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Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador, hoje com a edição do jornalista Martim Madeira. Bom dia, Martim.
Bom dia, Carlos.
É inevitável começarmos por aqui: hoje o Sporting de Braga tem a oportunidade de chegar pela segunda vez na história à final da Liga Europa.
Os minhotos levam uma vantagem na eliminatória depois de terem vencido o Friburgo por 2 x 1, com um gol ainda ao cair do pano. Na conferência de antevisão ao jogo, o treinador Carlos Vicent quer chegar à final e diz que para tal é preciso que a equipa seja Braga.
"Não tenho dúvidas de que a equipa vai fazer uma grande partida. Somos uma equipa coletiva onde todos trabalhamos para a mesma ideia e queremos ganhar o jogo que nos pode levar a essa final que todos desejamos. A minha mensagem é voltar a transmitir uma grande versão da equipa e de tentar no jogo, durante todos os momentos, sejam os bons ou os maus, de nos ajudarmos uns aos outros e de sermos o Braga."
Quem também esteve presente na conferência foi João Moutinho, um dos jogadores mais experientes do plantel. O campeão europeu fala na ausência do capitão Ricardo Horta para este encontro da segunda mão.
Acho que a importância do Ricardo é intocável, tanto dentro como fora do campo. Aquilo que transmite, ser muito positivo, acho que é algo bom e isso vai-se transmitir tanto dentro como fora do campo. É sempre bom ele estar conosco, é o nosso capitão. Tem tido uma influência muito grande no nosso jogo e agora está cá para nos ajudar, como disse, seja dentro, seja fora, como todos os outros jogadores.
Para quem está de fora das quatro linhas, a ansiedade é muita. Em entrevista ao Observador, o ex-jogador do Sporting Clube Braga, José Barroso, espera que os minhotos cheguem à final e deixa ainda alguns conselhos.
Está com alguma ansiedade à espera do jogo. Um jogo importantíssimo para os adeptos, para o clube. Chegar mais uma vez à final da Liga Europa, portanto, estamos na expectativa e confiantes que vamos lá chegar. Acredito que o Friburgo será pressionante nos primeiros minutos, a ter essa atenção. O Braga tem que fazer um jogo prático e muito eficaz.
O Sporting Clube Braga joga na Alemanha contra o Friburgo às 20h. Tem a possibilidade de voltar a jogar uma final pela segunda vez na história do clube, desde 2011. A outra meia-final joga-se à mesma hora entre o Nottingham Forest e o Aston Villa.
E ainda no futebol e nas competições europeias, ontem o Paris Saint-Germain carimbou a presença na final da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo.
Está na final. O Paris Saint-Germain empatou ontem em casa do Bayern de Munique e vai defrontar assim o Arsenal na final da competição. A equipa francesa começou a ganhar logo aos dois minutos de jogo, por intermédio do melhor jogador do mundo, Ousmane Dembélé, e o resultado manteve-se no 1 x 0 durante quase toda a partida. O Bayern acabou por empatar nos minutos finais com gol de Harry Kane, mas não foi suficiente para os bávaros. O PSG já tinha uma vantagem do jogo anterior, um jogo que, Carlos, foi de loucos e acabou mesmo por carimbar a presença na final. Já de olhos postos nesse momento, o jogador português do Paris Saint-Germain, João Neves, diz que a partida se vai decidir nos detalhes.
É sempre difícil, é um jogo, a final. O futebol às vezes é injusto, é justo. Podemos jogar melhor, podemos jogar pior e podemos ganhar ou perder. Vai ser nos detalhes e é para isso que nos vamos preparar, vamos concentrar. E é isso, eu acho que vai ser nos detalhes. Acho que não é 100% seguro, porque o futebol é assim, que ganha a melhor equipa, mas ganha aquela que quer mais, aquela que nos detalhes concretiza mais e que ganha mais.
João Neves, em declarações à Sport TV. A final da Liga dos Campeões vai ter lugar na Puskás Arena, em Budapeste, no dia 30. Às 17h vai-se defrontar Arsenal e Paris Saint-Germain.
E Martim, este jogo, além de contar com vários jogadores portugueses em campo, contou também com a presença de outros dois elementos nacionais, neste caso, os árbitros João Pinheiro e Tiago Martins.
