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Seja bem-vindo ao podcast "Vozes Circulares". É uma iniciativa da Associação Smart Waste Portugal, onde ao longo de 12 programas vamos saber tudo sobre economia circular, combate ao desperdício, sustentabilidade e o impacto de todos estes conceitos na sociedade e na economia. Neste primeiro episódio, vamos precisamente explicar o que é isto da economia circular e para isso tenho comigo Emídio Sousa, secretário de Estado do Ambiente, também Aires Pereira, presidente da direção da Associação Smart Waste Portugal. Muito obrigado a ambos pela disponibilidade e pela presença aqui na Rádio Observador. A economia circular é uma estrutura de soluções sistêmicas baseadas na redução, na reutilização, na recuperação, na reciclagem de materiais, de energia, substituindo assim esse conceito também de fim de vida mais tradicional na economia linear. E baseia-se em três princípios: eliminar resíduos e poluição, circular produtos e materiais e regenerar a natureza. Mas ninguém melhor para nos falar sobre este tema do que os nossos convidados. Aires Pereira, começaria por si. Afinal, qual é a importância da economia circular e por que este conceito está cada vez mais presente na agenda das organizações?
Obrigado pela oportunidade de dar-lhes aquilo que é pra mim o conceito básico da economia circular. É um conceito que tem quase 250 anos, que é uma chamada Lei Lavoisier. A Lei Lavoisier dizia uma coisa muito simples: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Isto é a base daquilo que é o pensamento da economia circular. O que nós pretendemos com a economia circular? O que a humanidade tem que avançar neste conceito de economia circular? Em primeiro lugar, mudar aquilo que é pra nós um paradigma errado, mas que foi o paradigma que presidiu à Revolução Industrial e a toda a nossa vida, que é um conceito de economia linear. Nós retiramos matérias-primas, transformamo-las, usamos e deitamos fora. E todos percebemos que os recursos naturais são finitos, que haverá muito mundo e muita gente para além daquilo que é hoje a nossa vida, e portanto, nós temos que fazer com que esses materiais que utilizamos possam ser, em primeiro lugar, reutilizados, ou seja, que nós lhes possamos dar um outro fim, uma outra utilidade, e que esses materiais também sejam utilizados durante muito mais tempo. Hoje, é uma dificuldade que você tem quando um simples eletrodoméstico lhe avaria, não pensa sequer em repará-lo. Deitou fora e compra outro. Por quê? Porque as matérias-primas continuam a preços muito acessíveis, tirando aquelas matérias-primas mais raras, que estão mais longe, que estão em países com mais dificuldades, e portanto, digamos que este é o conceito que hoje preside. Transformar essa economia em que deixa de haver lixo e passa a haver matérias-primas secundárias que podem ser utilizadas para outro fim, é esse o grande objetivo da economia circular, e é também uma forma de combatermos aquilo que se chama de alterações climáticas, a redução da extração de materiais que têm um grande efeito sobre a atmosfera e sobre aquilo que impacta hoje, com resultados dramáticos e até quase que dantescos, daquilo que já não adianta negar, já não adianta dizer que não existe, porque efetivamente existe, bate-nos à porta todos os dias e muitas vezes apanha-nos até distraídos, que são as alterações climáticas e que isso impacta na nossa presença neste mundo. E portanto, digamos que redução de resíduos, a melhoria da sua utilização e o prolongamento da sua vida, terem atenções a coisas como ecodesign, que é preparar logo aquilo que são os materiais para um fim de vida que possa ser mais fácil a sua reutilização. E digamos que a economia circular hoje está presente em tudo na nossa vida e é uma área que a Smart Waste Portugal tem vindo a desenvolver. Isto irá implicar também, e agradecendo aqui a presença do senhor secretário de Estado, com muitas alterações legislativas que possam também facilitar a vida das empresas.
E já vamos falar disso. Antes disso, a Smart Waste Portugal tem uma nova estratégia para 2030, precisamente para potenciar a economia circular nas várias cadeias de valor, através da educação, da inovação, da colaboração e criação de novos negócios. Fale-nos um bocadinho sobre esta estratégia para 2030.
