Os centros de produção e logística dos CTT em Cabo Ruivo, Maia e Taveiro estão esta segunda e terça-feira em greve, mas a empresa estima que o efeito da paralisação seja “inexpressivo”, enquanto sindicato espera “grande adesão”. Os trabalhadores dos centros de produção e logística dos CTT iniciaram uma greve parcial a 21 de julho, a qual terminou na sexta-feira, e iniciam hoje uma greve de dois dias contra o fim do horário contínuo.

“Os CTT estimam que o efeito desta greve será inexpressivo, esperando-se que o serviço postal se mantenha em operação”, referem os Correios de Portugal. “Todas as lojas dos CTT (estações de Correios) se manterão abertas em todo o país, o mesmo sucedendo com as lojas de parceiros”, adiantam, referindo que para hoje “existe um pré-aviso de greve, mas desta vez limitado aos centros de distribuição (carteiros) e apenas em Lisboa”.

A empresa liderada por Francisco de Lacerda acrescenta que todos os carteiros fora de Lisboa vão estar a trabalhar, “prevendo-se que em Lisboa a adesão dos carteiros seja insuficiente para interromper a entrega de correio, com um impacto pouco significativo”. A greve convocada, tal como a parcial que dura desde a semana passada, deve-se à transição do horário contínuo para não-contínuo aplicável a uma parte dos trabalhadores dos centros de produção e logística dos CTT.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, explicou o fim do trabalho contínuo terá impacto nos funcionários do turno da noite, que saem mais tarde e acabam ou por não ter transportes ou chegar muito mais tarde a casa.

Vítor Narciso espera uma “grande adesão” à greve nos centros de tratamento de Lisboa, Coimbra e Portugal e no centro de distribuição de Lisboa. Durante o dia de hoje, haverá uma concentração de trabalhadores em Cabo Ruivo, que depois seguirá até à sede da empresa para protestar contra o fim do trabalho contínuo.