Hollande é um homem diferente depois do lançamento do livro da sua ex-companheira, Valérie Trierweiler. Quem o diz é a revista Le Nouvel Observateur que o descreve como “atordoado com o choque” e “cambaleante”, depois de uma entrevista com o Presidente no Eliseu, onde fala pela primeira vez sobre as acusações de Trierweiler. “Eu não admito que se diga ou que se escreva que eu não me importo com a dor social, porque é uma mentira que me dói”, afirmou Hollande.

O Presidente veio esta semana defender-se do relato da sua ex-companheira, a jornalista Valérie Trierweiler, publicado no livro “Merci pour ce moment”, especialmente no que diz respeito às alegadas considerações que terá feito sobre os mais pobres, chamando-lhes “desdentados”.

“Este ataque aos pobres, aos miseráveis, vejo-o como um golpe contra a minha vida inteira. Em todas as minhas funções, em todos os meus mandatos, não noutra coisa senão ajudar e representar os que mais sofrem. Nunca estarei ao lado dos ricos, mesmo não tendo nada contra eles, porque eu sei de onde venho”, disse Hollande à revista.

Trierweiler afirma no seu livro – que na semana de lançamento bateu recordes de venda em França – que o Presidente diz preferir os pobres, mas está verdadeiramente ao lado dos ricos, fazendo muitas vezes pouco das origens humildes da jornalista e preferindo possivelmente a família da atriz Julie Gayet, com quem teve um caso, que detém mansões e propriedades. Hollande defende-se dizendo que ele próprio tem origens “modestas”. “Nunca poderia negar as minhas raízes e o melhor de mim”, refere.

A sua equipa terá confidenciado à revista que o Presidente está “fraco” e “cambaleante” desde que a vida em comum com Válerie foi tornada pública e o próprio não esconde. “O que estou a viver não é agradável, mas o que é que querem? Que vá chorar a minha má sorte aos franceses? Eu não sou um demagogo, nem de um comediante. Os franceses esperam mais de mim do que isto”, conclui.

Mesmo assim Hollande diz estar firme na presidência, assegurando que nenhum rumor político e nenhuma sondagem farão com que ele se demita.