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PS assegura que défice será cumprido sem medidas extraordinárias e exige que Maria Luís se retracte

O porta-voz do PS, João Galamba, exige que Maria Luís Albuquerque se retracte, defendendo que os dados até novembro apontam para o cumprimento da meta do défice, sem qualquer medida extraordinária.

João Galamba afirma que o PS não esconde nada nem "maquilha contas"

TIAGO PETINGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O porta-voz do PS, João Galamba, exigiu esta quarta-feira que Maria Luís Albuquerque se retracte, defendendo que os dados em contabilidade pública e nacional até novembro apontam já para o cumprimento da meta do défice, sem qualquer medida extraordinária.

Os dados quer em contabilidade nacional quer em contabilidade pública são conhecidos e o défice até novembro baixa significativamente e permite cumprir a meta com Bruxelas, e os dados até novembro não incluem qualquer receita extraordinária referida por Maria Luís Albuquerque, nem a reavaliação de ativos nem o programa extraordinário de regularização de dívidas”, afirmou João Galamba à Lusa.

A vice-presidente social-democrata Maria Luís Albuquerque afirmou, esta quarta-feira, que o Governo só conseguirá cumprir a meta do défice através de “medidas extraordinárias e irrepetíveis”, reclamando que o PSD teve sempre razão.

Todos nos lembramos bem do que disse Maria Luís Albuquerque em setembro, numa entrevista à televisão, que era aritmeticamente impossível cumprir o défice. Esperamos que se retracte destas declarações, corrija as declarações que fez hoje [quarta-feira] e reconheça que sim, este Governo está a fazer aquilo que o Governo anterior não foi capaz”, exigiu João Galamba.

O dirigente e porta-voz socialista defendeu que o executivo está a fazê-lo, “sem esconder nada, sem maquilhar contas, garantindo que os portugueses têm não só as medidas que merecem, mas também contas públicas transparentes e com rigor, cumprindo compromissos internos e externos”.

“Percebemos a desorientação do PSD e de Maria Luís Albuquerque, mas pedimos algum pudor aos responsáveis do PSD, nomeadamente a Maria Luís Albuquerque, porque todos nos lembramos do que ela fez enquanto foi ministra: não só nunca cumpriu uma meta do défice, como deixou bastantes encargos para o futuro que este Governo está a tentar resolver”, afirmou.

O PSD ainda não percebeu que este Governo não repete as práticas de Maria Luís Albuquerque, para bem dos portugueses. Não estamos a esconder dados nenhuns e estamos a fazer aquilo que o Governo anterior não conseguiu fazer, ter uma política que respeite os portugueses, os seus direitos e a sua dignidade sem violar compromissos europeus”, insistiu.

Em conferência de imprensa na sede nacional do PSD, Maria Luís Albuquerque referiu-se aos resultados do Plano Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES) que permitiram uma receita este ano superior a 500 milhões de euros, o que equivale, sublinhou, a três décimas do Produto Interno Bruto.

Estes resultados, somados aos dados que foram sendo conhecidos através da execução orçamental ao longo ano, “mostra que o PSD sempre teve razão”: “Aquele que era o cenário macroeconómico original, o Orçamento aprovado na Assembleia da República, não foi cumprido enquanto tal e nunca permitiria, se o fosse, alcançar um défice inferior ao do ano passado”.

No passado dia 21, o primeiro-ministro, António Costa, disse que o défice orçamental este ano cumprirá pela primeira vez as regras da União Europeia e ficará “com conforto” abaixo dos 2,5%. Na análise da ex-ministra das Finanças, estes resultados são devidos em primeiro lugar a uma “redução brutal do investimento público, nunca vista desde a década de 50 do século passado” e através de “medidas extraordinárias e irrepetíveis, portanto um plano b e um plano c”.

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