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BPI fecha hoje mais 25 balcões em Portugal num movimento comum no setor bancário

Banco encerra nove balcões no Centro do país, oito a Norte, seis a Sul e um na Madeira. Entre balcões, centros de investimento e centros de empresa ficará com 533 unidades de contacto com os clientes.

MÁRIO CRUZ/LUSA

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  • Agência Lusa
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O BPI fecha esta sexta-feira mais 25 agências, que se somam às 27 encerradas no primeiro semestre em Portugal, continuando o emagrecimento de estrutura que tem sido comum ao setor bancário e que é acompanhado pela saída de trabalhadores.

Dos 25 balcões do BPI que são encerrados, nove estão localizados na região Centro (Fornos de Algodres, Vila Nova Tazém, Arganil, Tábua, Miranda do Corvo, Óbidos, Torres Vedras – Sul, Cadaval, Torres Novas – Santa Maria) e dois na Madeira (Funchal – Ajuda e Funchal – Largo da Igrejinha).

Já na zona Norte fecham mais oito agências (Viana do Castelo – Darque, Braga – Maximinos, Ronfe, Maia – zona industrial, Vila Boa do Bispo, Pinhão, Lourosa – Vendas Novas e Cucujães) e na zona Sul outras seis (Carcavelos, Álvares Cabral, Vale de Milhaços, Atalaia, Santo André e Faro – Montenegro), segundo a informação a que a Lusa teve acesso.

Os trabalhadores destes balcões estão a ser transferidos para outros balcões nas proximidades.

Com este fechos, e tendo em conta os valores de final de junho, o banco fica agora com uma rede com 533 unidades de contacto com os clientes, entre balcões, centros de investimento e centros de empresa.

O emagrecimento das estruturas tem sido comum aos principais bancos que operam em Portugal, numa tentativa de melhorarem os seus resultados, que têm sido muito negativos.

A par do fecho dos balcões, a banca também tem reduzido o número de trabalhadores.

No BPI, que em junho tinha 5.846 funcionários, o presidente do banco, Fernando Ulrich, anunciou que prevê fechar este ano com menos 300 pessoas, estando em curso um programa de reformas antecipadas.

Já no banco público, a Caixa Geral de Depósitos, depois de no ano passado terem saído 448 pessoas, sobretudo ao abrigo do programa de reformas antecipada, a expectativa agora é sobre a reestruturação, que deverá passar pela redução de 500 trabalhadores entre 2017 e 2020.

No final de junho, a CGD tinha 760 agências em Portugal. Já quanto ao número de trabalhadores, os últimos dados disponíveis são de março e indicam 9.899 pessoas.

Quanto ao BCP, depois de nos últimos anos terem saído milhares de trabalhadores, sobretudo em rescisões amigáveis e reformas antecipadas, no primeiro semestre deste ano já saíram 57. O banco tinha no final de junho 7.402 colaboradores e 646 sucursais.

Já o Novo Banco fez em 2015 um acordo com a Comissão Europeia para reduzir em cerca de 1.000 pessoas o número de efetivos até fim deste ano, pelo que se falou desde cedo em despedimentos de centenas de pessoas.

Entretanto, grande parte dos trabalhadores saíram em rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas, pelo que ao abrigo do processo de despedimento coletivo do Novo Banco saíram 56 trabalhadores e mais 13 funcionários de empresas do grupo.

No final de junho, o banco que herdou ativos do ex-BES tinha 5.885 trabalhadores.

O Santander Totta disse, em julho, que espera a saída de cerca de 150 trabalhadores até início do próximo ano, depois de até junho terem saído cerca de 70 pessoas. Em junho, o banco tinha cerca de 6.700 trabalhadores, incluindo aqueles com que ficou do Banif.

Por fim, também o Montepio tem estado em redução de estrutura, tendo diminuído em cerca de 350 o número de trabalhadores no primeiro semestre, para cerca de 3.500.

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