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Tudo pronto para o "Três Toques" com Júlio Magalhães. Já sabe que, para além de nos ouvir na rádio, também nos pode ver e acompanhar no YouTube, Facebook e site do Observador. Excelente oportunidade para eu trazer aqui uma modalidade inédita. Só por questão de hora.

Falaste em imagem.

Antes de vocês começarem, é para vos dizer que hoje temos temas novidade, entusiasmantes e sensíveis. Vamos despachar.

Vamos? Viajar comigo. Isto é muito entusiasmante o que eu vos trago hoje.

Pois é, exato.

Porque estou sempre atenta e nunca falho a procurar novidades entusiasmantes. Júlio, descobri que temos um líder mundial que é português numa modalidade. Vejam lá, vocês vão ficar de boca aberta. Se calhar ainda me vão perguntar o que é isto, mas eu avanço já: no skate. Eu não quero brilhar muito mais. Avança, Júlio, por favor.

É mesmo isto.

O Paulo está incrédulo. O André não ouviu falar no skate.

Nada. O Paulo anda a deslizar aí pelas ruas da cidade de Lisboa de skate, de certeza absoluta. Gustavo Ribeiro é um português. Este fim de semana foi a Las Vegas. Ganhou mais uma competição. Aliás, nos Jogos Olímpicos, teve um azar, porque esteve lesionado antes e depois não pôde ir competir como queria aos Jogos. Agora é o número um do ranking mundial de skate, é português, e está apurado para as meias-finais daquilo a que chamam o Super Crown. Eu não faço ideia o que é isto, mas há de ser a mundialíssima finalíssima deste campeonato do mundo. Vai ser disputado no Rio de Janeiro.

Charneca, queres brilhar? Ainda não. Vou deixar que vocês aprendam um bocadinho mais. Pesquisa.

Isto vai ser no Rio de Janeiro, 5 a 6 de novembro. Temos que acompanhar isto e temos que ligar mesmo ao Gustavo Ribeiro. Todos os dias temos um número um no ranking do mundo. Só para vocês saberem ou ficarem a saber um pouco mais de cultura geral, o skate nasceu nos Estados Unidos, na Flórida, e não foi agora. Em 1965. Nasceu antes disto.

Nasceu antes de ti, Júlio. Nasceu numa década de 80.

Eu nasci nesta década. Mas eu estou a dizer que nasceu porque eu já praticava. Patty McGee foi a primeira mulher a tornar-se skatista profissional e nesse ano até foi capa da Life Magazine. Mas só em 2016 é que esta modalidade se tornou olímpica. Nós que dizemos skate, em inglês dizem skateboarding ou skating e no Brasil dizem "esqueite".

Como é que dizem no Brasil?

"Esqueite".

Eu pareço o Valentino.

Altamente improvável. No Brasil, dizem assim.

Ora bem, vocês já estão a ver o que é: uma prancha, duas rodas atrás, duas à frente. É a nossa cara, porque é desconsiderado um desporto radical e o que é que temos nós, afinal? Mas temos que ligar ao Gustavo Ribeiro.

Sim, senhor. Já deves ter o número dele. Mas deixem-me ir muito mais longe, porque se é para trazer para aqui notícias, para deixar toda a gente de boca aberta e espantados.

É contigo.

Pois, enfim, não iria por aí. Eu acho é que vocês deviam estar as duas mais atentas, porque eu não ando aqui para ver passar os elétricos. E por isso descobri aqui uma coisa. Estive a ler, obviamente, na imprensa estrangeira, que é uma verdadeira bomba no mundo de futebol. Não sei se vocês estão sentadas. Isto caso se concretize, obviamente. Mas deixo para o Júlio o resto das considerações sobre isto. Júlio, tem tudo a ver com o nome, ou melhor, o naming.

Como dizem os brasileiros.

Devem dizer naming também. Tem a ver com o naming de um estádio de futebol, mas não digo mais nada agora. Silêncio, escutem, porque isto é importante.

Isto é que é a tal matéria sensível que eu vos falava há pouco. Vamos lá ao enquadramento. Como sabem, os clubes vendem o nome do estádio a grandes empresas. É uma fonte de receita extraordinária. Alguns vendem o nome do estádio, outros vendem só uma bancada, por exemplo, que ficam com o nome da marca que a patrocina. Enfim, faz parte do mercado internacional e da gestão dos clubes. O Everton, que é um histórico clube inglês, tem um estádio onde gastou recentemente 600 milhões de euros a melhorar o estádio e agora quer recuperar esse dinheiro. O estádio chama-se Goodison Park, é quase uma catedral em Inglaterra, de tantos anos que tem. E claro, como todos os clubes, estão em negociações para associar este nome ao nome de uma marca. Estão a vender basicamente o naming do estádio. Acontece que são vários os concorrentes, mas há uma marca que está a oferecer 227 milhões de euros para os próximos 10 anos. O dono da marca já confirmou a proposta, diz que estão em negociações e isto é um número absolutamente extraordinário. Representa basicamente cerca de 22 milhões e meio de euros todas as temporadas, em cada temporada. E como devem calcular, faz pensar qualquer clube e como costumo dizer aqui: "É melhor que um murro nas costas".

