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YEP, estes jovens produtores são uns azeiteiros de primeira

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A paixão pela terra e pelo azeite de terroir uniu nove produtores do líquido que nasce em olivais de Trás-os-Montes. Os YEP querem promover o que de melhor se faz na região, mas também no país.

Os YEP são "jovens" transmontanos produtores de azeite, que se uniram para ajudar a promover o azeite de terroir.

© DR

São jovens, transmontanos e azeiteiros (de quem produz ou vende azeite). Os YEP – Young EVOO Producers, sendo que EVOO é a sigla inglesa para “Extra Virgin Olive Oil”, nasceram no final de 2016 com a missão de promover a diversidade dos azeites. Em causa estão seis produtores e nove associados concentrados na região de Trás-os-Montes, mas nem por isso o projeto deixa de ambicionar projeção e dimensão nacional.

Francisco Ataíde Pavão, um dos produtores, é quem explica ao Observador que os azeites daquela região em particular são mais amargos e picantes. Características que os diferenciam no panorama nacional. E é precisamente essa a intenção dos YEP. Uma das máximas que une o grupo é a ideia de que o azeite que nasce da paixão e do esforço destes produtores seja o reflexo do terroir, que é capaz de variar muitíssimo dentro de uma mesma propriedade.

O grupo YEP foi criado no final de 2016. © Divulgação

Os nove jovens — ainda que alguns o sejam somente de espírito — produzem apenas azeite virgem extra, com Denominação de Origem Protegida, e com base em variedades nacionais. A concentração de esforços assenta na vontade de, em última análise, pôr os portugueses a consumir aquilo que lhes é tradicional. Apenas o “melhor azeite” que conseguem produzir tem direito a entrada a pés juntos no grupo, assegura Francisco Ataíde Pavão, também ele presidente da CVR de Trás-os-Montes.

“Todos temos as mesmas variedades de azeite, mas cada referência YEP diz respeito a um azeite diferente. Os seis azeites são completamente distintos”, continua Pavão, reforçando a ideia de que, apesar de o azeite estar na moda e representar uma cultura importante, há muito trabalho a fazer. “Demorámos anos e anos para ter um guia de azeite”, afirma, referindo-se ao livro lançado no final do ano passado pelo jornalista Edgardo Pacheco.

Os seis azeites são muito diferentes entre si e pretendem ser a expressão máximo do terroir. © Sérgio Ferreira

Os seis azeites — 2A Tua, Caixeiro, Casa de Santo Amaro, Casa de Valpereiro, Mont’Alverne e Magna Olea — são realmente muito diferentes entre si, não só na experiência gustativa, mas também pelas histórias que o nome e o design de cada garrafa contam. Se o 2A Tua, por exemplo, diz respeito a um projeto particularmente recente, o Mont’Alverne é o resultado da paixão de um biólogo marinho que resolveu dedicar-se à produção de azeite, algo que já é feito há seis gerações na família. Também o Magna Olea, projeto que uniu pai e filha, é exemplo de dedicação e soma por isso distinções de alto gabarito. É caso para escrever que… YEP, eles sabem o que fazem.

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