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Touchdown! Unbelievable!
Começa agora o Vamos à Bola. Hoje a edição é com o jornalista Ricardo Lopes. Olá, Ricardo.
Olá, Miguel. Bom dia.
Hoje vamos falar de várias modalidades, mas começamos por uma modalidade sobre rodas. Hoje é dia de descanso na Volta a Portugal, mas ontem, Ricardo, foi dia de dobradinha para um ciclista da Emirates.
Julius Johansen foi o mais rápido no contrarrelógio que ligou Anadia a Águeda. Percorreu os 17 km em 21 minutos e 13 segundos. Johansen já tinha sido o mais rápido no prólogo desta edição da Volta. Soma assim a segunda vitória em solo português. O segundo melhor tempo foi registrado pelo português Tiago Antunes, o atleta da Efapel ficou apenas a 30 segundos do vencedor. Hoje, como referiste, Miguel, é o único dia de descanso desta Volta a Portugal número 87. Não há grande tempo para recuperar.
E por isso, como estão as cinco classificações desta volta?
Nas contas da camisola mais desejada, a camisola amarela, o francês Alexis Guerin mantém a liderança, mas atenção que fica apenas com um minuto e 12 segundos de diferença para o segundo classificado, que por sinal é companheiro de equipa, o Artem Nych. O pódio fecha na língua de Camões. Tiago Antunes está em terceiro lugar a um minuto e 51 segundos da camisola amarela. No que à montanha diz respeito, Miguel, o espanhol Óscar Rota lidera, leva 28 pontos, mais dois que Alexis Guerin e mais oito que Artem Nych. Já na camisola dos pontos, tradicionalmente destinada ao melhor sprinter, as contas são fáceis de fazer. O castelhano Daniel Cavia lidera confortavelmente, leva 55 pontos. No segundo posto aparece o atleta argentino Tomás Conte, com 42, e a fechar o pódio está outro português, Rui Oliveira, segue com 39 pontos. Há ainda, Miguel, a luta pelo melhor jovem. O espanhol Adrià Pericas é o mais forte neste momento, tem uma vantagem de quase três minutos sobre Rafael Barbas. No prêmio da melhor equipa está a formação com uma vantagem de quase sete minutos, a formação da Anicolor-Campicardi.
A Volta a Portugal que regressa já amanhã. A sexta etapa tem 133 km e liga Santa Maria da Feira a Peso da Régua. Ontem foi também dia para recordar um marco histórico do ciclismo nacional. Fez dois anos que Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram o ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Um grande feito. Foi o sexto título olímpico em Portugal, mas temos que pensar que é apenas o primeiro numa modalidade que não o atletismo. Os dois ciclistas aproveitaram ontem a data para reforçar o objetivo de marcar presença nos Estados Unidos daqui a dois anos, mais concretamente em Los Angeles, onde vai acontecer os Jogos Olímpicos em 2028. Rui Oliveira está neste momento a competir na Volta a Portugal. Já vestiu inclusive a camisola amarela nesta edição. O atleta português lembra que esse longo caminho para os Jogos Olímpicos começa já em outubro.
"Podemos prometer é isso, é trabalhar para a qualificação, começa já em outubro e a partir daí começa um longo caminho. Temos aqui o selecionador, que é o nosso principal responsável por nos meter na melhor forma possível, a quem temos que agradecer tudo isto também. E assim esperamos contar com o apoio de todos os portugueses, porque estamos aqui para elevar o nosso país".
Rui Oliveira a prometer aos portugueses que a dupla vai trabalhar arduamente para marcar presença nos próximos Jogos Olímpicos e quem sabe trazer mais medalhas para Portugal. Já Iúri Leitão, como disse, não está a competir na Volta a Portugal, mas fez questão de acompanhar ontem este contrarrelógio entre Anadia e Águeda. Em declarações aos jornalistas, segue a mesma tônica que o colega diz que, para já, o importante é a classificação e não meter a carroça à frente dos bois.
"Acima de tudo, primeiro conseguimos fazer uma boa qualificação para conseguirmos lá estar. Sem essa qualificação, não adianta estar a pensar em nada em relação aos Jogos. E acho que a partir daí, quando e se essa qualificação estiver garantida, aí já podemos pensar onde é que nos podemos qualificar e de que forma".
Iúri Leitão aqui a dizer que está focado na classificação para os próximos Jogos Olímpicos, que começa já em outubro.
Das bicicletas, Ricardo, passamos para a água. Falamos agora de natação. Hoje os atletas portugueses Diogo Ribeiro e Camila Rebelo vão marcar presença nas finais dos Europeus, depois de ontem terem conseguido o apuramento nas meias-finais.
As provas acontecem em Paris e não podia ter começado de melhor forma para os atletas portugueses. Ontem Diogo Ribeiro bateu um recorde nacional, nadou os 50 metros mariposa em apenas 22 segundos e 68. Bate o tempo de 22 segundos e 77 centésimos, o recorde que já era, Miguel, precisamente de Diogo Ribeiro, está a competir consigo mesmo. Hoje, pouco depois das 18h30, espera-se que o nadador português de 21 anos compita pelas medalhas. É uma ambição que digamos, é plausível e justa, uma vez que teve o quarto melhor tempo nas meias-finais de apuramento. Pouco depois foi a vez ontem de Camila Rebelo entrar na água e, adivinha, Miguel, também bateu um recorde nacional nos 200 metros de costas, onde defende, aliás, o título europeu. Camila Rebelo foi a segunda mais rápida, só superada pela britânica Katie Shanahan, com o tempo de dois minutos, oito segundos e 48 centésimos. A atleta portuguesa bateu o recorde nacional, que também já lhe pertencia. Falamos aqui, Miguel, de uma ótima geração de nadadores portugueses.
