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Há dez anos, o pesadelo. O país rejubilava e tudo se parecia compor. Portugal chegava à final do seu Europeu e pela frente já só tinha a Grécia. E continuou a ter. Em 2004, no Estádio da Luz, a seleção perdeu (1-0) na final e no sábado, pela segunda vez desde essa derrota – em 2008, num amigável na Alemanha, os helénicos ganharam outra vez (2-1) -, volta a encontrar a seleção grega. O que vai mudar de um jogo para o outro? Pelo menos uma coisa: Cristiano Ronaldo.

Nessa final, o hoje avançado do Real Madrid estava lá, no relvado. Amanhã estará na bancada. O capitão da seleção nacional não vai liderar a equipa amanhã, no Estádio Nacional (19h30), contra os gregos, e quem o confirmou foi Paulo Bento. “Ronaldo estará connosco, mas não competirá”, garantiu o seleccionador, em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, em Óbidos.

As questões sobre o capitão da seleção nacional sucederam-se. E por isso Paulo Bento passou “metade” do evento “a falar de problemas”, como às tantas desabafou. “Em primeiro lugar está o bem-estar físico e a saúde do jogador. Essa é a nossa principal preocupação e não iremos estipular um prazo para que possa voltar a competir”, sublinhou o treinador. E disse mais: “Ter o melhor jogador não nos obriga a vencer o Mundial.”

E contra a Alemanha?

O selecionador realçou que a “única obrigação” é “competir da melhor maneira para alcançar os objetivos” – que, para já, se focarão em ultrapassar a fase de grupos e seguir para os oitavos de final.

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Outra ausência no amigável frente à Grécia será a de Pepe, também por lesão. Durante a semana, outros jogadores como Ruben Amorim, João Moutinho ou Hugo Almeida treinaram com limitações físicas e, para Paulo Bento, o importante é “deixá-los com a maior tranquilidade e segurança possível”.

Tudo sem “criar pressões acrescidas” para que, a 16 de junho, estejam a 100% no primeiro jogo de Portugal no Mundial, contra a Alemanha. Caso não seja possível, Paulo Bento lembrou que haverá sempre uma hipótese – “os jogadores sabem que até dia 15 há a possibilidade de, em caso de alguma infelicidade, haver alterações na convocatória.”

Aí já haverá Ronaldo? “Na minha cabeça devem estar todos os cenários”, respondeu o treinador, garantindo apenas que “Portugal terá de ser uma equipa que possa competir também com os jogadores que normalmente não fazem parte das opções iniciais”.