O metropolitano de Lisboa recuperou passageiros entre abril e junho, pelo segundo trimestre consecutivo, registando uma subida homóloga de 3,9%, enquanto os comboios suburbanos contrariaram a tendência ascendente que seguiam desde o final do ano passado, recuando 1,4%.

Os dados da atividade dos transportes relativos ao segundo trimestre de 2014, divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, indicam que o regresso dos passageiros ao metropolitano, que se traduziu num acréscimo de 2,2% (0,7% no primeiro trimestre), só se verificou em Lisboa (com um aumento de 3,9% face aos 0,8% do primeiro trimestre), já que no Porto, as deslocações diminuíram 2%, após quatro trimestres positivos. No total, o metropolitano foi usado por 51,1 milhões de pessoas, dos quais 36,5 milhões circularam em Lisboa.

Nos restantes transportes públicos, a tendência foi de queda, com os comboios a transportarem 32,3 milhões no segundo trimestre, o que significa uma variação homóloga de -0,8% (+3% no trimestre anterior). A variação negativa foi determinada pela diminuição do tráfego nas ligações suburbanas (-1,4%) que representam quase 90% do total, com 28,6 milhões de passageiros.

O transporte interurbano progrediu 4%, confirmando a tendência dos três trimestres anteriores, enquanto as ligações ferroviárias internacionais aumentaram 15,8%, para um total de 44 mil passageiros. O INE destaca uma evolução favorável no mês de junho (3,8%), impulsionada pelos comboios suburbanos (3,1%) e interurbanos (9,5%).

As ligações fluviais voltaram a perder passageiros (-2,6%, que compara com -2,8% no primeiro trimestre), com exceção do rio Guadiana. No rio Tejo, que representa 91% das deslocações fluviais, num total de 5,8 milhões de pessoas, a descida acentuou-se no segundo trimestre (1,9%) face ao primeiro (1,4%), sendo as maiores perdas registadas na ligação Cais do Sodré-Montijo (3,7%) e Cais do Sodré-Seixal (3,4%). O transporte de automóveis, motociclos e velocípedes por via fluvial aumentou 4,2%.