O Governo está a contar que os portugueses subscrevam mais 2.500 milhões de euros em produtos de aforro do Estado em 2015, depois dos quase quatro milhões que se estima obter com certificados de aforro e certificados do Tesouro em 2014. É desta forma que o Estado pretende obter 22,75% das necessidades líquidas de financiamento do próximo ano, que são de 10.989 milhões de euros.

Os produtos de aforro do Estado têm beneficiado das “alterações nas condições de remuneração dos Certificados de Aforro anunciadas em setembro de 2012 e o lançamento de um novo produto de poupança, os certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), em outubro de 2013, que se traduziram numa aceleração do ritmo de subscrições e abrandamento dos reembolsos em ambos os instrumentos de aforro”, diz o governo.

Com estes instrumentos, o governo quer obter 22,75% das necessidades de financiamento líquidas de 2015, que ascendem a 10.989 milhões de euros. Cerca de um terço da nova dívida a emitir em 2015, que é de um total de 7.720 milhões de euros, será emitida na forma destes produtos de aforro. O governo conta emitir 1.500 milhões de euros em certificados de aforro e 1.000 milhões em certificados do Tesouro.

A maior parte do financiamento voltará a ser, contudo, a emissão de obrigações do Tesouro nos mercados internacionais.

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Apesar da importância relativa para as necessidades de financiamento do próximo ano, trata-se de um montante inferior aos 3.956 milhões que o governo estima fechar o ano de 2014 nesta rubrica.

A maior parte do financiamento voltará a ser, contudo, a emissão de obrigações do Tesouro nos mercados internacionais. “Em 2015, a principal fonte de financiamento líquido deverá concentrar-se na emissão de dívida de médio e longo prazo em mercado, antecipando-se um contributo positivo de obrigações do Tesouro [dívida de longo prazo] de perto de 5,4 mil milhões de euros”. Pode também haver emissões líquidas em moeda estrangeira de aproximadamente 800 milhões.