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Banca

CGD revê plano de encerramento de balcões

Número de agências a fechar portas -- 180 -- não está em causa. A administração Paulo Macedo está, sim, a fazer uma reavaliação dos critérios a ponderar para determinar o encerramento.

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

A administração da Caixa Geral de Depósitos vai reavaliar quais os balcões a encerrar para cumprir o número já acordado com Bruxelas. A edição desta segunda-feira do Expresso refere que nenhum concelho vai ficar sem representação do banco público, admitindo-se a presença as zonas não urbanas do país (ainda que apenas com multibanco).

Nos próximos três anos, a Caixa vai fechar 180 balcões — e esse ponto parece não estar aberto a discussões. A avaliação está a ser feita sobre que balcões, em concreto, serão encerrados e de que locais o banco público não pode desaparecer.

A preocupação da administração da CGD passa por assegurar presença em todos os concelhos do país (mas nem sempre nas sedes do município), ao mesmo tempo que procurará não aumentar significativamente a distância dos cidadãos relativamente aos serviços do banco. Nesta reavaliação vão ser tidos em linha de conta critérios como as acessibilidades disponíveis até às agências.

Todas os funcionários das agências encerradas serão recolocados, ficando salvaguardados os postos de trabalho, avança a mesma edição do Expresso diário.

A informação foi, entretanto, confirmada pela Comissão de Trabalhadores do banco público.

À Lusa, o coordenador da estrutura representativa dos trabalhadores, Jorge Canadelo, referiu que tem sido difícil aceder à lista de balcões a fechar, apesar de já terem sido noticiados na imprensa, e a informação de que dispõe é de que está a haver uma “reavaliação da lista”, o que considera que estará ligado com a “movimentação da opinião pública e do poder político” nas últimas semanas a propósito deste tema.

O coordenador disse ainda que a CT tem estado em contacto com os trabalhadores dos balcões que têm sido indicados como podendo fechar e que em muitos casos têm alertado para a perda de negócio que o banco sofrerá caso opte por essa via, com vantagens “para os privados”.

O chefe do Governo, António Costa, defendeu que o plano de reestruturação da CGD prevê a presença do banco público em todo o país e salientou que o Executivo não se substituirá à administração, colocando em causa a liberdade de gestão.

Já o ministro Mário Centeno afirmou, em Bruxelas, estar “completamente seguro” de que todos os portugueses terão acesso a serviços bancários da Caixa Geral de Depósitos mesmo depois da reestruturação da rede de agências.

Segundo o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia, a CGD fechará cerca de 25% dos balcões abertos ao público (com funcionários a atender clientes), passando de 651 para 470 ou 490 daqui a três anos.

Já este ano o plano da CGD é de fechar 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano.

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