É conhecido o amor dos franceses pela banda desenhada. Um dos mais recentes livros deste género chama-se Zombies Néchronologies e retrata Paris durante uma invasão de zombies, acompanhando o dia-a-dia do guarda-costas do presidente François Hollande. Quando chega a hora da verdade, Hollande mata para sobreviver e é descrito como um “arrivista” e “manipulador”… na banda desenhada.

Olivier Peru e Nicolas Petrimaux são os autores do livro lançado no final de junho que retrata as peripécias de Charles, um guarda-costas presidencial durante a invasão de zombies em Paris, mas que começa a questionar a meio da sua missão se vale ou não a pena proteger a vida de Hollande. No livro, o presidente francês revela-se um homem frio, capaz de matar para sobreviver. Charles descreveu-o mesmo como “um arrivista e um manipulador, com uma inteligência fora do comum”. O guarda-costas concluiu que Hollande “tem maneiras de senhor, mas tem uma alma suja”.

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A versão francesa de Walking Dead não revela grandes heróis num momento de crise, mostra antes uma liderança enfraquecida pelo medo. O livro acaba por ser uma reflexão sobre a República Francesa e de crítica social. Sabe-se que Hollande acaba por ser mordido por um zombie e pede a Charles que o salve, mas desconhece-se o desfecho da trama.

Não é a primeira vez que Hollande vai parar à banda desenhada. Em Maio deste ano, uma jornalista francesa, Marie-Ève Malouines, com o ilustrador Faro publicaram “Eu, o presidente, até agora tudo bem”, relatando as peripécias do presidente no ano anterior – tanto as públicas, como as privadas, incluindo o caso com a atriz Julie Gayet.

No ano anterior, a mesma autora tinha lançado um livro também de banda desenhada chamado “Eu, o presidente, a minha vida quotidiana no Eliseu” que tem na capa Hollande e Valerie Trierweiler a tirarem uma selfie com o Eliseu por trás. Ainda outra publicação também de maio deste ano, retrata a vida de Hollande entre Trierweiler e a sua ex-mulher Segolene Royal, chamando-se apropriadamente, “Hollande e as suas duas mulheres”.