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Lembrou-se da polêmica da Bürgerfest?

Da Bürgerfest? Não.

Não me estou a lembrar de nada. Bürgerfest, a festa do hambúrguer. A festa do hambúrguer. Da cidadania. De Marcelo Rebelo de Sousa. De Marcelo Rebelo de Sousa. Aí houve uma confusão. Sabemos que a língua alemã é muito traiçoeira. Mas em Paris houve recentemente mesmo uma festa do hambúrguer. E uma festa do hambúrguer, desta vez não com anões, mas uma festa patrocinada por Lamine Yamal. Deis anões. Deis anões, calma.

Estava a tentar entender.

A ligação é o Lamine Yamal. Já sabemos que ele gosta muito de festas de arromba.

Temáticas diferentes.

Temáticas diferentes, de dimensões variadas. Esta aqui foi uma pequena festa.

Pequena, não por ter anões.

Não por ter anões.

Ou tu é que estás a pensar?

Não, desculpa, não estejas a atirar as culpas para mim. Mas isto foi depois da grande festa da Bola de Ouro, grande festa que acabou por ficar um bocadinho aguada.

Sim, sabor amargo.

Para o Lamine Yamal e para o Barcelona, em parte, que também esperavam que ele fosse reconhecido. Isto foi em Paris. A festa acabou tarde, a cerimônia de entrega da Bola de Ouro, e estavam todos com muita fome, a comitiva do Barcelona. E o que é que fez o Lamine Yamal?

Foi ao caldo verde.

Foi ao caldo verde e comeu chouriço. Não. Pagou hambúrgueres a toda a gente.

Depois da teta.

Pagou hambúrgueres a toda a gente. Que generoso! Eu não sei que hambúrgueres é que eram.

Mas eram hambúrgueres, de certeza.

Se calhar eram daqueles gourmet. Calma. Mas mandaram vir ou foram de autocarro ou drive-thru? Parece que ao drive não foram.

A pé.

Acho que foram mesmo a pé, provavelmente acompanhados pelos seguranças. Pois, se não. E diz Joan Laporta, o presidente do Barcelona, que Lamine Yamal, apesar de ter perdido, estava muito animado.

E quis pagar hambúrgueres a todos.

E pagou hambúrgueres a toda a gente e para o ano há mais e ainda não perdeu a expressa de vencer. Claro. Foi constinado.

E onde é que foram comer os hambúrgueres, sabes?

Deixa-me lá ver se eles dizem aqui, se eu encontro. Aqui não. Não é hambúrgueres, é uma coisa muito genérica. Hambúrgueres em Paris.

Não quiseram fazer publicidade.

Não quiseram, mas ficou toda a gente muito bem alimentada com esta incursão noturna pelas ruas de Paris. E Joan Laporta aproveitou também a oportunidade para dar uma bicada ao Real Madrid, que uma vez mais não compareceu à cerimônia. Eles estão muito magoados no Real Madrid, estão muito ressentidos com a organização. Mais uma vez não compareceram à cerimônia e o Barcelona disse, através de Joan Laporta: "Não queremos saber. Nós, por respeito à organização, comparecemos mesmo que acabemos por não ganhar." O que até foi o caso.

É dar o exemplo.

Claro.

Fair play.

Claro, não se pode ir.

Não se vai só porque se ganha.

Porque se ganha. Aliás, porque desta vez, o Barcelona também confirmou isso, ninguém sabia mesmo quem é que era o vencedor. Os elementos do Barcelona dizem que tentaram saber junto do Ronaldinho, que foi quem anunciou o prêmio, e de outros, Iniesta, por exemplo, mas ninguém sabia. Ou se sabiam, não quiseram dizer e acabaram por não dizer antecipadamente. Agora, uma coisa, esta também é mais para o Paulo Ferreira, que deve ser um grande especialista nisto. Paulo, sabias que existe um recorde mundial de correr para trás e de saltos altos? Não fazia ideia.

Eu correr para trás ainda imagino o Paulo, agora de saltos altos não tinha pensado nele.

Por quê? É verdade. Mas é um recorde mundial para isso? É um recorde do Guinness.

Vocês os dois deviam fazer isso. Aqui nos corredores do Observador.

Exatamente. Vejam as imagens.

Os dois de salto alto a correr para trás. Dava tudo. Andar para a frente já dava.

Não pode ser um recorde específico, que é correr para trás de saltos altos no estúdio de rádio.

Olha.

