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Lembram-se certamente daquele anúncio: "Se um desconhecido lhe oferecer flores, isso é Impulso". Toda a gente.
Toda a gente.
Toda a gente.
Toda a gente. Uma certa geração.
Pessoas de uma certa idade. Então e se um conhecido, muito conhecido, próximo, conhecido nos dois sentidos, famoso e conhecido da pessoa a quem oferece alguma coisa, se um conhecido oferecer um carro de €100.000, isso será o quê? Isso será Rafinha, jogador do Barcelona, que surpreendeu a mulher com um presente digno, dizem os comentários nas redes sociais, de uma rainha. Isto foi partilhado nas redes sociais pelo casal Rafinha e Natália Belloli. E o carro, posso dizer a marca, Maria João?
Perguntas-me: "Podes ou não podes?" É o quê? O João é que coordena.
A entidade reguladora.
A entidade reguladora da publicidade encapotada. Não é encapotada, podemos falar disso, temos de dizer o que é. É um Range Rover Vogue.
É aquele que costuma sair com a revista. Às vezes sai. É o presente. Bem embrulhado em plástico.
Uma raspadinha na revista.
É com aquele plástico. Depois vem o desodorizante.
Podia fazer um creme antirrugas. Natália Belloli, a mulher de Rafinha, partilhou a sua alegria nas redes sociais, porque foi chamada pelo marido para ver uma surpresa.
Ele de pijama.
Sim, de pijama. Mas de pijama e já visto o cabelo.
Sempre impecável.
Pijama, mas completamente maquilhada. E depois o carro tem um laçarote. E uma pessoa olha para aquilo e vê que isto não é para todas as carteiras, de facto. E não é para todas as carteiras e não é para todo o tipo de românticos, porque há quem diga que isto é um gesto romântico de Rafinha. Ora, o romantismo está muito caro. Eu, quando quero ser romântico, aposto nas flores.
Escreves um poema.
Um poema?
Às vezes é mais barato.
Não, porque também exige algum tempo, Carla, e tempo é dinheiro.
As flores são mais rápidas.
As flores são mais rápidas.
Eu pensava que isso brotava.
Brota, mas leva o seu tempo.
Não brota assim.
Não é assim também de um dia para o outro. Mas eu vou continuar a insistir nesta minha veia romântica, mais em conta. Digamos que marca branca do romantismo, porque ainda não posso oferecer, para a felicidade da minha mulher, ainda não lhe posso oferecer um carro de €100.000. Nos próximos tempos acho que isso não vai ser possível. Já falámos aqui de Panecas esta semana.
Várias vezes.
Várias vezes. Por causa do Paulo. Panecas.
Lembras-te, Paulo, do Panenka?
Eu já não lembro.
É muito triste quando os jogadores-
O que é que se passa com o Panenka?
O Panenka acho que está vivo. Ou o Antonín Panenka já morreu? Vê lá, Antonín Panenka.
A mim não me é nada, portanto.
Ou está vivo? Ai, ai.
Não sei.
Está vivo.
Está vivo.
Tem 77 anos.
77 anos, está vivo, de boa saúde, provavelmente. Quem parece não estar de boa saúde foi um jogador chileno, Cristian Zavala, num jogo entre o Peñarol e o Colo-Colo. O Peñarol traz boas memórias aos adeptos do Porto.
Ó Carla! O Peñarol, pensei num vinho.
Tem nome claro, Peñarol. Reserva.
Boas memórias para o Porto e más memórias para quem tem memória disso ao Benfica.
O que é que a gente está a fazer?
O Benfica perdeu uma final da Intercontinental contra o Peñarol. E o Porto ganhou. Foi aquela da neve.
Sim. Também foi?
Toda a neve. É que não sabes.
Estava um dia frio.
Cristian Zavala tentou marcar um Panenka.
Temperaturas negativas.
Tentou marcar um Panenka, que o Paulo já nos explicou esta semana também o que é, e falhou.
O que é um Panenka?
O Panenka é um tipo de abordagem à bola, do pé à bola.
Que implica uma grande técnica.