Sem dúvida. E a final dos 200 metros costas femininos com Camila Rebelo é a primeira prova da sessão de hoje. Tem hora marcada para as 17h30. Muitas modalidades, como prometemos no início, Ricardo, e também com muitos atletas portugueses a competir no Europeu de Atletismo, mais concretamente no lançamento do peso. Auriol Dongmo terminou na quinta posição. Jéssica Enxide foi a sexta classificada.
No final da prova, as atletas portuguesas demonstravam algum descontentamento com a prestação. Auriol Dongmo lançou o peso a 19,5 metros, meta que conseguiu alcançar apenas à sexta e última ronda de lançamento, depois de várias tentativas. Ficou apenas a 15 centímetros do bronze. Ainda assim, no final, a atleta portuguesa admite que a prova não correu bem.
Acabei para não correr bem. Acabei para não correr como eu estava a esperar, da forma que eu estava me sentindo no aquecimento. E pronto.
Palavras de desilusão de Auriol. A atleta do Sporting não conseguiu mais que a quinta posição, uma posição atrás ficou Jéssica Enxide, conseguiu 18,57 metros e à semelhança de Auriol, estava decepcionada com a prestação, mas orgulhosa por ter lutado até o fim.
Estou um bocado, não vou mentir, estou mesmo decepcionada com a prestação de hoje. Acho que me sentia um pouco cansada, mas eu lutei contra isso, lutei até o fim. Fui melhorando a cada lançamento, mas não fiz a marca que eu queria, obviamente.
Jéssica Enxide a admitir que não fez a marca que queria. Ontem ficou em sexto lugar no lançamento do peso nos Europeus de Atletismo. Também a atleta Eliana Bandeira terminou na 12ª posição com 17,20 metros.
Ricardo, falamos agora de futebol. Ontem, Santa Clara e Nacional fecharam a primeira jornada do Campeonato Português com empate 2 x 2, mas só com gols nos primeiros 45 minutos da partida.
Sim, parece que estamos a falar de dois jogos diferentes. Na primeira parte, quatro gols e na segunda apenas dois remates à baliza e ambos à baliza do Nacional. As equipes ainda estão numa fase muito prematura da época e assistimos ontem a um caso claro onde faltou pernas a alguns jogadores que estão a tentar chegar ao melhor ritmo. Os treinadores de ambas as equipes falaram disso mesmo na análise ao jogo. Neste duelo insular, Gonçalo Paciência regressou aos gols para colocar o Santa Clara a vencer logo aos 19 minutos e o ponta de lança tomou-lhe o gosto, Miguel, menos de três minutos depois, com assistência de Diogo Calila, Gonçalo Paciência largou a vantagem dos açorianos 2 x 0. Perto dos 20 minutos, o jogo parecia muito confortável pra equipe liderada por Petit, só que adormeceram na partida, talvez precisamente por essa vantagem confortável. O médio brasileiro Liziero reduziu pro Nacional de grande penalidade e quando as equipes estavam quase a ir para o intervalo, Miguel Baeza empatou o jogo. 2 x 2, resultado que, como disseste, se manteve até o final da partida. Na análise, Petit, que chegou ao Santa Clara em fevereiro deste ano, destaca a boa entrada da equipe e admite que o Nacional criou perigo onde já esperava, nas bolas paradas.
Em primeiro lugar, agradecer à SAD por este investimento que fez no relvado, relvado de qualidade, que a bola saiu sempre com fluidez. Como disse, entramos bem, conseguimos fazer dois gols, tivemos mais algumas oportunidades, poderíamos ter chegado ao 3 x 0, não conseguimos, e depois no lance de bola parada, onde sabemos que o Nacional é muito forte no jogo aéreo, em cantos, em lançamentos para a área, poderíamos criar esse perigo.
Palavras de Petit, também aqui com elogios para o estado do relvado do Estádio de São Miguel. Tem sido uma temática frequente a má qualidade dos relvados. A liga já emitiu um comunicado. Do outro lado, João Gião, que deixou o Sporting B para assumir a equipe do Nacional, lamenta que ao primeiro erro que a equipe cometeu, tenha sofrido gol.
No primeiro erro que cometemos, o Santa Clara faz 1 x 0. Acho que nada justificava gols pras duas equipes nesse momento. Abalou-nos um bocado esse momento e sofremos o 2 x 0 logo passado dois minutos numa bola parada. Agora, o que temos a realçar é que depois foi uma equipe com caráter, com alma, que foi atrás do resultado, na casa do adversário, um adversário super confortável, em vantagem 2 x 0 no resultado, e a equipe mostrou caráter, mostrou alma, foi atrás.
A análise de João Gião, treinador do Nacional. Santa Clara e Nacional não conseguiram mais que um ponto no arranque deste campeonato.
Ponto final nesta edição do "Vamos à Bola", hoje com o Ricardo Lopes. O Jornal do Esporto da Rádio Observador está de regresso amanhã de manhã.