Burla

Ministério Público investiga figura ligada a jet set que usou nome de Marcelo

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As autoridades estão a investigar pelo menos dois casos em que o nome do Presidente da República terá sido usado em burlas. Um deles envolve um relações públicas com ligações a celebridades.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O nome de Marcelo Rebelo de Sousa e a própria Presidência da República terão sido usados em, pelo menos, dois casos de burla que o Ministério Público (MP) já identificou e tem sob investigação. Um dos casos, como conta o Correio da Manhã na edição desta terça-feira, envolve um homem da zona do Estoril, que trabalha como relações públicas junto de várias figuras públicas portuguesas.

O esquema passava por contactar os donos de grandes empresas nacionais, usando o nome de um dos assessores do Presidente da República, para pedir apoios após os fogos de Pedrógão Grande, que aconteceram no verão do ano passado. Os pedidos, conforme descreve o CM, envolviam dinheiro para supostos apoios sociais para as vítimas dos fogos. Numa dessas ocasiões, um dos empresários contactados terá transferido mais de 30 mil euros para uma conta indicado pelo burlão.

O alerta para a burla só foi dado quando um dos empresários contactou Belém diretamente para esclarecer dúvidas sobre o que estava a ser pedido, se eram precisos mais bens ou dinheiro, e quais as zonas com maior necessidade. Foi então que o homem terá sido avisado de que tal iniciativa não estava a ser promovida pela Presidência e o alerta chegou às autoridades. Neste caso, as autoridades identificaram um homem que, enquanto relações públicas, acompanha várias figuras do jet set, o que o tornará bastante conhecido. O CM adianta que as autoridades já o notificaram para prestar depoimento.

O outro caso de burla revelado pelo CM e que também está em investigação pelo MP é o de um empresário ligado à pastelaria, da zona de Coimbra. Também aqui a estratégia passava por contactar várias empresas apresentando-se como assessor do Presidente da República e com o mesmo objetivo: angariar negócios para outras empresas das zonas afetadas pelos incêndios.

Uma dessas empresas contactadas, revela o jornal, terá sido A Padaria Portuguesa, à qual foi pedido que comprasse um produto específico a um determinado fornecedor. Foi a insistência do burlão que gerou suspeita e levou a que a empresa também contactasse diretamente a Presidência da República, descobrindo então que se tratava de um esquema fraudulento.

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