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Whisky Suave na Estrada. Eu sou o Luís Soares. Vamos agora servir mais uma sopa com a ajuda dos repórteres do Observador que acompanham as caravanas dos candidatos presidenciais. Hoje uma sopa negra, porque mais uma vez a campanha de Cotrim Figueiredo é ensombrada pela denúncia de assédio sexual. Hoje, a ex-assessora da Iniciativa Liberal enviou um comunicado à Agência Lusa em que diz que a denúncia foi reportada em sede interna em 2023, algo que já foi negado pelo partido. Olá, Miguel Gato, acompanhas a caravana de João Cotrim de Figueiredo. Miguel, este tema parece não querer largar a campanha do Liberal, o que até irritou há pouco o candidato presidencial com duras críticas à comunicação social.

Sim, é verdade. João Cotrim de Figueiredo prestou declarações bastante duras contra a comunicação social, apontou o dedo aos jornais, às rádios, às televisões que estão a cobrir esta campanha, dizendo: "Vocês não têm noção do que fizeram à minha vida", por estarmos a cobrir todo este caso de assédio sexual, a acusação de assédio sexual feita por uma antiga assessora da Iniciativa Liberal, isto quando trabalhava no partido em 2023, depois acabou por sair da Iniciativa Liberal. João Cotrim de Figueiredo tem achado que esta cobertura que a comunicação social está a fazer é injusta. Disse que já estamos a cobrir isto há quatro dias, há quatro dias que estamos a falar sobre este assunto e na ótica do candidato é demais. Naturalmente, estamos a fazer o nosso trabalho, porque ainda hoje saiu esse comunicado de que falaste e, portanto, naturalmente, quando surgem coisas novas, os jornalistas têm de cobrir esses desenvolvimentos sobre o caso. Mas tem sido uma campanha que parece que tem duas partes. O antes deste caso e também das declarações sobre André Ventura e um eventual apoio na segunda volta, era uma campanha que estava a crescer, que estava rodeada de otimismo até segunda-feira e depois a partir de segunda-feira, quando surgiram estes dois casos, este obviamente o mais impactante e que ainda está a ter desenvolvimentos, a coisa acabou por ficar um pouco mais negra. E, portanto, João Cotrim de Figueiredo agora tem esta declaração aqui numa visita a uma fábrica de têxteis em Santo Tirso. A seguir, seguimos para o Porto, onde o candidato vai ter um jantar comício com a presença da presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão.

De certa forma, Miguel, estas declarações acabam por mostrar que há receios dentro da comitiva de que este caso possa provocar mossa na votação de Cotrim e também naquilo que ele dizia também nessas declarações há pouco, de que a comunicação social acaba por não dar voz e não dar as imagens e não dar outras iniciativas do candidato a não ser falar deste caso. Há esse receio do impacto que isto possa provocar.

Sim, mas também dar a nota de que foi João Cotrim de Figueiredo que decidiu começar a declaração precisamente com este tema e por isso é que a maior parte dos minutos que João Cotrim de Figueiredo passou a falar aos jornalistas nos últimos minutos, foi sobre esse tema, porque o próprio entendeu que assim devia ser. Mas sim, sem dúvida que isto está a afetar todo o ambiente dentro da campanha. Não se pode dizer que seja de entusiasmo nesta altura. Hoje posso dizer, por exemplo, que Cotrim de Figueiredo foi apoiado nas duas ações de campanha que teve, de manhã e agora, por poucas dezenas de apoiantes que o acompanham nesse autocarro que segue país afora, o autocarro da candidatura presidencial de Cotrim de Figueiredo. E, portanto, não se pode dizer que esteja a viver o melhor momento. Esse viveu na semana passada. Agora a preocupação é sobretudo o cuidado com a gestão mediática do candidato e também a proteção da imagem do candidato Cotrim de Figueiredo.

E nesse sentido, Miguel, há alguma estratégia na caravana, na campanha, para tentar dar a volta, tendo em conta também que estamos na véspera do último dia de campanha, precisamente.

