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Vamos ao Três Toques. Vamos e não vá. Não vamos ter finalíssima. Vamos ao Três Toques e não vamos ter finalíssima. O muito aguardado confronto entre Espanha e Argentina não se vai realizar. Vamos falar ainda de eleitores sem direito de voto e não tem a ver com as eleições do Sporting, mas com as eleições no Barcelona. E uma troca de nomes que até se compreende bastante, já vou explicar. Começamos pela finalíssima que deveria opor a Espanha, campeã da Europa, à Argentina, vencedora da Copa América. O jogo estava agendado para o Catar, mas com a situação no Médio Oriente, procurou-se uma alternativa, mas não foi possível chegar a um entendimento. A Argentina recusou todas. Não, isto é mais difícil do que pensar.

Incluir um campo de futebol, é isso?

Parece que a Argentina.

Nós temos aí três ou quatro vazios, se eles quiserem.

Um dos estádios onde se pensou realizar a finalíssima foi precisamente o Estádio da Luz, que estava disponível para receber, também o Santiago Bernabéu, em Madrid. Mas a Argentina, por uma questão de datas, recusou todas as propostas que foram feitas.

Já têm consultas marcadas.

Não dá. Havia aqui uma hipótese em Buenos Aires, mas que não foi aceito pela Argentina. Diz a FIFA.

Nem pela Argentina, nem Buenos Aires?

Não. Aí teria mais que ver com datas. Eu acho que o problema foi, acima de tudo, encaixar este jogo nos calendários das respectivas seleções. A Argentina só tinha disponibilidade para jogar a 31 de março, e como não foi possível encontrar uma solução para essa data, ficamos sem esta finalíssima. Quando falaram da possibilidade de se realizar aqui em Portugal, esfreguei logo as mãos de contente por haver um confronto entre a seleção espanhola e a seleção que ainda continua a ser a seleção de Messi. Mas bem, não vamos ter esse privilégio, não vamos ter nós e não vai ter ninguém. É mesmo assim. Em Espanha, este fim de semana houve eleições no Barcelona para o presidente do clube e essas eleições foram marcadas por um momento um pouco insólito. Marc-André ter Stegen, o guarda-redes do Barcelona que está emprestado ao Girona, tentou votar, apresentou-se para votar como sócio. Normalmente aos jogadores dão o cartão de sócio, têm direito a votar. Ele bem quis votar, mas quando tentou percebeu que não estava inscrito na lista de votantes. Ele teve de se deslocar, não era voto à distância, ao local para votar e ficou muito surpreendido quando lhe disseram que não podia votar. Não se sabe se houve algum problema com a inscrição do sócio, neste caso, ou se terá que ver com o facto de estar emprestado a outro clube, ou seja, se aquilo foi suspenso, a inscrição dele enquanto sócio terá sido suspensa por estar emprestado a outro clube. Ou seja, os jogadores que estão no clube automaticamente têm o direito ao voto e, neste caso, se o facto de estar emprestado poderá ter tido algum tipo de influência. A verdade é que Marc-André ter Stegen não pôde votar. E talvez também não foi isso que decidiu, porque a vantagem de quem ganhou foi bastante grande. Este fim de semana. Desculpem.

Pois, esta noite foi longa.

Este fim de semana houve Grande Prémio.

Pareceu-te um ano, a noite pareceu-te um ano.

Muito longo.

Houve Grande Prémio da China. Não sei se viste, Paulo, já acompanhaste.

Vi ontem. Não em direto. Eu não sou como esses maluquinhos que ficam a noite toda a ver os carros.

Pronto.

Então foi às 07:00, talvez. Hora portuguesa, e para isso bem basta de segunda a sexta. Mas vi ontem à noite, em diferido.

Mas sabes quem ganhou e isso tudo?

Sei.

Sabes? Então diz lá, quem é que ganhou?

Foi o rapaz da Mercedes, aos 19 anos.

Sim, exatamente. E como é que ele se chama?

É o Anthony.

Olha, então aí é que está o problema. O problema disto tudo foi que ele chama-se Andrea Kimi Antonelli.

Antonelli, não é Anthony, é o Antonelli.

E o problema aqui é o Kimi, porque uma pessoa ligada à Fórmula 1 diz Kimi e qual é o apelido que surge logo?

Räikkönen.

Räikkönen. Ora aí está, campeão do mundo em 2007. E também na organização do Grande Prêmio da China confundiram os Kimis. Eles viram Kimi, então quando os chamaram ao pódio para receber o prêmio, não os chamaram pelo nome, chamaram por Kimi Räikkönen. Acontece Kimi ter um nome. Imagina que era Nicky.

O Lauda sai logo automaticamente.

Lauda. Ayrton. Ayrton, Senna. Aqui é a mesma coisa, Kimi, Räikkönen. Mas pronto, ele acabou por receber. O Paulo tem razão, muito jovem.

19 anos. É o mais jovem de sempre a ganhar um grande prêmio na história da Fórmula 1.

Ora aí está. Melhor que o Chalamet.

O Bruno já está a baralhar tudo.

Eu dou um mashup.

O ouvinte que nos está a ouvir está a pensar: "Comparação é esta? O que é o Chalamet? O Chalamet também é piloto. Mas ele não é campeão de pingue-pongue. Não canta ópera."

Fórmula 1 ou o "F1", o filme, ganhou um Oscar por melhor som. Com o Brad Pitt, exatamente.

Ainda não vi.

O filme é fraquinho.

O filme é fraco. Por isso é que ganhou de som. Eu disse isso.

Ganhou de som?

Ganhou de som. É o melhor de filme.

Sim, tem boa sonoplastia.

O filme é muito bom, o problema é as imagens, o som é ótimo.