Os Estados Unidos e o Reino Unido preparam-se para voltar a juntar a força de elite – Task Force Black – para combater os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), à semelhança do que foi feito entre 2006 e 2008 quando conseguiram destruir 3.500 alvos da al-Quaeda no Iraque. Agora, o objetivo desta força especial é derrubar as linhas de comando terrorista, em particular o líder Abu Bakr ­al Baghdadi. Mas a primeira missão será identificar o carrasco do jornalista americano James Foley.

A morte do jornalista e a divulgação da sua execução tornaram o combate aos terroristas do Estado Islâmico um assunto prioritário para os Estados Unidos. A equipa da Task Force Black nasceu da necessidade de dar uma resposta à violência crescente do ISIS – a organização terrorista mais rica do mundo – e juntará elementos das agências norte-americanas CIA, Delta Force e Seal Team 6 e das agências britânicas Special Air Service, MI5 e MI6. Serão formadas pequenas equipas com militares das forças especiais que irão treinar e trabalhar em conjunto com as milícias locais, como a força de defesa curda. Também está em estudo a possibilidade de reabilitar uma unidade das forças especiais iraquianas – Apostles – criada durante a guerra no Iraque. A equipa já se encontra no terreno com uma rede de espiões e informadores que pretende localizar os principais líderes do ISIS.

Abu Bakr ­al Baghdadi é o primeiro homem desde o Império Otomano a nomear-se descendente do profeta Maomé. Assume-se um califa, o soberano e líder espiritual da comunidade islâmica, tentando subjugar até a al-Qaeda, onde o agora autoproclamado califado islâmico teve origem. Apesar das vitórias, o califa ainda não teve o reconhecimento na comunidade islâmica que desejaria. As autoridades do Egipto e da Arábia Saudita já condenaram a atos de violência praticados pelo ISIS. Susilo Bambang Yudhoyono, presidente do país com maior número de muçulmanos do mundo – a Indonésia – rejeita estes atos radicais que classifica de embaraçosos para o Islão. Nem mesmo a al-Qaeda quer ser relacionada com este grupo terrorista.