Sim, e ao longo desta semana tem havido várias mudanças naquilo que são as ações de campanha que Cotrim de Figueiredo decide fazer. Por exemplo, tem optado por visitar lares de idosos em vez de fazer arruadas ou visitas a mercados, feiras. Também dizer que muito provavelmente é também por causa das condições climatéricas que não são as melhores. Têm sido dias chuvosos aqui no norte do país, mas também não deixa de ser um facto relevante que na primeira semana as ações de campanha com as pessoas na rua correram bastante bem. Até segunda-feira de manhã, no Fundão, João Cotrim de Figueiredo foi muito bem recebido pela população. E agora há essa proteção, com medo de alguma reação menos boa por parte destes dois casos que surgiram e, portanto, daí um contacto mais controlado com a população. Vamos ver se no jantar comício hoje vai haver ou não um sinal político de Mariana Leitão sobre este caso. A presidente da Iniciativa Liberal junta-se à campanha eleitoral de Cotrim esta noite no jantar comício. Vamos ver se reage a toda esta polêmica, porque não há reação pública de Mariana Leitão sobre estes casos. Tem estado em silêncio, não se escreveu-

E de resto, há essa ideia também de que, Miguel, Cotrim de Figueiredo sublinha também que não foi informado e nunca soube nada de que este caso tivesse chegado ao próprio partido. E daí a importância também da presença de Mariana Leitão no dia de hoje

Claro, inclusive disse que não quer acreditar que Mariana Leitão não soubesse e que não lhe dissesse nada porque a tem em boa conta. Vamos ver como é que vai ser toda esta vivência que se vai viver agora à noite entre Mariana Leitão e João Cotrim de Figueiredo, as palavras que vão ser ditas no eventual discurso de Mariana Leitão no jantar, se fala ou não à parte aos jornalistas. Mas dizer que Mariana Leitão não subscreveu essa carta das 30 mulheres que saíram em defesa de João Cotrim de Figueiredo aquando da acusação de assédio sexual. Cotrim de Figueiredo garantiu apenas que falou com Mariana Leitão ao telefone e esse é o único dado que temos do contacto entre os dois nos últimos dias.

Miguel Gato, obrigado a ele que vai continuar a acompanhar a caravana de João Cotrim de Figueiredo. Vamos ao encontro agora do Miguel Viterbo Dias. Olá, Miguel, estás a acompanhar a campanha de Marques Mendes. Esta sopa negra a envolver Cotrim está a ter algum tipo de efeito na caravana de Marques Mendes?

Está, mas antes deixa-me só fazer um ponto prévio, Luís, porque a realidade é dinâmica e entretanto fomos informados pela campanha de Luís Marques Mendes que o candidato teria umas compras de última hora para fazer e a esta hora estamos num centro comercial, aqui bem no centro da cidade do Porto, para acompanhar essas compras de última hora que Luís Marques Mendes tem que fazer. Voltando à tua pergunta, o erro de João Cotrim de Figueiredo, ainda antes do caso do alegado assédio sexual, o erro sobre o Chega motivou a caravana de Luís Marques Mendes e foi aproveitado logo desde a primeira hora, no início da semana. A partir daí, Luís Marques Mendes tem centralizado praticamente todos os ataques no candidato liberal, procurando recuperar esses votos que possam ter fugido para João Cotrim de Figueiredo. Nunca quis comentar o caso relacionado com a queixa de assédio, mas falou sobre a questão do eventual apoio a André Ventura na segunda volta para ir insistindo na questão da imaturidade e da impreparação política e, sobretudo, também na falta de condições para poder aguentar os momentos de maior pressão na presidência. Isso tem sido muito aproveitado desde a primeira hora e depois a sondagem divulgada ontem pela Intercampus veio dar alguma esperança, um balão de oxigénio, como que indicando que há um caminho para fazer nessa tentativa de roubar votos a João Cotrim de Figueiredo. Isso aliado também a outra questão, que é o facto de nos estudos de opinião, e aí mesmo naqueles que são mais desfavoráveis a Marques Mendes, há o dado de que 50% das pessoas que tencionam votar em João Cotrim de Figueiredo ainda podem mudar o sentido de voto. E há aí uma expectativa também de Marques Mendes de conseguir convencer até domingo essas pessoas a depositar o voto no candidato apoiado pela AD.

