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Agora é hora de sabermos as últimas sobre o mundo do futebol. Vamos à bola com Pedro Sousa, comentador do Canal 11 e também do Observador. Bom dia, Pedro.

Olá, bom dia.

É inevitável falarmos do Futebol Clube do Porto e do fato de ter sido eliminado da Champions e com menos 42 milhões nos cofres, não é, Pedro?

Sim, 42, 44 milhões, fora o impacto dos pontos. Foi uma primeira parte desastrada, onde a equipe evidenciou muitos erros defensivos, onde o Porto deixou tudo a perder. E agora é perceber o impacto desportivo, porque é grande, é a segunda derrota consecutiva do Futebol Clube do Porto, mas também perceber o impacto financeiro. Eu recordo que o Porto ainda há pouco esteve sob o fair play financeiro da UEFA e com as receitas extraordinárias, porque isto seria sempre uma receita extraordinária, como a receita extraordinária é a venda de um jogador, que impacto financeiro terá isso no Futebol Clube do Porto e se obrigará a ir ao mercado, não para comprar, mas para vender, para acertar as tais contas. É muito dinheiro que está em causa. Em condições normais, não estamos a falar apenas dos tais 42, 44 milhões de euros do acesso à fase de grupos, mas também dos pontos que o Porto poderia, deveria e iria fazer na fase de grupos e, portanto, estamos sempre a falar a mais de 60, 65 milhões de euros.

Pedro, e quem fica a ganhar, se assim se pode dizer, quem beneficia com a eliminação do Porto é o Benfica, que sobe ao pote dois da Liga dos Campeões.

Ironia. É uma completa ironia. O Benfica, que não jogou, tinha os 16 adversários mais cotados da Liga dos Campeões à sua frente. Com a eliminação do Futebol Clube do Porto, o Benfica passa do pote três para o pote dois, elimina sete dos 16 mais cotados da Liga dos Campeões Europeus, o que quer dizer, no plano teórico, que fica em melhores condições para abordar a fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas é no plano teórico, porque na teoria, há 24 horas toda gente dizia, ou quase toda gente, que o Futebol Clube do Porto ia eliminar o Krasnodar.

Pedro, e terminamos a falar da novela Neymar, que tem novos capítulos. Enquanto isso, o jogador prefere andar na praia.

Na praia, no Algarve.

Exatamente.

Estávamos aqui a falar de milhões e de milhões temos que falar. Um jogador que aufera só de vencimento mais de 30 milhões de euros limpos por ano, que se apercebe que esta novela está de novo a eternizar-se. Um jogador que é useiro e vezeiro, que é uma pena neste tipo de situações, com os dirigentes do Barcelona a irem a Paris para tentar a sua contratação nas últimas horas, não consumada, com os do Real Madrid atentos à sua posição, deve ser nesta altura, eu acredito, o homem mais requisitado do mundo. A questão é que ele está, como diria o brasileiro, nem aí, de férias no Algarve, aproveitando o sol e à espera que lhe digam: "É pra aqui." Vamos ver nas próximas horas.

Pedro Sousa, comentador do Canal 11 e também do Observador. Obrigada, Pedro. Bom feriado. Até sexta.

Até amanhã.

É meia-noite em ponto e a Rádio Observador entra em emissão especial. Por que chegou de trotinete?

Quando da outra vez fui tão criticado por chegar de Maserati.

Há poucos minutos, foi no terminal de Matosinhos, um caminhão que tentou sair.

Desde a meia-noite, não entra nenhum.

É uma notícia de última hora dada aqui pelo Observador.

A entrada em pé nesta requisição civil urgente.

Neste momento, fala o Primeiro-Ministro.

O governo não está refém de eleições.

São declarações no final de um encontro com o Presidente da República.

O governo não teve alternativa senão reconhecer a necessidade de recorrer à requisição civil.

Manhã, civismo, tudo calmo, serviços mínimos a cumprir, está tudo a ser entregue. As coisas, entretanto, mudaram.

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