Ashraf Ghani prestou esta segunda-feira juramento como como Presidente do Afeganistão durante a cerimónia de investidura, que teve lugar, na capital, Cabul, a poucos meses da retirada das forças da NATO.

O economista de 65 anos sucede a Hamid Karzaï único homem a ter dirigido o Afeganistão desde a queda dos talibãs em 2001, cumprindo-se assim a primeira passagem do poder entre dois chefes de Estado democraticamente eleitos na História do Afeganistão.

“Hoje, depois de 13 anos à frente do governo, tenho orgulho de transferir o poder para um novo Presidente”, disse Hamid Karzaï, durante a cerimónia no Palácio Presidencial diante de dignitários.

“Eu prometo diante de Deus que vou obedecer e apoiar a santa religião do Islão. Eu vou respeitar a Constituição e as leias e aplica-las”, declarou, por seu turno, Ashraf Ghani ao prestar juramento, acrescentando: “Eu vou defender a independência e a soberania do Afeganistão, proteger os direitos e interesses do país e do povo”.

Esta transição democrática coloca oficialmente um ponto final a três meses de crise política sobre os resultados da eleição que enfraqueceu o já fragilizado país.

Ashraf Ghani e o seu rival Abdullah Abdullah reivindicaram a vitória na segunda volta das presidenciais de 14 de junho, marcadas por massivas fraudes.

Contudo, após pressão das Nações Unidas e dos Estados Unidos, os dois adversários aceitaram, na semana passada, formar um governo de união nacional.