Caro leitor, se porventura na passada quarta-feira à tarde se envolveu com uma pessoa que não é a sua companheira legítima, saiba que tal comportamento se enquadra na norma. Pelo menos é o que alega um estudo que entrevistou 172 mil dos usuários americanos da rede social de infidelidades Ashley Madison, que chegou a esta e outras conclusões. Por exemplo, que 68% das infidelidades têm lugar no local de trabalho e que demoram, em média, uma hora e dezassete minutos.

O facto de as pessoas terem mais comportamentos infiéis à quarta-feira parece, para já, não ter explicação evidente. Já o ser à tarde está em linha com um outro estudo que concluiu que as pessoas tendem a desleixar a ética e a moral durante esse período do dia, enquanto que, de manhã, os comportamentos imorais são mais raros.

Mas o que é ser infiel? É que a resposta a isto diverge conforme o género. Um beijo, por exemplo, é visto por 90% das mulheres como uma traição e por 75% dos homens. Também no que diz respeito ao envio de mensagens de telemóvel com vista a um relacionamento sexual, as mulheres são mais consensuais ao considerarem este tipo de contactos como uma traição. São 68% face a 51% dos homens.

Quererá isto dizer que as mulheres são menos infiéis do que os homens? Não necessariamente. Apesar de os dados disponíveis variarem de estudo para estudo e de esses mesmos dados poderem estar enviesados (na medida em que precisam da admissão da pessoa infiel), as mulheres traem quase tanto ou mais do que os homens. E fazem-no por muitos motivos, seja para aumentar a auto-estima, por vingança ou por não se sentirem sexualmente realizadas com os atuais parceiros.

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Mas até há quem diga que a infidelidade é uma questão de genes, como aliás grande parte dos comportamentos humanos. Investigadores da Universidade de Binghamton afirmam que a predisposição genética é “um fator influente” na hora da traição.

O que parece certo, no entanto, é que os fatores sociais têm peso na infidelidade. Um inquérito conduzido junto das populações quenianas que vivem junto ao Lago Vitória concluiu que as mulheres, aqui, traem os companheiros sobretudo devido à prevalência de situações de violência doméstica, a lhes serem negadas as suas posições sexuais preferidas e ao facto de os pénis dos maridos serem… demasiado grandes.