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A Comissão Europeia e a Coreia do Sul assinaram um acordo para a definição e desenvolvimento da agenda para a rede de comunicações 5G. Um dos objetivos imediatos é o estabelecimento de um consenso global sobre o que é o 5G, uma questão que apenas recentemente se começou a discutir em público.

Neelie Kroes, comissária europeia para a agenda digital, e Mun-Kee Choi, o ministro sul-coreano da Ciência, assinaram esta segunda-feira, em Seul, uma declaração conjunta para a cooperação estratégica na investigação científica, um pré-requisito burocrático necessário, refere o Financial Times.

De acordo com o Pocket-Lint, a tecnologia de 5G permitirá ligações muito mais rápidas e terá capacidade suficiente para aguentar a conexão onde quer que esteja e independentemente do número de pessoas que estiverem conectadas em simultâneo. O 5G deverá permitir o descarregamento de um filme de uma hora em seis segundos, sessenta vezes mais rápido do que permite o atual 4G.

Os sul-coreanos querem o 5G em funcionamento em 2018, aquando da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pyeongchang. Para Neelies Kroes, 2020 é o ano em que o 5G estará disponível no espaço europeu.

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“Vamos encontrar um consenso global sobre o que é o 5G e quais são os seus principais componentes tecnológicos e qual o melhor calendário para o seu desenvolvimento”, disse Kroes no passado mês de fevereiro, acrescentando que o prazo ideal para a definição e desenvolvimento da tecnologia será “o final de 2015”. Para que “todos os cidadãos possam ter 5G o mais depressa possível”, concluiu. Para a comissária europeia, o 5G será “a nova força da economia e sociedade digitais” e “tanto a Europa como a Coreia reconhecem isso”.

A Coreia do Sul é atualmente o país pioneiro em termos de tecnologias sem fios, tendo a SK Telecom, uma operadora de telecomunicações portáteis sul-coreana, estabelecido recentemente um novo recorde para a velocidade de download móvel.