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Fundação “la Caixa” inicia implantação de projetos sociais em Portugal

Fundação "la Caixa", dona do espanhol CaixaBank e do BPI, apresentou as linhas mestras da atuação em Portugal. Vão ser 50 milhões de euros por ano para projetos, sobretudo de apoio social.

Artur Santos Silva, responsável pela ação da Fundação la Caixa em Portugal

FÁBIO PINTO/OBSERVADOR

Depois de, no ano passado, o grupo financeiro catalão CaixaBank ter passado a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre aquele banco português, a fundação “la Caixa” (dona da CaixaBank) deu esta quarta-feira o tiro de partida para iniciar a sua “obra social” em Portugal. O investimento, tal como já tinha sido anunciado, vai ser de 50 milhões de euros por ano em ação social no nosso país, com o objetivo de implementar vários programas de apoio a idosos e pessoas em exclusão.

No quadro da entrada do BPI no Grupo CaixaBank, a Fundação Bancária ‘la Caixa’ inicia este ano a sua implantação progressiva em Portugal com o objetivo de contribuir para o bem-estar dos portugueses, especialmente daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade”, lê-se no comunicado de imprensa divulgado esta quarta-feira.

A apresentação das linhas mestras de atuação da fundação “la Caixa” em Portugal foi feita esta quarta-feira numa conferência com o diretor-geral da Fundação Bancária, Jaume Giró, e com o presidente honorário do BPI, Artur Santos Silva. “Hoje formalizamos o nosso plano de atuação para este ano, que é o resultado de meses de reflexão e preparação. Ouvimos, e vamos continuar a ouvir, os portugueses, as administrações públicas e as entidades sociais para contribuir, até onde estiver ao nosso alcance, para o progresso de Portugal e dos seus cidadãos”, disse Jaume Giró, na apresentação dos projetos, em Lisboa.

O investimento de 50 milhões anuais da fundação tinha sido anunciado em abril do ano passado pelo presidente Isidro Fainé, depois de um encontro que teve com o primeiro-ministro português, António Costa. “Fruto desta colaboração, Portugal converte-se no epicentro do compromisso internacional da Fundação Bancária ‘la Caixa’ que prevê alcançar um orçamento anual de 50 milhões de euros destinados à ação social em Portugal”, diria o BPI em comunicado nessa altura.

O investimento na área social será feito em programas ligados à inserção no mercado de trabalho de pessoas em exclusão social (como o programa Incorpora), mas também em programas de apoio aos idosos (com atividades de desenvolvimento ativo) e de oferta de cuidados paliativos. De acordo com o comunicado divulgado esta quarta-feira, o plano diretor para Portugal em 2018 contempla quatro eixos: o eixo dos programas da fundação; o do lançamento de prémios destinados a apoiar projetos de entidades sociais; o eixo da gestão do orçamento, gerido através do BPI; e o eixo dos projetos especiais, onde se incluem projetos destinados a situações de emergência.

Entre os projetos próprios, a fundação “la Caixa” destaca não só o programa Incorpora, “destinado a fomentar a contratação de pessoas em risco ou em situação de exclusão”, como o programa de Atenção a Pessoas com Doenças Avançadas, “centrado no apoio a pessoas que se encontram no final da sua vida e no apoio aos seus familiares”.

Além do investimento em projectos sociais, a “la Caixa” terá também linhas dedicadas à investigação — com ênfase em área como as doenças oncológicas, neurodegenerativas e  cardiovasculares –, à educação e à cultura

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