E de resto, como explicavas, Marques Mendes não quer falar sobre este caso do assédio que envolve Cotrim de Figueiredo, mas vai aproveitando aqui e ali aquilo que são os deslizes do Cotrim para o atacar, como foi o caso também da carta enviada a Montenegro. Cotrim continua a ser o adversário preferencial de Marques Mendes?

Sim, porque se entende que é sobretudo aí que se pode ir roubar ou recuperar uma fatia de votos essenciais para garantir a presença na segunda volta. No que toca, por exemplo, ao almirante Gouveia e Melo, há sempre ataques mais ou menos velados nos discursos, nas intervenções, mas não é o alvo preferencial, até porque as sondagens indicam que não é por aí que se possa ir buscar muitos dos votos para passar à segunda volta. É assim a Cotrim de Figueiredo, que teve esse mérito de dividir a base eleitoral da AD e tem sido o foco principal, não só de Marques Mendes, mas também dos convidados que têm aparecido, ainda ontem, com Luís Montenegro a falar em masoquismo político, caso o centro-direita não consiga concentrar os votos, mas também outros, por exemplo, Sebastião Bugalho, tem sido particularmente assertivo nos ataques que tem dirigido a Cotrim de Figueiredo.

Miguel Viterbo Dias, obrigado. Vais continuar a acompanhar a campanha de Luís Marques Mendes. Vamos agora até à campanha de André Ventura, que está a ser acompanhada pelo Miguel Cordeiro. E Miguel, André Ventura não se mete nesta sopa negra de Cotrim, mas vai dramatizando o apelo ao voto.

Vai dramatizando esse apelo ao voto e vai pedindo aos eleitores para não desmobilizarem. O discurso de André Ventura no comício desta hora de almoço, que só agora está a chegar ao fim, acabou de terminar. Foi o discurso mais longo de toda esta campanha, 25 minutos. E eu nesta altura saio do local onde está a decorrer este almoço, porque vai agora tocar o hino nacional. Acaba de terminar o discurso de André Ventura, um discurso em que deixou essa nota de que não se pode desmobilizar nesta altura. Pediu isso aos eleitores, André Ventura, para não desmobilizarem no dia 18 e não confiarem nas sondagens. Um discurso que fica marcado claramente por uma imagem. André Ventura recebeu uma prenda de ex-combatentes que estão neste comício. Recebeu um casaco, uma farda militar e vestiu esse casaco, fez o discurso fardado do tronco para cima, com casaco militar camuflado. Foi dessa forma que fez este discurso. Dedicou-o em parte aos militares, exatamente no arranque. Disse que quer ser o presidente dos ex-combatentes e que vai respeitar os ex-combatentes, quer melhorar as condições e os apoios que recebem e diz que vai lutar por isso enquanto presidente. Disse também que não quer fazer uma campanha suja, uma campanha de ataques, para dizer que já toda a gente sabe o que ele acha dos restantes candidatos e que portanto quer focar a campanha nas pessoas. E o grande destaque passa mesmo por essa intenção ou esse apelo que faz aos apoiantes: não desmobilizem no dia 18. Essa é a grande mensagem de André Ventura. Nesta altura, confiante, muito confiante, em dia de aniversário. Também essa confiança reforçada dada pelas sondagens é certamente a melhor prenda que recebeu durante os últimos dias.

Além dessa prenda, desse casaco que também recebeu e que usou nesse discurso, não é, Miguel?

