Abuso a menores e posse de pornografia infantil. Estas são as acusações que levaram cerca de 35 funcionários do Parque Disney World Flórida a serem detidos pelas autoridades, relata uma investigação do canal CNN. Entre os detidos estão seguranças, guias turísticos e donos de lojas, e 32 já foram condenados, enquanto os restantes casos estão pendentes. Para além disso, mais cinco trabalhadores da Universal Studios e dois da SeaWorld também foram presos.

O porta voz da Disney, Jacquee Wahler afirmou que trabalha para “proporcionar um ambiente seguro para todas as crianças, e é uma responsabilidade que levamos muito a sério. Por isso, verificamos sempre os antecedentes penais dos nossos trabalhadores”. Já o Xerife do condado de Polk, na Florida, aconselha a Disney e todas as empresas de parques recreativos a recorrem ao polígrafo para contratar os seus empregados. Contudo, o Congresso, baseando-se no direito à privacidade e no respeito das liberdade civis, não autoriza as empresas privadas a utilizar o polígrafo para este fim.

As últimas detenções ocorreram no passado mês junho em duas fases. Na primeira fase foram detidas as pessoas relacionadas com a posse de pornografia infantil. Entre os presos encontra-se um professor, Mateo Tillesen, que se dedicava também à distribuição do material pornográfico. A maioria dos presos possuía material pornográfico de crianças entre os dois e seis anos.

Na segunda fase da operação foram detidos os adultos que contactavam menores através de sitios web ou de redes sociais. Neste procedimento, os suspeitos enviavam imagens suas e pornográficas para as crianças e, em contrapartida pediam fotografias das crianças nuas e guardavam nos seus computadores.

Allen Treaster, um dos vários detidos, era um funcionário da Disney Reino Animal. Allen, nas informações policiais era conhecido como “Teddy, o grande perseguidor de jovens”, e foi preso quando se ia encontrar com um menor de idade, depois de lhe ter enviado uma mensagem onde dizia que ia fazer a realidade sua “fantasia”. Outro preso foi Cedric Cuthbert que trabalhava num parque Disney, e foi surpreendido pela polícia a baixar pornografia infantil enquanto escrevia um sermão para a sua igreja, onde era pastor.