Lixeiramente.

Lixeiramente. Agora, perguntem quem é que está a fazer esta proposta.

Júlio, quem é que está a fazer esta proposta? Explica aqui às nossas.

Pois, vocês vão ficar espantados, muito espantados mesmo. É uma empresa que se chama Stripchat.

Não estou a ver.

É uma empresa de pornografia criada desde 2016 e que quer dar o nome ao estádio de Stripchat e paga este dinheiro todo. E agora o que é que acontece? Este dinheirinho não é mau todo. Os dirigentes do Everton estão hesitantes, mas depois ficar com um nome destes no estádio.

Stripstadium.

Está a dar uma enorme publicidade.

É um grande dilema.

Está um dilema montado aqui. Eu pergunto-vos: o que é que vocês faziam?

Tu vais ter de acompanhar isto.

O que é que vocês faziam?

Eu logo morro.

Davam o nome ao estádio, vendiam o estádio? E os nossos ouvintes agora nos carros estão a perguntar. Eu realmente ficava com o dinheirinho, dava o nome ou deixava ficar?

É um bom dilema.

É um dilema, vou-vos dizer.

Eu não estava a testar naquela posição.

É melhor seguirmos.

É melhor avançar.

É melhor seguirmos, porque a Carla hoje está inspirada.

A Carla hoje está inspirada.

E nunca se sabe até onde isto pode parar.

Mas eu não me fico por aqui. O que é isto de murros nas costas? Quando comparado com o que pode ganhar Erling Haaland.

Não queres ir aos cromos, Maria João?

Agora precisamos saber quem é. Mas é que vocês estão a olhar para mim, porque não devem estar a ver quem é. Mas já falámos aqui dele várias vezes.

Eu desloco que aquilo era uma matéria muito sensível.

É só um avançado alemão que o Manchester City foi buscar ao Borussia Dortmund e que está a arrasar na Premier League. Júlio, acho que podes dizer o resto.

Vamos lá a isso. Este jogador está a ter um impacto nunca visto na Premier League. Já vai com 20 gols marcados, ou mais até, neste início de temporada, e há quem diga que no final da temporada pode chegar a uma marca recorde de gols só numa época. Vocês riem-se, mas isto é verdade. Como sabem, nós falamos muito disso aqui. Foi contratado por 35 milhões ao Dortmund, não foi uma transferência assim tão grande.

São três anos de naming do estádio.

São três anos. Este avançado é norueguês, tem 22 anos e recebe por semana, isto não é agradável dizer a esta hora da manhã e sobretudo para quem sai para o trabalho a esta hora e depois de ouvir o orçamento de Estado de ontem. O Haaland recebe por semana 968.369 euros certinhos.

Sim, já conto descontos.

Já, estes já contam descontos. É quase 1 milhão. Estes 369 € é o que ele põe de lado no mealheiro para comprar cromos. Este número é a combinação do seu vencimento semanal com o bônus que recebe pelos gols que marca. Os especialistas dizem que a continuar assim neste ritmo, pode chegar ao final da temporada com 51 milhões de euros no bolso. Sendo claro, parte deste dinheiro vai para os cromos do mundial, não devem calcular.

Já se sabe.

Pronto, era só para ficar aqui esta nota.

Estão associados à produtividade.

À produtividade, é verdade.

Vamos aos cromos?

A Carla está com calor. Há aqui temas que não se podem abordar com a Carla.

Vamos aos cromos, temos dois nomes repetidos.

Vamos aos cromos. Muito bem.

Portanto, já tínhamos o número 15 da Alemanha, o número 14 da Tunísia e agora temos o número 11 da Tunísia repetido e o número 16 da Costa Rica. É isto.

Pronto, para a troca, não é?

Para a troca, sim.

México e Costa Rica são os que temos mais cromos, não é?

Sim, sete cromos.

Pronto, temos o extra striker, não quero o striker, quero o Suárez sticker.

Quanto é que vale o Luís Suárez?

O extra sticker é aquele que vale mais, porque há dois.

Mas quanto é que é?

Há o rookie e há o legend.

Quanto é que isto já nos vale? Dá para comprar, dá para fazer o naming do estádio?

Houve aqui uma ouvinte que não disse os nomes, mas os números, mas diz que no Brasil estão a vender estes a preços absurdos.

Mas o Júlio tens de informar agora, a sério, Luís Suárez legend.

Luís Suárez legend. É que é o mais importante, é o legend, ainda por cima.

Os rookies são menos importantes.

Os cromos são iguais para o país. Não há traições.

Não, não há.

Assim como ter o Messi, como nós já temos, também é importante.

E um Babé. Nós temos aqui uma fortuna.

Esses são mais-- temos uma fortuna.

E estamos aqui a acordar há 16 dias.

Não é? Muito bem, vou saber mais novidades disto.

Sim, informa-te Júlio, por favor.

Vou me informar. Pronto.

Adeus.

Vou para dentro.

Até já.

Até já.

Júlio Magalhães e o Três Toques das manhãs 360.