Sim, esse casaco. De fato, os jornalistas viram que André Ventura tinha recebido uma prenda. Na altura, não se percebeu logo no imediato. André Ventura depois foi cortar o bolo, estava de fato e gravata, uma situação completamente normal, a cortar o bolo, mas depois, quando chegou o momento do discurso, a comitiva de André Ventura pediu aos jornalistas para se afastarem. No caso das rádios, o nosso local para podermos captar a saída de som está mesmo na parte recuada desta sala e à distância percebemos que estava algo diferente. E só quando nos conseguimos aproximar é que percebemos que, de fato, André Ventura estava com esse casaco militar e acabou por fazer todo o discurso vestido com essa farda. Dia em que, depois de começar com essas referências aos ex-combatentes, deixou também várias situações. Disse que quer ser um presidente que quer recuperar os imigrantes, os portugueses que foram obrigados a sair. Diz que com ele os portugueses não vão ser obrigados a sair, sem explicar muito bem como, mas vai deixando essa intenção. Disse também que neste momento, nessas eleições, há um problema com os boletins de voto para os imigrantes e a frase é: "Nós sabemos porque é que acontecem problemas nas presidenciais, porque nas legislativas apenas são eleitos quatro deputados e, portanto, independentemente do número de pessoas que votam, são sempre eleitos esses quatro deputados. Nas presidenciais, todos os votos contam". E André Ventura diz que é por isso que se estão a registar alguns problemas no voto imigrante ou no envio de boletins de voto. E para isso utiliza exemplos dados por alguns imigrantes. Diz André Ventura que o Chega sabe de algumas comitivas no estrangeiro, Suíça, Luxemburgo, deu alguns exemplos, grupos organizados de eleitores que estão a fazer a viagem para Portugal no dia 18 para votar. Isto foi dito por André Ventura neste discurso. No fim, e foi a mensagem final deste discurso, disse André Ventura: "Independentemente do resultado que se tiver no dia 18, no próximo domingo, não vou desistir". Esta foi a frase. Disse que isto é um compromisso de vida, não esta candidatura, mas esta intenção de mudar o país, é o que tem dito André Ventura. Essa intenção não vai acabar neste domingo. À entrada para este comício, que acontece numa quinta de casamentos, está também uma tenda que diz "Portugueses primeiro" e "Portugal precisa de um avião". O almoço foi servido, ou começou a ser servido, por volta da 13h30. O discurso de André Ventura só começou às 16h15. Antes, uma refeição, podemos dizer uma celebração habitual numa quinta de casamentos, com refeição a ser servida, sobremesas também, brindes, hora dos cafés. E no final, só no final de tudo é que discursou André Ventura. O discurso mais longo desta campanha durou 25 minutos e passou por isto que aqui falámos.

Um longo almoço de André Ventura. Miguel Cordeiro, obrigado também. Vais continuar a acompanhar essa caravana. Já o João Gama acompanha António José Seguro. Olá, João. O candidato continua a não se pronunciar sobre esse caso do assédio de Coutinho. Na verdade, hoje até escolheu outro adversário para as críticas, nomeadamente na resposta a Marques Mendes e a Luís Montenegro.

Exatamente, Luís. António José Seguro tem sido muito conciso sobre o tema a envolver João Coutinho Figueiredo. Diz que só comenta factos e não comenta polémicas ou acusações. Arruma sempre em três segundos uma resposta a essas perguntas dos jornalistas, apesar de ser um dos temas que está a marcar a campanha. Hoje, as declarações ainda de manhã, estávamos nós em Montemor o Novo, agora já estamos em Póvoa de Lanhoso, a caminho de Famalicão, respondeu a Luís Montenegro, que entrou ontem em campanha a colar António José Seguro uma ideia de extremismo, algo que vai completamente contra a mensagem que Seguro tem tentado transmitir durante esta reta final. Principalmente esta reta final de campanha, António José Seguro tem olhado a corrida a Belém como uma corrida a dois, entre um moderado e um extremista, e quer, por isso, agregar sempre todos os votos de todos os moderados sem se comprometer com apenas um lado da balança política, por assim dizer. Não quer apenas votos à esquerda, nem votos ao centro e à direita, quer os votos de todos os moderados, quase numa ideia de defesa de regime, a propósito de uma possível segunda volta, uma ideia que tem sido alimentada por grande parte das sondagens que têm saído nos últimos dias. António José Seguro, por isso, na resposta a Luís Montenegro, e apesar de fazer esta ressalva de dizer que não lhe serve essa carapuça de não ser um moderado, de ser um extremista, mas a dizer que é ele quem tem que manter as relações institucionais com o Presidente da República, um reparo a Luís Montenegro por ter entrado nesta campanha com críticas dirigidas a quem pode vir a ser eleito no próximo dia 18 de janeiro, mais provavelmente na segunda volta destas eleições presidenciais. Mas é sempre uma resposta muito contundente. António José Seguro veste sempre um fato presidenciável, lembrando que tem que ter algum recato institucional sempre que está a falar do primeiro-ministro e de Luís Montenegro. Quanto às outras candidaturas, diz sempre que não luta na lama e que deixa essa troca de acusações para outros, algo que tem estado a correr bem ao candidato, uma vez que António José Seguro tem tentado passar essa imagem de elevação e passando por entre os pingos da chuva das várias polémicas do dia que têm marcado esta segunda semana de campanha.

