França

Serviços secretos franceses suspeitam que Rússia quer apoiar Le Pen com ataques informáticos

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Os serviços secretos franceses receiam que a Rússia use ataques informáticos para apoiar a candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, nas presidenciais, avança o jornal Le Canard Enchaîné.

OLIVIER HOSLET/EPA

Os serviços de informação franceses estão inquietos quanto a uma ameaça informática nas eleições presidenciais e admitem que a Rússia poderá intervir em apoio da candidata da extrema-direita, Marine Le Pen. A informação é avançada pelo jornal francês Le Canard Enchaîné, segundo o qual a DGSE (Direction Générale de la Securité Extérieure) acredita que a Rússia tenciona apoiar a candidata da Frente Nacional, através das redes sociais, recorrendo inclusive a robots informáticos que geram milhares de mensagens positivas. Os serviços secretos franceses admitem ainda que os russos podem revelar mails confidenciais que comprometam os adversários de Le Pen, um recurso que terá sido utilizado na campanha eleitoral americana para favorecer Donald Trump.

Um relatório da agência americana CIA, divulgado já depois da eleição de Donald Trump, aponta para o envolvimento de hackers russos na campanha americana, nomeadamente pela violação de contas de email de políticos democratas com o objetivo de favorecer o candidato republicano.

De acordo com o Le Canard Enchaîné, citado pela cadeia de televisão RTL, o nível de alerta é elevado e está prevista uma reunião do conselho de defesa no Eliseu, o palácio presidencial, para discutir o tema. O jornal revela ainda que o secretariado geral da defesa e segurança nacional convocou os representantes dos partidos para um seminário, realizado no passado dia 28 de outubro, de sensibilização para a segurança informática. Neste encontro foi distribuído um guia de “higiene informática” numa plataforma eletrónica. Segundo o Le Canard Enchaîné, a Frente Nacional terá sido o único partido que não participou.

Contactado pela RTL, o vice-presidente da Frente Nacional, Florian Philippot, diz que caberá ao Estado garantir a segurança das eleições presidenciais, não deixando de ressaltar a existência de um forte ambiente de conspiração.

O Le Canard Enchaîné foi o jornal que revelou o caso da contratação “fictícia” da mulher do candidato da direita, François Fillon.

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