Nós sentimos uma necessidade que fomos registando ao longo da nossa ainda curta existência, que era necessário acelerar o processo e era necessário fazer chegar à cadeia de valor uma colaboração mais efetiva. E portanto, fizemos um redesenho daquilo que são os nossos objetivos, daquilo que nós podemos, de alguma forma, melhorar. Então chegamos a três pilares fundamentais para os próximos anos, que são fundamentalmente o influenciar. O influenciar é influenciar as empresas, influenciar os stakeholders a mudarem a sua atitude para poder transformar a forma como estão e como vão construindo os seus materiais, vão construindo aquilo que é a sua atividade, e inspirar essas empresas também a mudarem todo o seu processo de fabrico, todo o seu processo de utilização. E isso é, pra nós, um grande objetivo sob o ponto de vista da economia circular e para um futuro mais regenerativo, ou seja, para um futuro onde os materiais têm uma oportunidade de vida pra além da vida por qual foram.
Uma segunda ou terceira.
Ou uma terceira. Esse é o conceito da economia circular, ou seja, que os materiais entram na economia e nunca mais de lá saem, porque é possível sempre que os meus resíduos, digamos que aquilo que pra mim é algo que já não me interessa ao processo construtivo, ser matéria-prima para um outro parceiro, para um outro stakeholder, saibamos nós identificar este match cada vez mais importante entre aquilo que nós chamamos as sinergias industriais. Ou seja, em que nós possamos todos funcionar em cadeia para não haver desperdício. O desperdício também tem impacto no consumo de energia, como sabem. A reutilização de materiais também tem muito mais baixo consumo de energia do que a utilização de materiais novos, ou seja, tudo fecha num círculo perfeito da economia circular, se formos capazes de alterar a forma como hoje fazemos a utilização das nossas matérias-primas.
Senhor secretário de Estado, o governo português pode ajudar nesta tarefa de promover uma economia mais circular, cada vez mais circular?
Sem dúvida que pode e deve, e acho que o Governo está precisamente a fazer isso. Isto são conceitos europeus que nós adotámos, naturalmente, e como disse o Aires Pereira, é toda uma dança de paradigma na nossa economia. Como disse o Aires Pereira, e eu acho que é importante as pessoas perceberem isso. Atualmente, nós temos um modelo económico linear. Extraímos o recurso da natureza, transformamo-lo em produtos, usamo-lo e deitamo-lo fora, lixo. O conceito de economia circular é algo diferente. Visa precisamente prolongar o ciclo de vida dos produtos, desde a utilização várias vezes, até no fim do seu ciclo de vida, retirar as matérias-primas que o compõem e transformar em matérias-primas secundárias. É todo um novo modelo, todo um novo conceito e que diria até que pode significar uma excelente oportunidade para o nosso tecido industrial, e nós já temos alguns projetos muito interessantes em curso para promover este novo modelo económico. O governo pode fazer imenso e está a fazê-lo desde a produção das energias renováveis, porque muitos desses produtos também utilizam muita energia, muita água, e é necessário ter essa produção de energia, até ao financiamento de projetos muito interessantes neste domínio. Dou o exemplo, o setor do calçado, neste momento, tem em curso um projeto para a reutilização dos materiais, que foi financiado em 80 milhões de euros, e eu já assisti a alguns dos desenvolvimentos, porque há uma parceria com a academia, com a universidade, para percebermos como é possível recuperar estes materiais. Há todo um novo modelo industrial que é possível fomentar. E o governo, nesta matéria, tem fixado metas, tem promovido, junto dos diferentes stakeholders, formas de financiamento, seja no setor dos resíduos, em que os biorresíduos, a produção de energias renováveis, o biocombustível. Quando nós promovemos, por exemplo, a recolha dos biorresíduos e financiamos ou apoiamos as câmaras no financiamento desse setor, é para extrairmos do resíduo o gás e o outro material, que depois vai ser um fertilizante para a agricultura. Portanto, há todo aqui um trabalho de apoio, quer na produção de energia, quer no tratamento de resíduos, quer no fomento de novas indústrias, como falei do calçado. Nós estamos agora a trabalhar com o setor têxtil, no sentido de também conseguirmos que o setor têxtil passe a constituir-se como entidade para a gestão do fluxo do resíduo do têxtil. A nossa roupa pode ter mais do que uma utilização, aquilo que para mim hoje já não é moda, já não serve.