Ainda assim, João, António José Seguro tem aqui algum combate direto com André Ventura, que é o principal oponente no topo das sondagens, de certa forma, com essa ideia de que explicavas para tentar agregar esse eleitorado mais moderado, é isso?

Há poucas noites, António José Seguro elevou um pouco a fasquia. Disse que não quer só ser o candidato dos moderados, desta federação de centro-esquerda, centro-direita e centro na segunda volta, mas quer mesmo vencer André Ventura, vencer os extremismos logo na primeira volta, ser o candidato mais votado na primeira volta para tentar combater uma imagem de André Ventura ser o candidato mais votado neste dia 18 de janeiro. Dramatizou, por isso, um pouco o apelo ao voto e embalado, primeiro pela tracking poll da CNN e depois também pela sondagem para a RTP, da Católica para a RTP e para o jornal "Público". Embalado um pouco nesses estudos de opinião, tem pessoalizado o combate com André Ventura, numa lógica de corrida a dois, desvalorizando um pouco as outras candidaturas, quer a de Cotrim Figueiredo, Luís Marques Mendes ou Gouveia e Melo. António José Seguro, neste momento, tem um alvo em mente e esse alvo é André Ventura. E por isso tem, de alguma forma, tentado apropriar-se de alguns dos temas ou marcar agenda em alguns dos temas que associamos mais ao líder do Chega. Ontem visitou uma esquadra, estávamos nós em Vila Franca de Xira, para passar essa imagem de que consegue ser também o candidato presidencial preocupado com problemas de segurança, problemas de perceção de segurança. E hoje, por exemplo, visitou uma escola. Ontem falou sobre redes sociais. Nota-se também no discurso do socialista que há aqui preocupação em conseguir alguns temas e também algum eleitorado que lhe tem fugido. Tem falado muito sobre os jovens, tem sido também questionado sobre isso pelos jornalistas. Hoje esteve numa escola a tirar fotografias. Ontem falou sobre a necessidade de viralizar nas redes sociais um apelo ao voto a António José Seguro. Portanto, estas duas bandeiras que têm sido mais reclamadas pelo Chega, a juventude do eleitorado mais jovem e a segurança, também muito presentes nesta altura da campanha de António José Seguro, porque está de olhos postos nessa luta a dois já no dia 18 de janeiro, mas depois também para a segunda volta. Uma segunda volta, claro que António José Seguro espera marcar presença nessa confederação de democratas progressistas e humanistas, como ele sempre diz, nunca se comprometendo apenas com um lado ideológico. Aliás, ontem a Susana Peralta dizia que esperava que António José Seguro viesse provar ser um presidente de esquerda. António José Seguro não tem posto todos os ovos no mesmo cesto, quer captar um pouco eleitorado, quer à esquerda, quer ao centro e quer à direita.

João Gama, que vai continuar a acompanhar a campanha de António José Seguro. Está servida a sopa negra nesta Vicissitudes na Estrada, mas há mais sopas depois das 19h, na edição semanal e habitual do programa.