Caracterizado por mandar a bola devagarinho, aproveitando que o guarda-redes já está no chão.
Paulo, tu.
Não podia ser melhor explicado.
É tudo uma questão de timing.
Pois é, e aqui falhou o timing. Falhou o timing porque o guarda-redes ficou quietinho e a bola-
Voltou mesmo.
E ele ficou à espera dela.
Claro. Mas aqui o que é importante é a reação do jogador que falhou o penalti. O que é que uma pessoa faz quando falha um Panenka, o que é que pode fazer?
Leva as mãos à cabeça.
Fica corado de vergonha.
De vergonha, sim, também. Mas há uma terceira hipótese.
E vai-se embora para balneário.
Não, este não foi. Este saiu do campo e simulou uma lesão, agarrou-se ao joelho.
A descaradamente.
Não, ele disse: "Isto é melhor simular uma lesão." É sempre uma saída para um momento embaraçoso, fazer de conta que está lesionado, porque provavelmente não haverá ninguém com coragem de insultar um jogador que sofreu uma lesão naquele momento. É uma boa maneira. Quando falharem o penalti, os jogadores profissionais de futebol que nos estão a ouvir, já sabem: simulem uma lesão, pode ser que não sejam tão criticados. Nani, o nosso Nani Grande Nani, campeão europeu pela Seleção Portuguesa em 2016. Ainda não acabou a carreira, ainda se pode estar a preparar para uma última dança no Cazaquistão. É verdade. Parece que tem um convite de um clube daquele país, o Aktobe. Ainda está a avaliar, ainda não está fechado o negócio. Para os dirigentes do clube, eles veem aqui uma oportunidade para o desenvolvimento e a visibilidade do clube, mas também do futebol do Cazaquistão, com uma figura da dimensão de Nani. Mas é bom que Nani tenha algum cuidado se for para o Cazaquistão, sobretudo se estiver a pensar usar, lembram-se daquele mankini do Borat? Lembram-se do filme do Borat? Usava o Sacha Baron Cohen.
Aquele fato de banho.
Aquele fato de banho.
Uma espécie de tanga.
Exatamente. É o chamado mankini, um biquíni de homem.
Era verde fluorescente ou amarelo fluorescente?
Exatamente. Era fluorescente. Via-se muito.
Via-se mais do que queria.
Exatamente, mais do que desejávamos. Ora, aquilo era uma sátira, e já que hoje temos falado até muito de sátiras, era uma sátira que brincava porque o Borat seria um jornalista do Cazaquistão. Havia uma série, e houve um filme que se chamava "Borat: Aprender Cultura da América para Beneficiar a Gloriosa Nação do Cazaquistão", filme de 2006, mas que foi recebido de forma não muito positiva pelos cazaques e até pelo governo. Na altura, houve críticas, porque se dizia que aquilo acabava por ser um insulto ao país. E então, esta semana, o Club Brugge foi jogar ao Cazaquistão, para a Liga dos Campeões, contra o Karata Almaty, e houve três adeptos que decidiram usar o mankini nas bancadas. E o que é que aconteceu? Aconteceu que foram condenados a cinco dias de prisão por um tribunal do Cazaquistão. É verdade. Por se terem vestido como o Borat, de acordo com as notícias, eles terão sido denunciados por perturbação da ordem pública, e que resultou depois numa condenação a cinco dias de detenção administrativa.
No entanto, estas pessoas no estádio a aplaudir e a filmar.
E a filmar.
E a rirem.
E a rirem, claro. Eu imagino que no Cazaquistão, nesta altura, esteja um bocadinho de frio. Eu acho que eles podiam ser condenados por pôr em perigo a sua própria integridade física, mas não. Também não foram detidos por ser uma alusão ao Borat, que seria mais um atentado ao pudor, o que estaria em causa por usarem esta indumentária, que deixa pouco espaço à imaginação. Portanto, Nani, se aceitar o convite para ir jogar no Cazaquistão, tenha muita atenção com aquilo que veste.
Que desaprovaste o vestimento.
Sim, é bom ter atenção a isso.