Cimeira do Clima 2015

Obama pressiona e China responde: acordo para travar alterações climáticas em 2015?

EUA e China são os dois maiores emissores de gases de efeito de estufa. Na Cimeira do Clima, Obama assumiu responsabilidades e pôs pressão na China - que prometeu reduzir emissões até 2020.

Obama assumiu responsabilidades e pediu à China para fazer o mesmo, rumo a um acordo global de combate às alterações climáticas

Getty Images

Depois de Barack Obama ter assumido responsabilidades e apresentado um conjunto de compromissos como parte de um “plano global” sobre o clima, o presidente dos EUA passou a bola à China. Na Cimeira do Clima, que decorreu na terça-feira em Nova Iorque, o vice-presidente chinês prometeu pela primeira vez mudar o curso e tomar ações firmes para combater as alterações climáticas, comprometendo-se em reduzir as emissões de carbono – que são as mais elevadas do mundo – até 2020. Mas a data é ambiciosa.

Desde 2007 que a China ultrapassou os EUA enquanto maior emissor de gases de efeito de estufa do mundo, sendo estas duas potências as mais poluentes à escala mundial. “Temos uma responsabilidade especial para liderar”, disse Obama referindo-se ao plano de larga escala que deverá ser negociado em 2015, em Paris. “É o que as grandes nações devem fazer”, atirou ainda perante a Assembleia Geral da ONU que reunia mais de 100 líderes mundiais, numa tentativa de, escreve o New York Times, concentrar a pressão sobre a China.

Zhang Gaoli, vice-primeiro-ministro chinês, respondeu ao apelo e mostrou-se comprometido a reduzir as emissões “o mais rapidamente possível”. “Como um grande país responsável, a China vai fazer um esforço ainda maior para combater as alterações climáticas e assumir as responsabilidades internacionais necessárias”, disse. O representante chinês apontou a data 2020 como meta, mas o assunto é sensível nas negociações, já que grande parte dos conselheiros do próprio Governo chinês receiam que os resultados só se deverão começar a ver dez anos depois, lá para 2030.

Todos os países precisam de seguir o caminho da economia verde e reduzir os níveis de carbono de uma forma que vá a encontro das suas condições nacionais, e estabelecer uma ação pós-2020 à luz das atuais circunstâncias”, disse o governante chinês.

Apesar de o presidente Xi Jinping não ter estado presente, a declaração do número dois do Executivo foi suficiente para os analistas afirmarem que se trata da primeira vez que a China se mostra realmente com vontade de agir neste sentido.

A Cimeira, no entanto, não foi rica em propostas concretas, com os vários líderes a remeterem as medidas específicas para as negociações do próximo ano, agendadas para dezembro de 2015 em Paris. O primeiro-ministro britânico, no entanto, foi um dos mais específicos, dizendo que o Reino Unido conta reduzir a emissão de gases de efeito de estufa em 80% até 2050, e forçar a União Europeia a atingir a meta de 40% de redução até 2030, face aos níveis que se registavam em 1990.

De acordo com a Reuters, alguns chefes de Estado anunciaram compromissos financeiros para facilitar o caminho para um acordo amplo em 2015. Foi o caso do francês François Hollande, que disse esperar que o seu país injete mil milhões de dólares no Fundo Verde para o Clima. O mesmo fizeram os presidentes sul-coreano e mexicano, afirmando querer contribuir com 100 e 10 milhões, respetivamente, para o mesmo fundo.

Moderada pelo secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, a Cimeira do Clima que decorreu ontem na sede da ONU em Nova Iorque pretendia encorajar os 120 estados-membros a assinar um novo compromisso global nas negociações que deverão ocorrer em Paris em dezembro do próximo ano. Desde 2009 que não se realizava uma cimeira de alto nível sobre esta temática e, para Ban Ki-moon “nunca antes estiveram tantos líderes reunidos apenas e só para se decidir uma ação contra as alterações climáticas”.

Já antes, as Nações Unidas tinham alertado para os impactos negativos do aquecimento global, que serão “severos, subtis e irreversíveis”, podendo levar a problemas como o aumento do nível da água do mar, risco de cheias e alterações profundas na agricultura.

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