E é ainda baixa a taxa de reciclagem dos produtos têxteis.
Muito baixa. Estamos a lançar um concurso público para uma fortíssima campanha de comunicação no montante de nove milhões de euros para promover os comportamentos. Nós, em Portugal, ainda temos um comportamento cívico que fica bastante aquém do desejável. Financiámos imenso a educação ambiental, no sentido de incutir nos jovens uma nova perspectiva do funcionamento do tratamento de resíduos nas nossas casas. Mas a verdade, eu digo muitas vezes isto na brincadeira, mas é sério mesmo, é que mais do que a criança que aprende muito cedo a fazer a reciclagem na escola, e isto é educação cívica, nós andamos aqui tão preocupados com educação cívica nas escolas, e isto devia ser alguma matéria obrigatória, mas muitas vezes somos adultos ou até os mais velhos que não fazem este trabalho. Nós vamos fazer uma campanha no montante de nove milhões de euros de comunicação para incentivar a separação dos resíduos e a sua posterior reutilização. Uma segunda fase, mais 11 milhões de euros, temos um total de 20 milhões de euros para tentarmos chegar à casa de cada um. Vamos lançar esse concurso público, deve estar mesmo prestes a lançar-se, para no próximo ano fazermos esta campanha com muita intensidade, porque, de facto, ao nível do governo, para além de diplomas legais que temos, e bons, depois é necessário chegar à prática, ao comportamento, à ação.
E à consciencialização.
Ainda estamos muito aquém do que será necessário e, por isso, na parte de energia, temos um trabalho muito forte. Na parte dos resíduos, ainda temos muito mais a fazer e há todo um financiamento destas boas práticas dos diferentes setores para promovermos exatamente esta circularidade.
A nível europeu, existe aquele quadro regulatório para esta área, o European Green Deal. Que pacto é este e que outros planos existem também para este setor?
No fundo, é a tradução daquilo que o Aires Pereira há bocadinho disse, a circularidade dos produtos.
Os objetivos são parecidos.
É isso. Aliás, nós transcrevemos para a nossa legislação estes conceitos, nós somos europeus. E eu até diria que, e deixe-me acrescentar isso, que acho que é importante referi-lo. A Europa hoje debate-se, a nível global, com uma perda de competitividade muito grande. Por outro lado, a Europa é liderante e vanguardista nas questões de defesa do meio ambiente. Isso coloca-nos perante desafios de que muitas vezes as nossas indústrias e a nossa economia não é competitiva na produção de alguns produtos, e somos muitas vezes confrontados com o dilema de taxamos ou não taxamos os produtos que vêm de mercados onde não são exigidas estas regras ambientais, onde o trabalhador não tem os mesmos direitos que os nossos, e muitas vezes as nossas empresas queixam-se, com alguma razão, desta dificuldade. Eu julgo que está aqui uma oportunidade, porque mais dia, menos dia, eu defendo que os produtos que vêm importados de latitudes onde isto não é cumprido, deviam ser taxados, não uma taxa alfandegária porque sim, mas devido à pegada de carbono que eles fazem só para chegar à Europa. Um produto produzido algures na Ásia tem que percorrer 7 ou 8 ou 9 mil quilômetros para chegar à nossa casa. Isso significa uma pegada de carbono. Devia haver aqui uma taxação em função desta pegada carbônica E a Europa tem a possibilidade, porque nós temos que desenvolver círculos de produção mais curtos, mais próximos do cidadão, e eu penso que aqui está uma grande oportunidade para a nossa indústria. Eu sei que nós já estamos a trabalhar isso no setor do calçado, vamos começar a trabalhar isso fortemente no setor do têxtil. Estamos a falar de empregos altamente qualificados, por exemplo, desmontar uma peça de roupa, as suas fibras, para lhe voltar a dar uma segunda vida, exige tecnologia, exige que a academia se envolva muito, porque uma peça de roupa, além da fibra, tem tinta.
