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O prémio Príncipe das Astúrias das Letras vai viajar de Espanha até à Irlanda de John Banville. O escritor irlandês deixou para trás concorrentes como o japonês Haruki Murakami e o inglês Ian McEwan.

O júri não poupa elogios ao escritor de ficção. “Pela sua criação ficcional inteligente, profunda e original, e também pelo seu alter ego, Benjamin Black, autor de romances policiais perturbadores”. Destacam-se ainda as referências culturais, a ironia e “a análise intensa dos seres humanos complexos que nos aprisionam na sua descida para a escuridão da maldade ou fraternidade existencial”.

John Banville nasceu em Wexford, em 1945. Considerando que a faculdade lhe traria poucos benefícios, começou a trabalhar cedo, na companhia aérea Aer Lingus. Entre 1968 e 1969 viveu nos Estados Unidos. Regressou depois à Irlanda, para trabalhar como jornalista e editor. Em 2005, venceu um dos prémios mais importantes da literatura, o Man Booker Prize, pelo livro “O Mar”.

O galardoado foi escolhido de entre 24 candidaturas de 17 países, incluindo uma de língua portuguesa, Moçambique. Leonard Cohen, Paul Auster, Philip Roth e Mario Vargas Llosa são alguns dos nomes já premiados desde 1981 com o mesmo prémio.

Este ano, o arquiteto Frank Gehry venceu o prémio das Artes, o historiador Joseph Pérez o prémio das Ciências Sociais, Quino, autor da personagem Mafalda, o de Comunicação e Humanidades e  o químico espanhol Avelino Corma e os norte-americanos Mark E. Davis e Galen D. Stucky venceram o Prémio de Investigação Científica e Técnica.

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