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A encarregada de negócios da embaixada de Espanha em Israel, Francisca Pedrós, foi convocada esta segunda-feira para receber uma “advertência” no Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, após declarações realizadas pela ministra da Juventude espanhola sobre a Palestina.

“A declaração faz parte de uma política sistemática anti-Israel promovida pelo Governo espanhol e pelo seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez”, afirmou o comunicado da chancelaria israelita.

O Ministério israelita referiu que Francisca Pedrós deverá reunir-se a Gilad Cohen, diretor dos Assuntos Político-Estratégicos israelitas.

Segundo o texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, as palavras utilizadas por Rego apoiam “a eliminação do Estado de Israel”.

A 24 de setembro, Rego afirmou durante um pequeno-almoço do Fórum Europa que Espanha “não escolheu o lado errado” ao posicionar-se “ao lado dos direitos humanos e do povo palestiniano”, antes de referir como motivos de “orgulho” a suspensão da volta em bicicleta de Espanha ou o boicote à Eurovisão, entre outros exemplos.

“Além disso, a posição da sociedade espanhola é clara a favor de uma Palestina livre do rio ao mar. E por isso, no Governo, mantivemos durante estes anos uma posição de dignidade com o reconhecimento do Estado da Palestina, com o embargo de armas (…)”, acrescentou a ministra.

Nessa mesma quinta-feira, a encarregada de negócios de Israel em Espanha, Dana Erlich, já tinha acusado Rego de antissemitismo.

“Espanha não é antissemita. Esta ministra, sim”, declarou Erlich na rede social X, anexando um vídeo com as declarações da ministra.

Já em setembro de 2025, Israel proibiu a entrada no país da vice-primeira-ministra e ministra do Trabalho de Espanha, Yolanda Díaz, assim como de Rego, em represália pelas medidas anunciadas pelo chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Rego pediu, então, que a União Europeia (UE) rompesse “todos os laços com Israel e lhe impusesse sanções”.

Israel continua a atacar quase diariamente a Faixa de Gaza, onde matou mais de 74 mil palestinianos desde outubro de 2023 — entre eles mais de 20 mil adolescentes e crianças —, segundo as autoridades de saúde de Gaza, dominadas pelo Hamas.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]