Que, Carlos, não tiveram uma vida nada fácil. Foram alvo de duras críticas por parte dos jogadores, do treinador e também dos dirigentes do Bayern de Munique, que os acusaram de uma arbitragem fraca. Também nas redes sociais, os adeptos bombardearam o árbitro português, João Pinheiro, com insultos, por aquilo que consideraram ter sido uma má exibição. Ora, perguntas-te por que isto tudo, não é? Resume-se a dois lances. O primeiro lance que podia ter dado a expulsão de Nuno Mendes. O internacional português terá tocado com o braço na bola numa saída perigosa do Bayern de Munique e já tendo o amarelo, os bávaros pediram a João Pinheiro a expulsão do português do Paris Saint-Germain, mas o árbitro acabou por poupar o amarelo a Nuno Mendes por considerar que houve uma mão na bola de Konrad Laimer momentos antes. O outro lance foi a mão na bola de João Neves dentro da área do Paris Saint-Germain, depois de um alívio de Vitinha, onde toda a equipa do Bayern de Munique pedia um penalti que João Pinheiro e também o VAR Tiago Martins consideraram não dar. Ora, o Observador conversou com o audioárbitro Pedro Henriques, que nos esclarece melhor esses dois lances. Vamos começar então pelo lance do João Neves.
É sempre difícil, é um jogo, a final. O futebol às vezes é injusto, é justo.
Não era este o som que queríamos passar. Agora sim, Pedro Henriques sobre o lance de João Neves.
Há um remate, um alívio de bola, vamos dizer assim, do jogador do Paris Saint-Germain e a bola vai embater no braço do João Neves, que tem claramente o braço, utilizando expressões fora do plano do corpo, levantado, volumetria, etc.
Se aquilo fosse um remate, um pontapé dado por um jogador adversário, esta mão era punida, porque a bola vinha claramente do adversário. Esta é uma situação de exceção da lei. Sempre que a bola é rematada por um colega, neste caso, por um jogador da própria equipa e que depois vai bater no braço do jogador que é o seu colega, que está a tentar, obviamente, não se coloca as questões da voluntariedade nem de fora do plano do corpo.
Lance do pênalti esclarecido, ouvimos agora o entendimento da possível expulsão de Nuno Mendes.
O Nuno Mendes intercepta a bola com o braço. Nem todas as mãos ou braços são para cartão amarelo, mas neste caso concreto, em que o jogador movimenta o braço deliberadamente com o objetivo de cortar aquela bola, etc. Este contexto era para amarelo e seria o segundo. O que é que o árbitro assinala? Eu agora não sei o nome do jogador alemão. O jogador que faz o remate, que leva a bola ao braço do Nuno Mendes, supostamente terá dominado e controlado a bola também com o braço antes desse tal remate que leva a bola ao braço do Nuno Mendes. E a questão aqui que se coloca é que não há nenhuma repetição, a repetição que deram é da parte final do lance e ficam dúvidas se o jogador alemão domina a bola com a mão, efetivamente, se toca a bola com o braço ou se a bola é apenas interceptada pelo peito. Ficam dúvidas.
Análise de Pedro Henriques aos lances polêmicos do Paris Saint-Germain x Bayern de Munique.
Vamos agora às modalidades, Martim. Trinta e três anos depois, o Sporting é bicampeão de voleibol.
E, Carlos, fez-se festa no Pavilhão João Rocha. Esta festa que se ouviu no Pavilhão João Rocha, como deves calcular, foi uma festa rija, 33 anos depois, é normal este tipo de festa também, por ter sido bicampeão de voleibol. Foi ao ganhar o jogo três no Pavilhão João Rocha por 3 x 0, que os homens de João Coelho concluíram uma época praticamente imaculada a nível nacional para erguer o troféu pela oitava vez na história. O treinador do Sporting, João Coelho, realça também a consistência da equipa durante toda a época.
Consistência ao longo da época que nos permitiu ficar em primeiro, na última jornada, mesmo só tendo uma rota por 3 x 2 logo no primeiro jogo, e uma consistência com nível de prestação desportivo muito alto. Como se viu nesta final, acho que nos apresentamos em crescendo, de forma segura, serena, um coletivo sem grandes euforias, ciente de que tudo pode acontecer e a vencer de forma inequívoca.
É apenas a segunda vez que os Leões se tornam bicampeões na modalidade, desde 93, que não concretizavam tal feito.
Já no andebol, o desfecho foi diferente. O Sporting perdeu com o Aalborg, na Dinamarca, nos quartos de final da Liga dos Campeões de Andebol.
O Leão cai de pé numa campanha histórica na competição. Depois do empate a 31 gols no João Rocha, os Leões perderam 37 x 36, por uma diferença de um gol. Não conseguem o sonho de chegar à final four da competição.
E no hóquei, o Benfica está nas semifinais da Liga dos Campeões.
Os encarnados avançam para a próxima fase da competição, depois de vencerem os espanhóis do Reus nos pênaltis. As Águias ficam agora à espera do vencedor do duelo entre o Sporting e o Barcelona, que vai ser jogado hoje às 19h.
Apito final na edição de hoje do Vamos à Bola.