato.
E que emigrou para a França no ano em que eu nasci, portanto já há muitos anos.
A mãe é lusa.
Para a construção. A mãe ainda tinha o nome português e era responsável por serviços de limpeza num hospital. Coisa que não nos surpreende muito, conhecendo o destino de muitos imigrantes portugueses em França.
Fantástico. Bela história.
E o pai é que tinha origem alemã.
Eu acho que grâce a Antoine Griezmann, o Estrasburgo, que tem o nome tipicamente alemão, só que está do outro lado da fronteira francesa. É como ele também, tem um nome francês e o Griezmann remete muito mais para o germânico.
Bem, José Manuel, só por isso.
Temos que trazer o José Manuel mais vezes aqui para o "Três Toques", para nos trazer informação.