Estamos a falar de inovação.
Tudo inovação, tudo alta inovação. Eu julgo que o gerânimo é possível. E eu acho que a Europa tem aqui uma oportunidade e há um país que está a trabalhar isto muito bem, que é a França. A França está a trabalhar muito bem esta componente.
Eu acho que isto tem reflexo também no consumidor, que se calhar pode preferir uma peça que saiba que vem de uma proveniência onde são atendidos estes critérios.
Depende. Nós, às vezes, temos um certo lirismo de pensamento, sem pensarmos na realidade prática das coisas em concreto. Pode haver uma franja pequena das pessoas que até prefira uma peça usada e reutilizada, mas eu julgo que a maioria não quer. Acha que aquela peça já foi usada por alguém, quem seria a pessoa que usou, o que é que aconteceu a esta peça de roupa. Mais do que isso, era importante desmontar a peça, tirar a fibra e voltar-lhe uma segunda vida. Portanto, há aqui um conjunto de oportunidades.
Desafios, mas também oportunidades.
Desafios e grandes oportunidades que eu associo a este setor.
Aires Pereira, Portugal tem taxas de circularidade muito baixas quando comparado com outros países europeus. O senhor Secretário de Estado estava aqui a falar do caso de França. Como é que podemos mudar isto?
Eu acho que a mudança passa por alguns vetores muito importantes. Desde logo, é preciso que as empresas e os stakeholders que estão nesta área, que passem da intenção à prática. Isto é, nós também vamos assistindo, e a Smart Waste trabalha muito com base em grupos de trabalho ligados a setores específicos, a muita presença que se traduz às vezes em greenwashing, por assim simples. Ou seja, as pessoas gostam de estar presentes, acham que a sua presença já é suficiente, mas depois vamos a ver e os resultados que essas entidades apresentam não são aqueles que estaríamos à espera, porque não há compromisso com uma mudança de atitude, que é fundamental. E desde logo, é preciso termos também em atenção os resultados e as metas que pretendemos atingir e que isso seja um compromisso efetivo. Não chega ter um selo verde, é preciso que isso se traduza numa prática, numa mudança de atitude e numa mudança significativa sob o ponto de vista da linearidade daquilo que é a nossa atividade para uma maior circularidade. E há estratégias que pra nós são estratégias-chave. Desde logo, o prolongar o uso dos produtos, como há bocado tive a oportunidade de referir, é preciso que os produtos não tenham data marcada para o seu término. Os produtos têm que ser utilizados ao longo de uma vida mais longa e acabarmos com aquilo que é muito do lixo eletrônico que aí anda, que ainda podia ter uma vida pra além daquilo que é o simples deixar de funcionar, mas nós deixamos de intervir sob o ponto de vista da reparação. Há já projetos muito interessantes nesta área da reparação, que criaram novos postos de trabalho, criaram novas atividades e que damos uma segunda vida a muitos destes produtos. É fundamental também um rastreamento sob o ponto de vista de sabermos onde está cada produto destes e nunca perder, desde o dia em que ele é fabricado até o seu fim de vida, para sabermos que ele vai ser depositado quando chegar ao fim de vida, no sítio certo, onde possa ser reciclado, onde possa ter uma nova oportunidade.
E entrar nessa cadeia.
E entrar nessa cadeia. Portanto, a digitalização nesse aspecto é fundamental. E depois, hoje já não se justifica cada um de nós ter tudo. A servitização dos produtos há de ser no futuro, e as novas gerações dão-nos um exemplo disso. Basta ver, hoje, quando se pergunta a um jovem, quando nós tínhamos 18 anos, qual era o nosso, eu refiro-me à minha geração, qual era o nosso maior objetivo? Ter a carta de condução.
