Os líbios vão esta quarta-feira às urnas para escolherem os seus representantes no parlamento, num clima de insegurança e de instabilidade política.

Dos 3,4 milhões de eleitores, apenas 1,5 milhões se inscreveram para escolherem os 200 membros, incluindo 32 mulheres, da futura Câmara dos Representantes, que substituirá o Congresso Geral Nacional.

Um total de 1.628 candidatos, entre os quais 138 mulheres, apresenta-se a título individual. Só depois das eleições se constituirão blocos políticos parlamentares.

Cerca de 1.600 assembleias de voto estão abertas entre as 8h e as 20h locais (7h e 19h em Lisboa) nas 17 circunscrições em que o país está dividido.

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A União Europeia, que considera as eleições legislativas líbias uma “etapa crucial” para o futuro do país, disse esperar que o escrutínio permita a “constituição de um parlamento capaz de dar forma a um consenso nacional e de desempenhar o seu papel na formação de um governo que beneficie de amplo apoio político”.

A escalada da violência, sobretudo no leste da Líbia, palco de confrontos diários no último mês entre uma força paramilitar leal ao general dissidente Khalifa Haftar e grupos islâmicos, faz temer pela segurança do escrutínio.

Fonte da Alta Comissão Eleitoral (HNEC na sigla em inglês) disse à agência France Presse existirem “riscos de que a votação seja perturbada ou mesmo anulada em algumas assembleias de voto, nomeadamente em Benghazi e Derna (leste)”, feudo dos grupos islâmicos radicais.

Os resultados preliminares do escrutínio devem ser anunciados a partir de sexta-feira e os definitivos estão previstos para meados de julho.