Porque este aqui foi ao ar livre. E deve ter regras. Os saltos têm que ter um mínimo de X centímetros, que é para haver aquela igualdade. Muito provavelmente. Não sei.

Mas olha, homens incluídos ou eram só mulheres?

Não, era só um homem. É um homem.

É um Guinness.

É um recorde contra o relógio. Exatamente, contra o relógio. Chama-se Cristiano Roberto Lopes Rodrigues, é espanhol e além deste recorde dificílimo de bater, só para vos dar uma ideia, ele fez os 100 metros em 16,55 segundos. É impossível. Acho eu.

Não sei o tamanho dos saltos, não sabemos.

Vai ver nas imagens. O recorde dos 100 metros anda aqui na casa dos nove. Dos nove. Para frente e com atletas. E com atletas e sem saltos altos. Exatamente. Bateu este recorde, mas ele tem outros recordes. Por exemplo, o maior número consecutivo de degraus subidos enquanto faz malabarismo com três objetos, também é dele.

Pertence-lhe.

E o maior tempo a equilibrar um guarda-chuva num dedo, também é dele. Deve ser horas, não? Aqui não se refere.

É uma pessoa que gosta de desafios.

Gosta de desafios estranhíssimos.

Não estou a perceber. Estranhíssimos?

Sim.

Saltos altos para trás.

Toda a gente.

É uma compreensão que faz falta.

Ele também tem, e está no Guinness também, o recorde dos 200 metros nas mesmas condições. Não para a frente. Ou pe coxinho, com saltos altos é pe coxinho. A correr para trás, mas desta vez sem saltos altos, 29 segundos e 77 centésimos, o que é um pouco estranho, porque ele parece que é mais rápido a correr os 100 de saltos altos do que a correr os 200 sem saltos altos e às recuas. Também tem aqui um outro recorde que é correr a equilibrar uma colher com um ovo, com uma colher na boca. Enfim, são atividades todas nobres. Eu acho que só faz isto. Habitualmente é isto que ele se dedica.

Se ele se lembra destas coisas.

Se calhar tem uma equipa a trabalhar para ele, a pensar nestas coisas. Mas como é que se ganha dinheiro com isto? Eu não sei se ganha dinheiro. Não faço ideia. Bate recordes.

Pode ser por amor.

Pode ser amor, certamente. Sim, não sei. Ficamos a saber o nome dele.

O truque é calçar peúgas com os saltos altos.

Diz ele?

Não sei, estou a ver aqui.

Estás a ver? Ele tem aqui. Deve ser por causa da aderência.

Deve ser.

Carla, Maria João, Paulo, lembram-se do Boris Becker?

Sim.

Claro. Quem não se lembra? Da nossa geração, quem não se lembra? Grande tenista, claro. Grande tenista, um dos mais novos de sempre. Eu não sei se o recorde dele entretanto foi batido, mas é um dos mais novos sempre a conquistar o torneio de Wimbledon. Boris Becker.

O que se passa com o Boris Becker?

O Boris Becker depois disso teve uns percalços e acabou preso. Questões financeiras, foi para o fisco. Ele tinha dívida, foi declarado insolvente e depois nesse processo acabou por transferir umas quantias sem o conhecimento do Estado para evitar que lhe fossem buscar o dinheiro e acabou na prisão. Acabou por cumprir sete meses de pena e agora lança um livro também onde fala sobre essa experiência.

Um livro de memórias.

Um livro de memórias e a propósito desse lançamento deu uma entrevista ao The Times onde fala de uma forma muito honesta sobre essa experiência de sete meses na prisão. Ele diz que passou um bocadinho mal, ouvir pessoas aos gritos. Em sentido figurado, diz que ficou borrado de medo. Na prisão, um bocadinho assustado. Nós temos esta ideia de que os poderosos, os famosos, raramente cometem algum tipo de crime neste sentido de crimes financeiros.

A ponto de irem para a prisão.

A ponto de irem mesmo para a prisão, porque acabam por ter a pena suspensa ou entrarem em acordo. Não foi o caso. E é difícil imaginar, de facto, uma figura como Boris Becker.

Atrás das grades.

E numa situação muito difícil, mas certamente que agora já terá recuperado, pelo menos alguma parte do dinheiro com esta publicação do livro. Não é ter pena de alguém que também teve o mundo a seus pés.

Sim, há uma espécie de nostalgia.

Não há.

De saber que está aqui um campeão.

Um campeão daquela dimensão.

Caiu nesse erro.

Chega a este ponto. Olha, amigo, estudasses.