Ter um carro.
Ter um carro. Hoje os jovens já não pensam assim. Chega-lhes um telemóvel, que têm o carro que precisam pra sua deslocação à distância de um minuto ou de dois. Ou seja, e isso hoje já se aplica a muitos produtos que não temos necessidade de ser proprietários deles, podemos alugá-los, utilizá-los e devolvê-los.
Acho que há um conceito pra isso que é tecnofetichismo, dizem os especialistas sobre esta questão.
E, portanto, esta questão da servitização é pra nós também uma área muito importante e nunca esquecer aquilo que é o início desta conversa, que são os três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. E, portanto, esta baixa taxa de circularidade tem que servir, em Portugal, para um aumento de emprego, para um aumento de novas oportunidades, de novos empregos, ou seja, é também uma oportunidade pra economia, porque os produtos vão estar cada vez mais caros, até por causa destas questões que o senhor Secretário de Estado há bocado referia, não vai ser possível o país, a Europa, continuar a importar produtos a baixo custo, só porque são de baixo custo, sem termos em atenção aquilo que é a pegada de cada um destes produtos e depois que não têm sequer um fim de vida já devidamente trabalhado para poder ser reutilizados. E acabamos por ficar com um monte de lixo, aí sim, e só pra lhe dar um número muito interessante É que nós temos 15% daquilo que são os produtos que fazemos, que não sabemos qual é a utilidade e como os podemos recondicionar ou voltar a dar-lhes uma nova vida, porque o processo que esses produtos utilizaram para o seu fabrico não teve em atenção questões como o ecodesign, como a sua reutilização no futuro. E isso, a velha Europa, apesar de só contribuir com cerca de 10% para aquilo que são a emissão de gases com efeito de estufa à escala global, não pode deixar de ter aquele seu compromisso social com o ambiente, que faz parte da nossa tradição, independentemente de vermos as dificuldades da implementação destas políticas nos Estados Unidos, nos países do Médio Oriente ou na Ásia, onde não há nenhum cuidado com isto. Portanto, tudo hoje impacta naquilo que são as questões que temos a tratar para termos um planeta saudável.
Muito válidos os vossos esclarecimentos. Muito obrigado. Queria ainda conversar com vocês sobre-
Deixe-me só dar aqui uma nota final, que eu acho que era importante. O Duarte Pereira falou e acho que é importante realçar isto, até nas novas oportunidades que existem para a Europa. E acabou de falar precisamente, por exemplo, no ecodesign.
Que prolonga a vida de um produto.
E na sua conceção pensarmos já-
É pensar de raiz com esse objetivo
...e na sua reparação, na reparabilidade dos produtos. Nós hoje temos muito o conceito de usa, deita fora, do frigorífico ao telemóvel, ao televisor. Portanto, há toda uma oportunidade e estamos a falar até já de design, uma profissão hoje altamente valorizada. Estamos a falar da engenharia do produto, estamos a falar na sua reparação. Portanto, há aqui todo um conjunto de oportunidades que estas políticas públicas procuram incentivar, que também vão desenvolver um novo setor industrial, um novo setor comercial. Eu quis realçar isto para nós percebermos que estamos perante uma oportunidade e não perante um problema.
Uma dificuldade.
Este problema é, em minha opinião, uma grande oportunidade para a Europa.
Senhor Secretário de Estado do Ambiente, senhor presidente da Smart Waste Portugal, muito obrigado por estes esclarecimentos. Hoje, no podcast "Vozes Circulares", ficamos a saber tudo sobre economia circular, o que é que está a ser feito para promover estas práticas de circularidade. Não perca, o próximo episódio vai ser dedicado ao tema do desperdício zero e onde vamos conhecer, por exemplo, o conceito de hierarquia dos resíduos, entre outros. Por isso, junte-se a nós no próximo "Vozes Circulares".