A coxa direita deu de si, mas tudo não passou de um susto. Já passou. Na quarta-feira, Cristiano Ronaldo saiu lesionado do encontro com o Vilarreal, a contar para a Liga espanhola, já depois do período dos descontos. Temeu-se o pior. Os primeiros exames indicavam uma lesão muscular que, dependendo da gravidade, podia obrigar a uma paragem prolongada. “E a La Liga?”, perguntavam os blancos. “E agora o Euro?”, suspiravam os portugueses. Entretanto, Ronaldo já descansou os corações apertados. “Está tudo bem, obrigado pelo apoio”.

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A mensagem do madeirense surgiu na sua própria conta do Instagram e já depois de o Real Madrid ter emitido uma nota onde dizia que a lesão de Ronaldo não parecia “ser importante”.

Mas os primeiros sinais eram preocupantes. Na conferência de imprensa que sucedeu o jogo, o treinador dos blancos, Zinedine Zidane, já tinha demonstrado alguma preocupação com o estado físico do português. “O Cristiano assustou-se, saiu do campo porque estava preocupado”.

O francês, de resto, não escondeu um certo arrependimento por não poupar, de quando em vez, o melhor marcador da liga espanhola. “Às vezes arrependo-me de não ter tirado o Cristiano antes para que não se passasse isto. Às vezes precisa. Para um treinador, quando tens o Cristiano é necessário poupá-lo de vez em quando. Mas é um jogador que quer jogar sempre e dar o seu máximo. Vamos ver quando o recuperamos.”

Depois do jogo com Vilarreal, que o Real Madrid venceu por 3-0, o capitão da seleção nacional foi submetido a uma bateria de exames que parecem ter afastado os cenários mais negros. Numa altura em que estão a apenas um ponto do Barcelona, primeiro classificado da Liga Espanhola, Cristiano Ronaldo e companhia vão defrontar o Rayo Vallecano já no próximo sábado, 23 de abril.